Para responder às questões de 8 a 10, tome
como base o texto abaixo.
Setembro Amarelo quer conscientizar
população e prevenir suicídios.
“Provavelmente, todos nós conhecemos alguém
que já pensou, tentou ou chegou a cometer
suicídio", afi rma Adriana Rizzo, voluntária do
Centro de Valorização da Vida (CVV), uma
associação que presta serviço voluntário de apoio
emocional e prevenção do suicídio. No Brasil,
a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a
própria vida em 2012, segundo a pesquisa mais
recente da Organização Mundial da Saúde. Além
disso, a OMS afi rma que, para cada suicídio,
podem ter ocorrido mais de 20 outras tentativas
que não deram certo (...).
Apesar de o país ter uma taxa baixa comparado
a nações como a Índia, que passa de 30 casos
em 100 mil habitantes, o suicídio é considerado
um problema de saúde pública. A boa notícia é
que, segundo a OMS, nove em cada dez casos
poderiam ser prevenidos.
Com o objetivo de quebrar o tabu em torno do tema
e ajudar na prevenção, diversas associações se
uniram e, desde 2014, promovem no Brasil o
Setembro Amarelo. A ideia é reunir, durante um
mês, eventos que abram espaço para debates
e divulgação do tema. “A campanha é para
conscientizar, falar sobre o suicídio. É possível
prevenir quando falamos sobre o tema, porque
é uma questão de atenção, de cuidado com as
pessoas", explica Adriana.
O mês foi escolhido porque 10 de setembro
é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Monumentos são iluminados com a cor amarela
e diversas ações são realizadas, como passeios
ciclísticos, caminhadas e abordagens em locais
públicos. (...)
(POLLO, Luiza. Setembro Amarelo quer conscientizar
população e prevenir suicídios. O Estado de S. Paulo.
Disponível em: http://emais.estadao.com.br/noticias/
bem-estar,setembro-amarelo-quer-conscientizarpopulacao-e-prevenir-suicidios,10000074841>.
Publicado
em: 09/09/2016. Acessado em: 07/11/2016).
A partir da leitura do texto acima, pode-se inferir que: I - A quebra do tabu e a prevenção ao suicídio são dois focos da campanha Setembro Amarelo no Brasil. II - Os dados sobre o suicídio no Brasil se equiparam aos da Índia, razão pela qual a campanha Setembro Amarelo se faz urgente. III - A pesquisa mais recente da OMS mostra que, para cada suicídio, outras 20 tentativas certamente ocorrem. Está(ão) correto(s):
Seriam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto IV, caso a forma verbal “tiveram" (l.17) fosse substituída por
Considere as afirmações a seguir sobre o uso de expressões referenciais no texto.
I - O pronome ele (l. 02) faz referência ao pai da narradora do texto.
II - A expressão suas diferenças musicais (l. 12-13) faz referência às diferenças entre a música clássica e a música de Roberto Carlos.
III - O pronome ele (l. 30) faz referência ao casal suspeito do filme "A Vida dos Outros".
Quais estão corretas?
Assinale a única alternativa em que a substituição de um verbo por outro acarretará erro de regência verbal.
Leia o texto a seguir, antes de responder às
questões 01 a 03:
A formação da cultura na Amazônia tem estado
intimamente ligada à colonização e à economia.
O primeiro esforço de disciplinar as atividades
regionais devemos aos missionários, que intentaram o
aldeamento dos gentios e sua incorporação à civilização
do tipo europeu; e aos reinóis, que se fixaram nestas
paragens, em busca de aventuras ou no desempenho
de funções administrativas. A rebeldia dos indígenas, a
rarefação populacional, a extensão imensa da terra, a
luta contra os invasores nas suas tentativas sortidas, o
desenvolvimento econômico precário – tudo isso
contribuiu para que nada ou quase nada resultasse em
favor da cultura, nesses primeiros tempos, sobretudo
porque pretenderam os brancos fazer que os pelestostadas
ascendessem, de um salto, do totemismo ao
monoteísmo, da barbárie ao cristianismo, do
nomadismo à atividade sedentária, da colheita aleatória
dos bens da terra e da água à cultura sistemática. O
fato, tal qual aconteceu nos longes de 1600 a 1700, se
repete hoje, historicamente, no pouco rendimento
cultural do trabalho da catequese.
