Das afirmações seguintes com relação ao poema: I- Na 3ª estrofe, a palavra DIA foi empregada em sentido conotativo e tem os seguintes significados no contexto: alegria, prazer, esperança, vida. II- A palavra “noite”, utilizada nas duas primeiras estrofes, está empregada em sentido denotativo. III- Nos trechos “É noite no meu amigo” e “Sinto que nós somos noite” do poema, percebemos o uso de NOITE em sentido denotativo.
Assinale a alternativa cuja frase contém apenas palavras empregadas em sentido próprio.
Feita a leitura dos fragmentos expostos de I a V abaixo, responda ao que se pede.
I- “Quer ver desejo? / É o desejo tando desejando/ Alua olhando esse amor na brecha do telhado" (Jessier Quirino)
II- “Dois risquin de sobrancelha, os ói azul festejado/ Platibandinha de testa, sem franzido ou pinicado/ Linda não, aquelas tuia/ Dei dois viva de aleluia, nesse sonho iluminado". (Linda não, aquelas tuia. Jessier Quirino).
III- “Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não". (Arte de Amar. Manuel Bandeira).
IV- “Tenho em mim todos os sonhos do mundo". (Fernando Pessoa)
V- “O ex-secretário de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro Régis Fichtner foi preso nesta quinta-feira (23) em mais uma etapa da Operação Lava Jato realizada em território fluminense. "
(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-notic.... Data da consulta: 22/11/2017.
Há registros de conotação apenas nos fragmentos
A linguagem empregada no texto é caracterizada, dominantemente, pela
Na linguagem conotativa, as palavras são tomadas em sentido incomum, figurativo, que depende sempre do contexto; na linguagem denotativa, as palavras são empregadas em seu significado usual, literal, referindo-se a uma realidade. Assinale a afirmativa que apresenta linguagem conotativa.
Sobre as diferenças entre a redação técnica e a estilística, está correto o que se afirma em I. A linguagem de uma é denotativa por excelência, já a da outra è marcada pela predominância da conotação. II. A comunicação inequívoca faz parte das características desta última, de modo que construções dúbias podem marcar presença apenas naquela. III. A finalidade discursiva se volta para a informação e o esclarecimento naquela e para a expressão artística por meio da escrita e para o entretenimento nesta (V. A clareza e a objetividade são marcas peculiares da primeira, enquanto o uso de recursos voltados para a estética, possibilitando múltiplas interpretações, identifica a segunda. V Uma se respalda em um conjunto de normas utilizadas pelo poder público para redigir seus documentos, e a outra tem por objetivo convencer o interlocutor sobre alguma temática enfocada. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
A frase de César Augusto – Apressa-te devagar – traz um exemplo de linguagem figurada que se repete em:
A vontade do falecido
Alguns dias depois, deu-se o evento. Seu Irineu pisou no prego e esvaziou. Apanhou um resfriado, do resfriado passou à pneumonia, da pneumonia passou ao estado de coma e do estado de coma não passou mais. Levou pau e foi reprovado. Um médico do SAMDU*, muito a contragosto, compareceu ao local e deu o atestado de óbito.
Tudo que era parente com razoáveis esperanças de herança foi velar o morto.
Tomou-se conhecimento de uma carta que estava cuidadosamente colocada dentro do cofre, sobre o dinheiro deixado por seu Irineu. E na carta o velho dizia: “Quero ser enterrado junto com a quantia existente nesse cofre, que é tudo o que eu possuo e que foi ganho com o suor do meu rosto, sem a ajuda de parente vagabundo nenhum”. E, por baixo, a assinatura com firma reconhecida para não haver dúvida: Irineu de Carvalho Pinto Boaventura.
Para quê! Nunca se chorou tanto num velório, sem se ligar pro morto. A parentada chorava às pampas, mas não apareceu ninguém com peito para desrespeitar a vontade do falecido.
Foi quase na hora do corpo sair. Desde o momento em que se tomou conhecimento do que a carta dizia, que Altamirando imaginava um jeito de passar o morto para trás. Era muita sopa deixar aquele dinheiro ali pro velho gastar com minhoca. Pensou, pensou e, na hora que iam fechar o caixão, ele deu o grito de “pera aí”. Tirou os sessenta milhões de dentro do caixão, fez um cheque da mesma importância, jogou lá dentro e disse “fecha”.
– Se ele precisar, mais tarde desconta o cheque no Banco.
* SAMDU – Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência, já extinto.
(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato, 1986. Adaptado)
Assinale a alternativa em que os termos estão empregados em sentido próprio.
As diferentes possibilidades do emprego conotativo das palavras constituem um amplo conjunto de recursos expressivos a que se dá o nome de figuras de linguagem. Neste sentido, assinale a alternativa em que se emprega expressão com sentido diferente do usual, baseado em relação implícita entre dois elementos, atribuindo-lhe nova identidade.

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CG2A1CCC, julgue o seguinte item.
No texto, predominam o uso de linguagem denotativa e o tipo textual argumentativo.
Em um dos trechos a seguir, foi empregada a linguagem conotativa. Aponte-o.
Das afirmações seguintes com relação ao poema:
I- Na 3ª estrofe, a palavra DIA foi empregada em sentido conotativo e tem os seguintes significados no contexto: alegria, prazer, esperança, vida.
II- A palavra “noite", utilizada nas duas primeiras estrofes, está empregada em sentido denotativo.
III- Nos trechos “É noite no meu amigo" e “Sinto que nós somos noite" do poema, percebemos o uso de NOITE em sentido denotativo.
Leia o texto.
Um homem que dorme mantém em círculo em torno
de si o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos.
Ao acordar consulta-os instintivamente e neles verifica
em um segundo o ponto da terra em que se acha, o tempo
que decorreu até despertar; essa ordenação, porém,
pode se confundir e romper. Se acaso pela madrugada,
após uma insônia, vem o sono surpreendê-lo durante a
leitura, em uma posição muito diversa daquela em que
dorme habitualmente, basta seu braço erguido para deter
e fazer recuar o sol, e, no primeiro minuto em que desperte,
já não saberá da hora, e ficará pensando que acabou
apenas de deitar-se.
(Marcel Proust. No caminho de Swann. Trad. Mario Quintana. 17 ed.
São Paulo: Globo, 1995, p. 11 [Em busca do tempo perdido, v. 1])
Em consonância com o restante do texto, no trecho – Um
homem que dorme mantém em círculo em torno de si o
fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. –, empregam-se
termos com sentido figurado, atingindo, entre
outros efeitos, o de
Um processo direcional na vida
Quer falemos de uma flor ou de um carvalho, de uma minhoca ou de um belo pássaro, de uma maçã ou de uma
pessoa, creio que estaremos certos ao reconhecermos que a vida é um processo ativo, e não passivo. Pouco importa
que o estímulo venha de dentro ou de fora, pouco importa que o ambiente seja favorável ou desfavorável. Em qualquer
uma dessas condições, os comportamentos de um organismo estarão voltados para a sua manutenção, seu crescimento
e sua reprodução. Essa é a própria natureza do processo a que chamamos vida. Esta tendência está em ação em todas
as ocasiões. Na verdade, somente a presença ou ausência desse processo direcional total permite-nos dizer se um dado
organismo está vivo ou morto.
A tendência realizadora pode, evidentemente, ser frustrada ou desvirtuada, mas não pode ser destruída sem que
se destrua também o organismo. Lembro-me de um episódio da minha meninice, que ilustra essa tendência. A caixa em
que armazenávamos nosso suprimento de batatas para o inverno era guardada no porão, vários pés abaixo de uma
pequena janela. As condições eram desfavoráveis, mas as batatas começavam a germinar – eram brotos pálidos e
brancos, tão diferentes dos rebentos verdes e sadios que as batatas produziam quando plantadas na terra, durante a
primavera. Mas esses brotos tristes e esguios cresceram dois ou três pés em busca da luz distante da janela. Em seu
crescimento bizarro e vão, esses brotos eram uma expressão desesperada da tendência direcional de que estou falando.
Nunca seriam plantas, nunca amadureceriam, nunca realizariam seu verdadeiro potencial. Mas sob as mais adversas
circunstâncias, estavam tentando ser uma planta.
A vida não entregaria os pontos, mesmo que não pudesse florescer. Ao lidar com clientes cujas vidas foram
terrivelmente desvirtuadas, ao trabalhar com homens e mulheres nas salas de fundo dos hospitais do Estado, sempre
penso nesses brotos de batatas. As condições em que se desenvolveram essas pessoas têm sido tão desfavoráveis que
suas vidas quase sempre parecem anormais, distorcidas, pouco humanas. E, no entanto, pode-se confiar que a
tendência realizadora está presente nessas pessoas. A chave para entender seu comportamento é a luta em que se
empenham para crescer e ser, utilizando-se dos recursos que acreditam ser os disponíveis. Para as pessoas saudáveis, os
resultados podem parecer bizarros e inúteis, mas são uma tentativa desesperada da vida para existir. Esta tendência
construtiva e poderosa é o alicerce da abordagem centrada na pessoa.
(Carl Rogers. Um jeito de ser. São Paulo: E.P.U., 1983.)
De acordo com os sentidos contextuais produzidos pelos vocábulos, é possível realizar diferentes inferências.
Diferentemente da denotação, a conotação permite que o significado usual de um vocábulo seja ampliado ou
substituído por outro mantendo diferentes relações de acordo com o emprego realizado. Assinale o trecho destacado
a seguir que apresenta um exemplo do emprego da linguagem conotativa anteriormente referenciada.