Leia o texto para responder às questões de números 18 a 20.
16 DE JULHO Levantei. Obedeci a Vera Eunice. Fui buscar
agua. Fiz o café. Avisei as crianças que não tinha pão.
Que tomassem café simples e comesse carne com farinha.
Eu estava indisposta, resolvi benzer-me. Abri a boca duas
vezes, certifiquei-me que estava com mau olhado.
A indisposição desapareceu sai e fui ao seu Manoel levar umas latas
para vender. Tudo quanto eu encontro no lixo eu cato para
vender. Deu 13 cruzeiros. Fiquei pensando que precisava
comprar pão, sabão e leite para Vera Eunice. E os 13 cruzeiros
não dava! Cheguei em casa, aliás no meu barraco,
nervosa e exausta. Pensei na vida atribulada que eu levo.
Cato papel, lavo roupa para dois jovens, permaneço na rua o
dia todo. E estou sempre em falta. A Vera não tem sapatos.
E ela não gosta de andar descalça. Faz uns dois anos, que
eu pretendo comprar uma maquina de moer carne. E uma
maquina de costura.
Cheguei em casa, fiz o almoço para os dois meninos.
Arroz, feijão e carne. E vou sair para catar papel. Deixei as
crianças. Recomendei-lhes para brincar no quintal e não sair
na rua, porque os pessimos vizinhos que eu tenho não dão
socego aos meus filhos. Saí indisposta, com vontade de deitar.
Mas o pobre não repousa. Não tem o previlegio de gosar
descanço. Eu estava nervosa interiormente, ia maldizendo a
sorte.
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada, 1993)
Ocorre, no texto, variação linguística, adequada à caracterização
da personagem; ocorrem, também, trechos que
atendem à norma-padrão da língua. Esses usos da língua
– com variação linguística e com atendimento à norma-
-padrão – estão, correta e respectivamente, exemplificados
com os trechos:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
Democracia fraca afeta o PIB
Uma pesquisa sobre o desenvolvimento de mais de
160 países com realidades políticas variadas, no período
de 1960 a 2018, comparou o desempenho de regimes
democráticos com aqueles nos quais a democracia é parcial,
incompleta ou, em uma palavra, instável. A conclusão
foi inequívoca: no longo prazo, o Produto Interno Bruto (PIB)
per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais
ou híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes
democráticos estáveis. A democracia é fator de avanço
econômico.
Os autores do estudo são economistas vinculados a instituições
europeias: Nauro Campos, da Universidade College
London; Fabrizio Coricelli, da Paris School of Economics; e
Marco Frigerio, da Universidade de Siena. Segundo eles,
uma das consequências negativas da instabilidade democrática
é a prevalência de visões de curto prazo. “A instabilidade
induz a comportamento míope com o objetivo de obter rendas
no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”,
diz o texto. Uma revisão bibliográfica apontou que essa visão
curto-prazista típica de regimes instáveis acaba diminuindo
investimentos no setor produtivo.
A democracia, segundo outro pesquisador citado no
estudo, aumenta as chances de reformas econômicas e de
ampliação das matrículas na educação básica. Segundo o
professor Nauro Campos, em entrevista ao jornal O Globo,
democracias frágeis e debilitadas prejudicam a execução de
políticas públicas. Um exemplo disso é a nomeação de pessoas
despreparadas para órgãos técnicos que prestam serviços
à população. Esse tipo de problema, afirmou Campos,
faz cair a confiança nas instituições.
O regime democrático prevê direitos civis, sociais, políticos
e de propriedade. Capaz de solucionar pacificamente
conflitos por meio da política, em vez da guerra, a democracia
é chave também para o crescimento econômico.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 26.01.2023.Adaptado)
Considere os trechos:
• A conclusão foi inequívoca: no longo prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. (1o parágrafo).
• “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. (2o parágrafo) O emprego de dois-pontos no primeiro parágrafo e o emprego de aspas no segundo parágrafo têm a função de indicar, correta e respectivamente:
Leia o texto para responder às questões de números 05 a 12.
Recentemente, a população mundial excedeu a mar-
ca de 8 bilhões, o que representa um aumento de mais um
1 bilhão de seres humanos em pouco mais de uma década.
Mas o relatório recente da ONU alertou que o crescimento
populacional seria uma das maiores causas do aumento das
emissões de gases causadores do efeito estufa e da destrui-
ção ecológica. Cada pessoa a mais aumenta o desgaste dos
recursos biológicos exauríveis do planeta.
