Na linha 2, o termo “-los”, em “curá-los”, retoma o termo antecedente “os doentes”, da mesma forma que, na linha 16, o termo “-la” retoma “a alma”.
No segundo parágrafo do texto, o vocábulo “ora”, em todas as suas ocorrências, foi empregado para unir duas ou mais orações, e expressa alternância.
No último parágrafo do texto, as duas ocorrências do elemento “que” empregado nas duas orações apresentam a mesma função sintática.
Quanto às características do texto, nele é empregada uma linguagem de difícil acesso, que é ininteligível para quem não é da área médica.
Considerando o exposto pelo texto-base, analise as assertivas a seguir:
I. Na construção do texto, o autor utiliza o primeiro parágrafo para enumerar os resultados nefastos da tragédia de maio de 2024, mas no segundo parágrafo passa a apresentar eventos positivos ocorridos em meio ao caos.
II. Para o autor, a solidariedade que uniu a todos ao longo dos trágicos eventos de que trata o textodemonstrou que grandes calamidades fazem desaparecer a coragem de praticar ações que prejudiquem o próximo.
III. Apesar de tudo que se perdeu ao longo dos dias de maio de 2024, o autor aponta a esperança de dias melhores, que nasceu da movimentação solidária no período, indicando que o ser humano ainda tem um lado bom.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita do trecho a seguir que esteja de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e que não apresente divergência significativa em relação ao sentido do trecho original.
“A tragédia nos arrancou pontes, levou casas e plantações, tirou vidas de entes queridos” (l. 30-31).
Analise o emprego das locuções conjuntivas sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto-base:
1. “[...] tão incontrolável quanto pavorosamente banal” (l. 04).
2. “[...] para cometer violências tão absurdas que uma legislação específica deveria punir” (l. 18-19).
3. “Mas também fez flore....er, no exemplo daqueles dias fatídicos, um jardim de heroísmo” (l. 31-32).
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido correto do emprego das locuções em 1, 2 e 3.
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as classes de palavras às quais pertencem as palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto-base:
“[...] desenvolveu a primeira mangueira de combate (1) a incêndio, confeccionada em (2) couro e bronze (3)”.
Acerca da estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo para a correção gramatical ou para os sentidos do texto, no terceiro parágrafo, a sentença “Observe‑se que o cuidado com a vigilância implicou a atividade profissional de especialistas voltados para o estudo da água e dos alimentos” poderia ser assim reescrita: Note‑se que o cuidado com a vigilância acarretou na atividade profissional de especialistas, direcionados ao estudo da água e dos alimentos.
Acerca da estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item a seguir.
No texto, as formas “disseminavam” e “propagação” são formas de mesmo campo semântico, portanto são intercambiáveis: a primeira poderia ser propagavam, e a segunda poderia ser disseminação.
No que se refere à estruturação e às ideias do texto, julgue o item a seguir.
Deduz-se do texto que as doenças da época medieval eram curadas por meio de rezas e orações, porque se acreditava que as enfermidades eram um castigo dos deuses.
No que se refere à estruturação e às ideias do texto, julgue o item a seguir.
No texto, conta-se a história do desenvolvimento da vigilância sanitária no Brasil e no mundo.
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII. Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida, criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente, por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos, árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam epítetos com duas palavras para designar organismos específicos dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença, sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente, cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo. Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB2A1.
O primeiro exemplo de epíteto apresentado no quarto parágrafo é formado pela sequência de dois vocábulos pertencentes à mesma classe gramatical: um substantivo seguido de outro substantivo.
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII. Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida, criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente, por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos, árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam epítetos com duas palavras para designar organismos específicos dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença, sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente, cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo. Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB2A1.
O vocábulo “surpreendente” (primeiro período do quinto parágrafo) é empregado com o sentido de contundente.
A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente.
Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso.
Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica.
Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de
talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação.
Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável.
Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem.
Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
A correção gramatical do texto seria mantida caso a forma pronominal presente no trecho “para fazê-lo com sucesso” (final do segundo parágrafo) fosse deslocada para a posição proclítica, escrevendo-se para o fazer com sucesso.