Só mesmo o surto da borracha, atraindo massas
humanas para o desertão da Hileia Brasileira, permitiu,
sob bases econômicas favoráveis, a criação de uma
sociedade em que a cultura, na sua extensa gama de
valores, pôde tomar corpo e ser aferida pelos padrões
comuns. (Do livro "Amazônia: Cultura e Sociedade", de
Djalma Batista, p. 68-69)
Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do texto:
Assinale a alternativa que apresenta pontuação CORRETA:
Texto CB1A1AAA
O processo de investigação e combate à corrupção que o
Brasil experimenta hoje tem sido acompanhado da circulação de
toda sorte de discursos sobre o tema, elaborados por diversos
agentes sociais que disputam a atenção e o convencimento dos
participantes da esfera pública. A maior parte desses discursos não
está preocupada em refletir sobre as causas e as consequências da
corrupção, mas sim em apresentar uma série de afirmações fortes
sobre seu combate.
O nosso debate público parece marcado por um excesso de
certezas e muito poucas dúvidas sobre a corrupção, exatamente o
oposto da situação imperante no campo dos estudos acadêmicos
sobre esse assunto. Dizem especialistas em corrupção que a
pesquisa sobre o tema é muito recente e ainda não produziu
resultados conclusivos. Não há receitas prontas para combater a
corrupção nos diversos países; tampouco há uma definição clara
sobre que tipo de ação se deve considerar corrupção.
Para ficar apenas em um exemplo, o conceito de corrupção
como abuso da função pública para obter fins privados tem sido
questionado, com a proposta de que o termo "corrupção" passe a
incluir práticas que não se refiram ao Estado e não envolvam
funcionários públicos — por exemplo, práticas consideradas lícitas
que buscam influenciar o mercado, como o lobby, e o
financiamento de campanha. Alguns autores questionam se a
legalização dessas práticas não produziu uma situação na qual
interesses econômicos terminam simplesmente reconhecidos pelas
leis, em uma verdadeira legalização de práticas antes consideradas
corruptas por permitirem a influência privada sobre os agentes
públicos.
Além disso, o suposto sucesso de receitas de boa
governança contra a corrupção, hoje indicadas por organizações
internacionais como o Banco Mundial, tem sido relativizado por
análises qualitativas que apontam para a necessidade de se conhecer
cada contexto social antes de se pensar nas medidas anticorrupção
e estratégias destinadas a implementá-las.
José Rodrigo Rodriguez. Contra o fanatismo textualista: corrupção,
jeitinho brasileiro e estado de direito. In: Novos Estudos CEBRAP,
edição 104, mar./2016, p. 61-2 (com adaptações).
Em cada uma das opções a seguir é apresentada uma proposta de
reescrita para o seguinte período do texto CB1A1AAA: “Não há
receitas prontas para combater a corrupção nos diversos países;
tampouco há uma definição clara sobre que tipo de ação se deve
considerar corrupção." Assinale a opção em que a reescrita
apresentada mantém a correção gramatical e o sentido original do
período.
Para privilegiar a clareza de determinado texto jurídico, seria semanticamente correto substituir
“e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse
o da cidade perfeita.” (1º §)
O vocábulo em destaque no trecho acima grafa-se com
a letra Z, em conformidade com a norma de emprego do
sufixo –izar.
Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos
está INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar
nessa norma é:
“E quanto mais a ciência avança por caminhos nunca
antes sonhados, mais leigo fica o leigo.” (4º §)
No período transcrito acima, as duas orações estruturam-se
numa correlação sintática “quanto mais ... mais” de sentido:
“o vírus da febre Zika CHEGOU AO PAÍS, provavelmente,
durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014”
(4º §).
Substituindo-se, na parte destacada do trecho acima, o
nome masculino “país” por nomes femininos designativos
de lugar, antes dos quais pode ocorrer a crase, pode-se
afirmar que está INCORRETO o emprego do acento da
crase em:
Em: “O que pode ser tão exato, em matéria de Psicologia-Psiquiatria, QUE não admite variáveis?", a oração introduzida pela conjunção “que" (em destaque) pode ser reescrita, sem alteração de sentido, como:
TEXTO 01 (Para as questões de 01 a 05).
A zica em foco
Até outro dia, ninguém nem sabia que essa doença existia. Como é que uma pandemia global surge assim,
do nada?
O drama da microcefalia
Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe
ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão
drasticamente a formação cerebral de bebês. Testes em laboratório feitos com amostras de recémnascidos
confirmaram a associação entre o vírus e a má-formação. Tampouco se sabe ao certo como ele
tem afetado também os neurônios de adultos, fazendo aumentar os casos de Guillain-Barré, uma síndrome
autoimune misteriosa e difícil de tratar, que causa paralisia e que pode ter consequências devastadoras.
(Revista SUPERINTERESSANTE. Editora Abril. Edição 359, abril-2016. A zica em foco. Por Verônica Almeida, p. 27).
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Trecho para a questão 03 e 04. Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão drasticamente a formação cerebral de bebês.
O texto sinaliza que as ações expressas pelas formas verbais em negrito