“Perda de biodiversidade, mudanças climáticas, desma-
tamento, escassez de água e alimentos – tudo isso é exacer-
bado pelos nossos números enormes, que aumentam conti-
nuadamente”, avalia a ONG Population Matters, com sede no
Reino Unido.
Sara Hertog, especialista em populações das Nações
Unidas, afirmou que não é difícil atribuir o consumo não sus-
tentável e os hábitos de produção à explosão populacional,
especialmente nos países em desenvolvimento no hemisfério
sul. No entanto, ela considera um erro esperar que a desace-
leração do crescimento populacional possa ser a única solu-
ção para esses problemas.
“O aumento da renda tem sido muito mais importante do
que o aumento das populações para impulsionar o consumo
e a poluição a ele associada”, observou, destacando que os
países mais ricos, onde o crescimento populacional foi desa-
celerado ou até revertido, são os que utilizam mais recursos
per capita.
Os países mais pobres e em desenvolvimento na África
Subsaariana e em partes da Ásia, que deverão ter o maior
incremento populacional nas próximas décadas, são respon-
sáveis por apenas uma fração das emissões e da utilização
dos recursos globais.
Segundo a ONG ambientalista Global Footprint Network,
se todos no mundo vivessem como os cidadãos dos Estados
Unidos, seriam necessários os recursos de pelo menos cinco
planetas Terra. Já o modo de vida de um cidadão na Nigéria,
por exemplo, requereria somente 70% dos recursos anuais
do planeta.
(Martin Kuebler. Como 8 bilhões podem dividir um planeta de modo
sustentável? Adaptado)
Na passagem do 1 o parágrafo – Cada pessoa a mais
aumenta o desgaste dos recursos biológicos exauríveis
do planeta –, o trecho em destaque poderia ser substitu-
ído, em concordância com a norma-padrão de regência
verbal, por
Atualmente na cidade de São Paulo existem 1,7 milhão
de idosos, o equivalente a 15% dos paulistanos.
Em 2050, segundo um estudo da Fundação Seade, os idosos
vão corresponder a 30% da população do município.____
as condições de vida _____ melhorando,
permitindo que a população envelheça mais, será
que as estruturas da cidade estão preparadas para lidar
com esses novos números?
Para a professora Yeda Duarte,
da Escola de Enfermagem (EE) da USP, todos nós
precisamos “entender que a velhice e o envelhecimento
fazem parte dessa sociedade. ______, o envelhecimento
tem que ser incluído e compreendido como parte
integrante, participativa e colaboradora desta cidade”.
De acordo com a docente, que é fundadora do curso de
Gerontologia da USP, o princípio da solidariedade deve
ser levado em conta tanto pelo poder público quanto por
nós, os indivíduos. Cuidar melhor das nossas calçadas e
espaços públicos,______ , é essencial.
(Denis Pacheco. Como São Paulo pode tratar melhor a população mais
velha? Disponível em: https://jornal.usp.br/podcast/momento-cidade-15-
-como-sao-paulo-pode-tratar-melhor-a-sua-populacao-mais-velha. Acesso em 03 jan. 2023. Adaptado)
Garante-se a coesão e a coerência textuais preenchendo-
se as lacunas do texto, correta e respectivamente,
com:
Leia o texto para responder às questões de números 13 a 17.
O encantamento do mar.
Tenho passado longos momentos com o olhar mergulha-
do no oceano que se estende à minha frente.
O encantamento pelo mar é inesgotável porque, a cada
dia, ele se faz diferente. Hoje, por exemplo, dia de poucas
nuvens e vento soprando de leste, sei que a água está mais
fria e que é prenúncio de tempo favorável. O mar está mais
para cinzento do que para azul.
Mas o vento pode mudar a qualquer momento. Se soprar
o sudoeste, o mar se encherá de pequenas ondas coroadas
de espuma e se revestirá de azul índigo.
Nestes tempos de quase verão – quase, porque a tem-
peratura sobe desce obedecendo ao comando da chuva ou
de mais uma frente fria – o mar veste seu traje azul profundo.
Ontem à noite teve tempestade, com direito a trovões e
relâmpagos. Já estava dormindo e me assustei com o primei-
ro trovão, pensando que fosse uma explosão. Estamos tão
acostumados com a violência urbana que já não dialogamos
com a natureza, em vez disso pensamos em tiros, explosões,
enfrentamentos. Deitada e protegida pelo lençol, imaginei o
mar momentaneamente iluminado pelos relâmpagos e salpi-
cado pela chuva torrencial. E com esse pensamento, vendo
através das pálpebras fechadas o clarão intermitente, desli-
zei para o sono.
