Julgue o item seguinte, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado.
No trecho “Os processos de produção dos objetos que nos cercam movimentam relações diversas entre os indivíduos" (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal “cercam" é “Os processos de produção dos objetos".
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, retirado da obra Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire, para responder à questão.
Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica
O progresso científico e tecnológico que não responde fundamentalmente aos interesses humanos, às necessidades de nossa existência, perde, para mim, sua significação. A todo avanço tecnológico haveria de corresponder o empenho real de resposta imediata a qualquer desafio que pusesse em risco a alegria de viver dos homens e das mulheres. A um avanço tecnológico que ameaça a milhares de mulheres e de homens de perder seu trabalho deveria corresponder outro avanço tecnológico que estivesse a serviço do atendimento
das vítimas do progresso anterior. Como se vê, esta é uma questão ética e política, e não tecnológica.
O problema me parece muito claro. Assim como não posso usar minha liberdade de fazer coisas, de indagar, de caminhar, de agir, de criticar para esmagar a liberdade dos outros de fazer e de ser, assim também não poderia ser livre para usar os avanços científicos e tecnológicos que levam milhares de pessoas à desesperança. Não se trata, acrescentemos, de inibir a pesquisa e frear os avanços, mas de pô-los a serviço dos seres humanos.
A aplicação de avanços tecnológicos com o sacrifício de milhares de pessoas é um exemplo a mais de quanto podemos ser transgressores da ética universal do ser humano e o fazemos em favor de uma ética pequena, a do mercado, a do lucro.
Disponível em: <encurtador.com.br/nyHMX>.Acesso em: 28 out. 2019.
Assinale a alternativa em que a expressão destacada tem uma função sintática diferente das demais.
Analise as frases abaixo, retiradas do último parágrafo do texto:
1 - [As minhocas] convertem matéria orgânica em alimento e adubam o caminho por onde passam.
2 - A diferença é que a minhoca faz isso por instinto e nós profissionais o fazemos por vontade, por arbítrio.
3 - Para fazermos exatamente aquilo que fazemos, porém bem feito e para o bem de alguém.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) com relação às frases.
( ) Em 1, “em alimento" funciona como objeto indireto do verbo converter.
( ) Em 1, “por onde" pode ser substituído por “pelo qual" sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
( ) Em 1 e 2, a conjunção “e" liga orações sintaticamente coordenadas e, em ambos os casos, o valor semântico é de contraste de informações.
( ) Em 3, a palavra “bem" funciona como adjunto adverbial de modo nas duas ocorrências.
( ) Em 3, “que fazemos" é uma oração subordinada adjetiva explicativa. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. a.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Texto para responder à questão.
Do ponto de vista das relações sintáticas estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta.
A morte virou lugar-comum
(crônica de Arnaldo Jabor)
Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.
Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizá-la, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:
“A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.
Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”
A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.
O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?
Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.
Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.
Não terei saudades de grandes amores. O termo destacado é classificado como:
Nesta passagem do texto, “...Paul Broca dissecou o cérebro de um paciente com distúrbios na fala que tinha acabado de morrer...”, o termo sublinhado, sintaticamente, funciona como:
“Atsuko Saito, cientista que liderou a pesquisa, acrescentou que o estudo esclarece um pouco da relação entre felinos e homo sapiens.” O uso das vírgulas para separar o termo destacado na sentença se justifica por se tratar:

Com relação às ideias do texto, julgue:
O texto apresenta o trecho “pessoas que cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis, seguras e resilientes no trabalho” (ℓ. 14 e 15) como possível argumento para a defesa da utilidade do piquenique com os filhos e da cerveja com os amigos
Leia o texto a seguir e responda à questão.
15 de novembro
Deodoro todo nos trinques
Bate na porta de Dão Pedro Segundo.
“- Seu imperadô, dê o fora
que nós queremos tomar conta desta bugiganga.
Mande vir os músicos.”
O imperador bocejando responde:
“Pois não meus filhos não se vexem
me deixem calçar as chinelas
podem entrar à vontade:
só peço que não me bulam nas obras completas de Victor Hugo”.
Disponível em http://culturafm.cmais.com.br/radiometropolis/lavra/murilo-mendes-quinze-de-novembro. Acesso em 10/03/2019.
A mesma função sintática de “Seu imperadô” (verso 3) é verificada em
Analise o enunciado: “Todo esforço tem a sua recompensa”. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo.
A expressão “todo esforço” funciona como _____ da oração; o termo “tem” é um _____ que é complementado com um _____ representado pela expressão “a sua recompensa”.
há uma cordialidade generalizada que arredonda as arestas da agressividade (3º parágrafo).
O elemento sublinhado acima possui, no contexto, a mesma função sintática do também sublinhado em:
Julgue os itens a seguir:
( )Estou disposto a vencer, embora esteja cansado dessa luta diária.
Oração subordinada adverbial concessiva
( ) Você fará uma boa prova, desde de que se esforce.
Oração subordinada adverbial conformativa
( ) Todos trabalham para que possam vencer.
Oração subordinada adjetiva reduzida
( ) Gritei tanto, que fiquei sem voz.
Oração subordinada substantiva completiva nominal
( ) Não venderemos o carro, nem a casa.
Oração coordenada sindética aditiva
A sequência CORRETA é:
Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder à questão.

O termo sombrio, apesar da variação de número nas frases: “Os dias estão sombrios”; “a vida está sombria”; “Os corações estão sombrios”, assume a mesma função sintática na estrutura oracional, que é de:
Considere o seguinte período do texto: “Essa música só poderia mesmo vir de um país que, por um momento, parecia acreditar em sua capacidade de saltar por cima do atraso e de abraçar seu destino de espaço de hibridação contínua das formas” e, em seguida, analise as afirmações que são feitas a respeito dele, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O período é composto por três orações.
( ) Temos nesse período duas orações adjetivas coordenadas entre si através da conjunção “e”.
( ) O período é composto por uma oração principal, uma oração assindética e uma oração coordenada sindética aditiva.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: