Apesar de ser uma opção de tratamento para prolongar a vida, o transplante é considerado extremamente estressante para a família, devido a extensas avaliações médicas; períodos longos de espera, doação e hospitalização; separação de membros da família; altos custos financeiros; necessidade de fixar residência em outra cidade; necessidade de abandonar atividades rotineiras, trabalho e lazer; longo acompanhamento ambulatorial após a alta, com possibilidade de complicações decorrentes do tratamento; e a iminência da morte como ameaça onipresente.
Tendo o tema do fragmento de texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo às estratégias para o enfrentamento, pelo profissional de enfermagem, de situações estressantes envolvendo o paciente e a família diante do transplante.
As estratégias para o enfrentamento de situações estressantes podem ser definidas como esforços de natureza cognitiva, afetiva e comportamental para lidar com exigências consideradas pelo indivíduo como excessivas relativamente aos seus recursos adaptativos.
No que diz respeito ao transplante cardíaco, julgue o item que se segue.
Infecções bacterianas não tratadas com antibióticos contraindicam a realização de transplante cardíaco. Contudo, pacientes com infecções sistêmicas, porém tratadas nas últimas 48 h com antibióticos, e evidências laboratoriais indicativas de controle do processo infeccioso, podem ser submetidos ao transplante cardíaco.
No que diz respeito ao transplante hepático, julgue o seguinte item.
Algumas das soluções comerciais destinadas à preservação do fígado disponíveis no mercado incluem Viaspan, Celsior, Custodiol, Euro Collins e Soltran. Ressalta-se que o armazenamento prolongado contribui para o aumento da incidência de não funcionamento do enxerto e de lesão biliar isquêmica.
Com relação aos transplantes renal e de pâncreas, julgue o item a seguir.
O transplante de pâncreas é uma forma de reposição de células beta que pode restaurar a normoglicemia em pacientes diabéticos. O pâncreas isolado de doador post mortem será descartado quando houver antecedentes de diabetes insipidus.
Uma mulher de vinte e cinco anos de idade, hígida, não tabagista, vítima de acidente automobilístico, com traumatismo craniencefálico grave, trauma torácico e hemotórax bilaterais, foi submetida a drenagem bilateral de tórax, tendo apresentado melhora significativa do quadro respiratório, mas grave piora do quadro neurológico. Nessa circunstância, foi aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica (ME), que foi constatada após realização de todos os testes necessários preconizados em lei.
Com relação a esse quadro clínico e a aspectos relacionados ao transplante de pulmão, julgue o item subsecutivo.
Semelhante à síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), a disfunção primária de enxerto é definida pela relação PaO2/FiO2 < 300 associada a infiltrado radiológico nas primeiras 72 h após o transplante pulmonar.