(Marina Colasanti. Adaptado)
Na crônica, a narradora relata que
A alternativa redigida em conformidade com a norma-
padrão de concordância verbal e nominal é:
Leia o texto para responder às questões de números 71 a 75.
Sinal verde à faixa azul
Na sua concepção original, o Código de Trânsito Brasileiro proibia motocicletas de circular entre as fileiras de carros. Mas, por ordem do então presidente Fernando Henrique Cardoso, a norma foi vetada e liberou-se o chamado “corredor”.
À época, a decisão dividiu especialistas – afinal, por questões de segurança, o desenho inicial determinava que as motos rodassem nas faixas, atrás dos demais veículos.
Com os corredores livres, o risco de acidentes cresceria consideravelmente; sem isso, entretanto, a agilidade das duas rodas, principalmente nos centros urbanos, seria afetada. Os obstáculos para fiscalizar eventuais infrações eram outro complicador.
Ainda em fase de testes, as faixas exclusivas para motos, criadas na cidade de São Paulo, são um alento diante desse morticínio. Pintadas de azul para delimitar a distância entre um carro e outro, as duas vias em operação completaram um ano e nove meses sem registrar óbitos desde o início da experiência.
É auspiciosa, pois, a liberação das faixas azuis por parte da Secretaria Nacional de Trânsito em mais dez avenidas – outras quatro tiveram a autorização renovada, mas ainda não estão em funcionamento.
A eficácia da iniciativa decerto exige mais observação, mas já atrai o interesse de outras cidades do país. Políticas como essa devem vir acompanhadas de campanhas educativas, rígida fiscalização e, sobretudo, respeito às leis de trânsito – por motociclistas ou motoristas.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 02.10.2023. Adaptado)
Nas passagens – Com os corredores livres, o risco de acidentes cresceria consideravelmente... (3o parágrafo) / Políticas como essa devem vir acompanhadas... (6o parágrafo) –, as formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente, sentido de
Leia a charge, para responder às questões de números 13 e 14.

É correto afirmar que o efeito de sentido da charge está
associado à dedução, pelo leitor, de que
A correção gramatical do texto seria mantida caso se
empregassem vírgulas para isolar a expressão “a
Constituição estadunidense” (primeiro período do segundo
parágrafo)
Assinale a frase abaixo que mostra a palavra MAIS numa classe gramatical diferente das demais.
Entre as opções abaixo, assinale aquela em que a forma aumentativa sublinhada tem valor intensivo.
Meus amigos ______ moscas. Quando as _______ na cozinha, aconselham-me ______ pintar o teto de azul. Ao vê-lo pintado, elas, ___________ , devem pensar que não são amadas.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Leia o texto, para responder às questões de números 10 e 11.
Frida
Tina Modotti não está sozinha frente aos inquisidores.
Está acompanhada, de cada braço, por seus camaradas
Diego Rivera e Frida Kahlo: o imenso buda pintor e sua
pequena Frida, pintora também, a melhor amiga de Tina, a
qual parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais
palavrões e bebe mais tequila que um mariachi* de Jalisco.
Frida ri às gargalhadas e pinta esplêndidas telas desde o
dia em que foi condenada à dor incessante.
A primeira dor ocorreu lá longe, na infância, quando seus
pais a disfarçaram de anjo e ela quis voar com asas de palha;
mas a dor de nunca acabar chegou num acidente de rua,
quando um ferro de bonde cravou-se de um lado a outro em
seu corpo, como uma lança, e triturou seus ossos. Desde
então ela é uma dor que sobrevive. Foi operada, em vão,
muitas vezes; e na cama de hospital começou a pintar seus
autorretratos, que são desesperadas homenagens à vida que
lhe sobra.
(Eduardo Galeano, Mulheres. Adaptado)
*mariachi: membro de conjunto popular no México
A alternativa em que o pronome destacado expressa, no
enunciado entre colchetes, a noção de posse é:
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 08.
Pessoas do bem
Volta e meia deparamos com as seguintes questões: porventura
existem pessoas do bem? Podemos dizer que de um
lado há os “do bem” e, de outro, os “do mal”?
Talvez a resposta imediata seja uma negativa. Uma resposta
fácil, porque não envolve compromisso nem esforço.
Não é possível estabelecer e rotular, seguramente, dessa
maneira, muito menos tecer qualquer julgamento. Todos nós
temos bons valores, mas muitas vezes agimos de modo a
prejudicar o próximo e até a nós mesmos, consciente ou
inconscientemente.
Entretanto, se tomarmos essa negação como absoluta, a
confusão se instala. Não poderemos eleger, e esse é um risco,
as coisas boas, nem evoluir nesses valores positivos. Em
outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma
linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer
que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar
para um lugar melhor, pois os valores são inseparáveis
das pessoas.
Nesses termos, temos que arriscar, sim, alguns paralelos,
ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás,
não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso
é muito antigo, até inato. O que não parece certo é apontar e
discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no
grupo do bem. A atividade das pessoas do bem, diga-se, não
tende a segregar, mas sim aproximar, incluir.
Se recorrermos à religião, ao direito, à história, por exemplo,
há um vetor quase que comum e permanente. Pessoas
do bem são aquelas que, na comunidade, respeitam o outro;
sabem ver no outro um espelho. Em suma, as pessoas
que praticam o bem reconhecem que não são únicas e, por
estarem junto às demais, vivem em sintonia com o todo, com
a comunidade.
E numa comunidade assim, a solidariedade triunfa.
Ninguém fica à mercê dos infortúnios da vida. Os que caem
são prontamente socorridos. Os que tropeçam aprendem, no
tropeço, um passo de dança, pois há sempre um parceiro ao
lado com a mão estendida. E as conexões sociais fortes são
hoje, reconhecidamente, um dos melhores ingredientes para
a felicidade.
O final dessa história, portanto, leva a um estado de
espírito que nos traz prazer e vontade de viver. Nossa aposta,
com todas as fichas, é que existe um elo de sequência,
quase de causa e efeito, nas boas atitudes. As pessoas do
bem, altruístas, solidárias, produzem felicidade. Elas nos deixam
felizes.
E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada
é esta: todos temos direito à felicidade. Dependemos,
portanto, das pessoas do bem.
(Evandro Pelarin, Diário da Região, 18.04.2023. Adaptado)
Na passagem – Em outras palavras, se dissermos que
jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e
más, também estamos a dizer que não existem valores
construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar
melhor
… – os verbos destacados podem ser substituídos,
de acordo com a norma-padrão de concordância e
correlação
de tempo e modo, por:
Leia o texto para responder às questões de números 05 a 12.
Recentemente, a população mundial excedeu a mar-
ca de 8 bilhões, o que representa um aumento de mais um
1 bilhão de seres humanos em pouco mais de uma década.
Mas o relatório recente da ONU alertou que o crescimento
populacional seria uma das maiores causas do aumento das
emissões de gases causadores do efeito estufa e da destrui-
ção ecológica. Cada pessoa a mais aumenta o desgaste dos
recursos biológicos exauríveis do planeta.
“Perda de biodiversidade, mudanças climáticas, desma-
tamento, escassez de água e alimentos – tudo isso é exacer-
bado pelos nossos números enormes, que aumentam conti-
nuadamente”, avalia a ONG Population Matters, com sede no
Reino Unido.
Sara Hertog, especialista em populações das Nações
Unidas, afirmou que não é difícil atribuir o consumo não sus-
tentável e os hábitos de produção à explosão populacional,
especialmente nos países em desenvolvimento no hemisfério
sul. No entanto, ela considera um erro esperar que a desace-
leração do crescimento populacional possa ser a única solu-
ção para esses problemas.
“O aumento da renda tem sido muito mais importante do
que o aumento das populações para impulsionar o consumo
e a poluição a ele associada”, observou, destacando que os
países mais ricos, onde o crescimento populacional foi desa-
celerado ou até revertido, são os que utilizam mais recursos
per capita.
Os países mais pobres e em desenvolvimento na África
Subsaariana e em partes da Ásia, que deverão ter o maior
incremento populacional nas próximas décadas, são respon-
sáveis por apenas uma fração das emissões e da utilização
dos recursos globais.
Segundo a ONG ambientalista Global Footprint Network,
se todos no mundo vivessem como os cidadãos dos Estados
Unidos, seriam necessários os recursos de pelo menos cinco
planetas Terra. Já o modo de vida de um cidadão na Nigéria,
por exemplo, requereria somente 70% dos recursos anuais
do planeta.
(Martin Kuebler. Como 8 bilhões podem dividir um planeta de modo
sustentável? Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta
de acordo com as informações do texto.