Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 09, 11 e 19.
A expressão “com suas dolorosas consequências” (linhas 3 e 4) poderia ser suprimida da oração, sem que isso provocasse prejuízo gramatical ou falta de clareza no texto.
Na linha 9, o emprego de acento gráfico no termo “à”, em “se devia à ação de projéteis”, decorre da regência da forma verbal “dever-se”, que é acompanhada do vocábulo “a”, em presença de artigo feminino “a” que define “ação de projéteis”.
Deduz-se do texto que o termo medicina designa tanto a arte de curar (prática médica) quanto a aplicação de terapia (na forma de rituais e mágicas para curar as doenças).
A expressão “tal como” (linha 3) poderia, sem prejuízo gramatical, ser flexionada no plural – tais como –, caso em que passaria a se referir aos elementos da enumeração posterior.
Acerca da estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo à correção gramatical ou ao sentido original do texto, a sentença “Na Idade Média, como a saúde era fortemente influenciada pela religião e pela medicina grega e romana, as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.” poderia ser assim reescrita: Como a saúde sofria veemente influência pela religião e pelas medicinas grega e romana, no Medievo, tratavam‑se das doenças como preces com punições divinas, e os tratamentos eram em forma de preces, purificações e remédios alopáticos.
Acerca da estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item a seguir.
No final do terceiro parágrafo, no trecho “no Brasil, surgiu a Vigilância Sanitária como área de estudo, e uma das mais antigas áreas no âmbito da saúde pública, em resposta a esse novo problema da convivência social.”, a frase meramente explicativa “e uma das mais antigas áreas no âmbito da saúde pública” poderia ser suprimida do período, junto a uma das vírgulas que a intercala, sem que isso resulte em prejuízo gramatical.
No que se refere à estruturação e às ideias do texto, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que a vigilância sanitária englobaria ações capazes de eliminar, reduzir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e pessoas e da prestação de serviços de interesse da saúde.
Acerca da estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.”, manter‑se‑á a correção gramatical com a substituição da forma “vistas” pela forma verbal tidas.
Creio na liberdade, esse vínculo entre o homem e a eternidade, essa condição indispensável para situar o ser à imagem e semelhança de seu criador.
Sobre o significado e a estruturação dessa frase, assinale a afirmação correta.
A subjetividade é particularmente expressa pelos pronomes de primeira pessoa.
Assinale a frase em que outro pronome se encarrega da subjetividade, equivalente aos pronomes de primeira pessoa.
Há uma série de palavras que correspondem a frases, em suas situações comunicativas.
Assinale a palavra que mostra convencionalmente uma frase equivalente.
Assinale a frase em que a preposição DE tem valor de origem.
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de
talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
No segundo parágrafo, o autor faz uma comparação entre aranhas e pessoas, com o intuito de argumentar que aranhas também têm um tipo de comunicação própria, embora esta não se configure exatamente como uma linguagem.
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de
talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
A palavra “tácito” (último período do texto) está empregada com o mesmo sentido de inexpressivo.