Considere os trechos abaixo retirados do texto:
1 - “Por que eu preciso morar em grandes cidades, viver desesperado dentro de um carro para lá e para cá, restringir imensamente meu tempo de convivência com as pessoas de que eu gosto, reduzir o meu ócio criativo para ficar num lugar onde vão me oferecer apenas e tão somente dinheiro?" (primeiro parágrafo)
2 - “Porque sem dinheiro não se vive". (segundo parágrafo)
3 - Nós estamos substituindo paulatinamente a preocupação com os “comos" por uma grande demanda em relação aos “porquês". (quarto parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação aos trechos.
( ) As palavras “Por que" (em 1), “Porque" (em 2) e “porquês" (em 3) apresentam grafias distintas por estarem funcionando, respectivamente, como pronome relativo, conjunção subordinativa e pronome interrogativo.
( ) Em 1, “de que" poderia ser substituído por “de quem" ou “das quais", sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita.
( ) Em 1, o pronome relativo “onde" poderia ser substituído por “aonde" sem ferir a norma culta da língua escrita, pois faz referência a uma localização sem envolver movimento.
( ) Em 2, se o pronome átono “se" fosse posposto ao verbo, estaria ferindo a norma culta da língua escrita no que se refere à colocação pronominal.
( ) Em 3, a palavra “paulatinamente" poderia ser substituída por “rapidamente", sem prejuízo de significado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No que se refere ao emprego de conectores no texto, assinale a alternativa correta.
Na estrofe “...Vamos festejar a violência/ E esquecer a nossa gente/ Que trabalhou honestamente/ A vida inteira/ E agora não tem mais/ Direito a nada", aponte a afirmação correta acerca do emprego das conjunções destacadas.

Com relação a aspectos gramaticais do texto III, julgue o próximo item.
A substituição da conjunção “embora" (l.29) pela conjunção conquanto prejudicaria o sentido original do texto.
Texto – A eficácia das palavras certas
Havia um cego sentado numa calçada em Paris. A seus pés, um
boné e um cartaz em madeira escrito com giz branco gritava:
“Por favor, ajude-me. Sou cego". Um publicitário da área de
criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas
moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e com o giz
escreveu outro conceito. Colocou o pedaço de madeira aos pés
do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego
que pedia esmola. Seu boné, agora, estava cheio de notas e
moedas. O cego reconheceu as pegadas do publicitário e
perguntou se havia sido ele quem reescrevera o cartaz,
sobretudo querendo saber o que ele havia escrito.
O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o
conceito original, mas com outras palavras". E, sorrindo,
continuou o seu caminho. O cego nunca soube o que estava
escrito, mas seu novo cartaz dizia: “Hoje é primavera em Paris e
eu não posso vê-la". (Produção de Texto, Maria Luíza M. Abaurre
e Maria Bernadete M. Abaurre)
A frase em que o vocábulo mas tem valor aditivo é:
Trecho 1: “Sem pesquisa não há ciência, muito menos
tecnologia.”
Trecho 2: “Todas as grandes empresas do mundo
atual possuem departamentos chamados “Pesquisa e
Desenvolvimento”.
Se quiséssemos introduzir entre esses dois trechos um
conectivo, o adequado seria escolher a expressão:
No segmento ... nem se deve correr com estrondo atrás do sucesso, senão ele se assusta e foge logo (3° parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, mantendo-se a lógica e o sentido original, por:
Na frase: Ao terminar a prova, todos os candidatos deverão aguardar a verificação dos aplicadores. A oração destacada faz referência a:
No fragmento: “... além de um tempo reservado ao lazer com elas ...”. A palavra destacada expressa ideia de:
Estabelece relação de finalidade, no contexto, o vocábulo sublinhado em:
Leia um trecho da entrevista realizada com a jogadora Marta por Fernando Fernandes:
Fragmento 1
Fragmento 2
Sobre os fragmentos 1 e 2, é correto afirmar:
I. A passagem do fragmento 1 para o fragmento 2 implica a transformação de um texto caótico e desorganizado para outro bem formado e controlado.
II. A eliminação de repetições/hesitações e uso de recursos da escrita para construir articulações entre partes do texto foram estratégias usadas para transformar o fragmento 1 no fragmento 2.
III. O processo de transformação do fragmento 1 para o fragmento 2 é chamado de retextualização.
IV. No trecho “Busco, a cada ano, novos objetivos e dar continuidade a tudo isso", seria mais adequado o uso de uma oração subordinada adverbial final à oração coordenada precedida pela conjunção “e".
Em relação a essas assertivas, estão CORRETAS as afirmativas
Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB5A1AAA.
A expressão “Por essa razão” (L.21) introduz no parágrafo em que ocorre uma ideia de finalidade.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os seguintes itens.
A conjunção “se” (L.21) introduz uma oração interpretada como a condição para tornar a LRF mais rigorosa.
Na frase: Estamos aqui para a realização das atividades propostas pelos professores. A oração destacada indica:
O Roubo do Relógio
Rolando Boldrin
Naquele arraial do Pau Fincado, havia um sujeitinho danado pra roubar coisas. Às vezes galinha, às vezes cavalo, às vezes coisas miúdas. A verdade é que o dito cujo era chegado em surrupiar bens alheios.
Todo mundo daquele arraial já estava até acostumado com os tais furtos. E a coisa chegou a tal ponto de constância que bastava alguém da por falta de qualquer objeto e lá vinha o comentário: “Ah, foi o Justino Larápio”.
E foi numa dessas que sumiu o relógio do cumpadi João, um cidadão por demais conhecido por aquelas bandas do Pau Fincado. Foi a conta de sumir o relógio dele para o dito cujo correr pra delegacia mais próxima e dar parte do fato.
O delegado pediu que o sêo João arranjasse três testemunhas para lavrar o ocorrido e então prender o tal ladrãozinho popular. Arranjar três testemunhas de que o tal Justino havia surrupiado qualquer coisa era fácil, dado a popularidade do dito cujo pra esses afazeres fora da lei.
A cena que conto agora transcorreu assim, sem tirar nem pôr. Intimado o Justino, eis ali, ladrão, vítima e três testemunhas:
DELEGADO (para a primeira testemunha) – O senhor viu o Justino roubar o relógio do sêo João, aqui presente?
TESTEMUNHA 1 – Dotô.Vê, ansim com os óio, eu num posso dizê que vi. Mas sei que ele é ladrão mêmo. O que ele vê na frente dele, ele passa a mão na hora. Pode prendê ele dotô!
DELEGADO (para a segunda testemunha) – E o senhor? Viu o Justino roubar o relógio do sêo João?
TESTEMUNHA 2 – Óia, dotô ...num vô falá que vi ele fazê isso, mas todo mundo no arraiá sabe que ele róba mêmo, uai. Pode prender sem susto. Eu garanto que foi ele que robô esse relógio.
DELEGADO (para a última testemunha) – E o senhor? Pode me dizer se viu o Justino roubar o relógio do sêo João?
TESTEMUNHA 3 – Dotô, ponho a mão no fogo si num foi ele. Prende logo esse sem vergonha, ladrão duma figa. Foi ele mêmo!
DELEGADO – Mas o senhor não viu ele roubar? O senhor sabe que foi ele, mas não viu o fato em si?
TESTEMUNHA 3 – Num carece de vê, dotô! Todo mundo sabe que ele róba. Pode preguntá pra cidade intêra. Foi ele. Prende logo esse peste!
DELEGADO (olhando firme para o Justino) – Olha aqui, Justino. Eu também tenho certeza de que foi você que roubou o relógio do sêo João. Mas, como não temos provas cabíveis, palpáveis e congruentes.... você está, por mim, absolvido.
JUSTINO (espantado, arregalando os olhos para o delegado) – O que, dotô ? O que que o sinhô me diz? Eu tô absorvido????
DELEGADO – Está absolvido.
JUSTINO – Qué dizê intão que eu tenho que devorvê o relógio?
Disponível em: http://www.rolandoboldrin.com.br/causos. Acessado em 19 ago. de 2016.
Acerca da classificação gramatical dos vocábulos sublinhados, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(1) “... esses pais mais atrapalham do que ajudam...”.
(2) “... têm três vezes mais chance de vir a beber de forma exagerada aos 16 anos ”.
(3) “O resultado mostra que jovens que começam a beber no início da adolescência...”.
(4) “... se o primeiro gole for adiado em seis meses ou um ano, a chance de abuso de álcool aos 16 anos diminui de forma considerável...”.
(5) “O ideal, segundo essa pesquisa, é retardar ao máximo o contato com a bebida...”.
( ) Pronome relativo.
( ) Adjetivo.
( ) Conjunção.
( ) Substantivo.
( ) Preposição.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo: