O seu cérebro é capaz de quase qualquer coisa. Ele consegue parar o tempo, ficar vários dias numa boa sem dormir, ler pensamentos, mover objetos a distância e se reconstruir de acordo com a necessidade. Parecem superpoderes de histórias em quadrinhos, mas são apenas algumas das descobertas que os neurocientistas fizeram ao longo da última década. Algumas dessas façanhas sempre fizeram parte do seu cérebro e só agora conseguimos perceber. Outras são fruto da ciência: ao decifrar alguns mecanismos da nossa mente, os pesquisadores estão encontrando maneiras de realizar coisas que antes pareciam impossíveis. O resultado é uma revolução como nenhuma outra, capaz de mudar não só a maneira como entendemos o cérebro, mas também a imagem que fazemos do mundo, da realidade e de quem somos nós. Siga adiante e entenda o que está acontecendo (e aproveite que, segundo uma das mais recentes descobertas, nenhum exercício para o seu cérebro é tão bom quanto a leitura).
KENSKI, R. A revolução do cérebro. Superinteressante, ago. 2006
Nessa introdução de uma matéria de popularização da ciência, são usados recursos linguísticos que estabelecem interação com o leitor, buscando envolvê-lo.
Desses recursos, aquele que caracteriza a persuasão pretendida de forma mais incisiva se dá pelo emprego
Há qualquer coisa de especial nisso de botar a cara na janela em crônica de jornal — eu não fazia isso há muitos anos, enquanto me escondia em poesia e ficção. Crônica algumas vezes também é feita, intencionalmente, para provocar. Além do mais, em certos dias mesmo o escritor mais escolado não está lá grande coisa. Tem os que mostram sua cara escrevendo para reclamar: moderna demais, antiquada demais. Alguns discorrem sobre o assunto, e é gostoso compartilhar ideias. Há os textos que parecem passar despercebidos, outros rendem um montão de recados: “Você escreveu exatamente o que eu sinto", “Isso é exatamente o que falo com meus pacientes", “É isso que digo para meus pais", “Comentei com minha namorada". Os estímulos são valiosos pra quem nesses tempos andava meio assim: é como me botarem no colo — também eu preciso. Na verdade, nunca fui tão posta no colo por leitores como na janela do jornal. De modo que está sendo ótima, essa brincadeira séria, com alguns textos que iam acabar neste livro, outros espalhados por aí. Porque eu levo a sério ser sério... mesmo quando parece que estou brincando: essa é uma das maravilhas de escrever. Como escrevi há muitos anos e continua sendo a minha verdade: palavras são meu jeito mais secreto de calar.
LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro. Record, 2004.
Os textos fazem uso constante de recursos que permitem a articulação entre suas partes. Quanto à construção do fragmento, o elemento
Reciclar é só parte da solução O lixo é um grande problema da sustentabilidade. Literalmente: todos os anos, cada brasileiro produz 385 kg de resíduos — dá 61 milhões de toneladas no total. O certo seria tentar diminuir ao máximo essa quantidade de lixo. Ou seja, em vez de ter objetos recicláveis, o ideal seria produzir sempre objetos reutilizáveis, o que diminui os resíduos. Mas, enquanto isso não acontece, temos que nos contentar com a reciclagem. E é aí que vem um detalhe perigoso: reciclar o lixo também polui o ambiente e gasta energia. Reciclar vidro, por exemplo, é 15% mais caro do que produzi-lo a partir de matérias-primas virgens. Afinal, é feito basicamente de areia, soda e calcário, que são abundantes na natureza. Então, nenhuma empresa tem interesse em reciclá-lo. Já o alumínio é um supernegócio, porque economiza muita energia.
HORTA, M. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 25 maio 2012
O emprego adequado dos elementos de coesão contribui para a construção de um texto argumentativo e para que os objetivos pretendidos pelo autor possam ser alcançados. A análise desses elementos no texto mostra que o conectivo

Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor esta indicado pelo(a)
Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas ás atividades de telecomunicações.Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas ” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vitimas de um aparelho midiático perveso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de duvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estrita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.
SAMPAIO.A. S.A microfisica do espetáculo.Disponível: http://observatoriodaimprensa.com.br
Acessado em: 1 mar. 2013 (adaptado).
Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendida. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva
Assinale a alternativa com a interpretação correta a respeito dos quadrinhos.
Era uma vez
Um rei leão que não era rei.
Um pato que não fazia quá–quá.
Um cão que não latia.
Um peixe que não nadava.
Um pássaro que não voava.
Um tigre que não comia.
Um gato que não miava.
Um homem que não pensava...
E, enfim, era uma natureza sem nada.
Acabada. Depredada.
Pelo homem que não pensava.
Laura Araújo Cunha
CUNHA, L. A. In: KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual.
São Paulo: Contexto, 2011.
São as relações entre os elementos e as partes do
texto que promovem o desenvolvimento das ideias. No
poema, a estratégia linguística que contribui para esse
desenvolvimento, estabelecendo a continuidade do texto, é a

As palavras e as expressões são mediadoras dos sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, a expressão é como se ajuda a conduzir o conteúdo enunciado para o campo da
Diego Souza ironiza torcida do Palmeiras
O Palmeiras venceu o Atlético–GO pelo placar de 1 a 0,
com um gol no final da partida. O cenário era para ser
de alegria, já que a equipe do Verdão venceu e deu
um importante passo para conquistar a vaga para as
semifinais, mas não foi bem isso que aconteceu.
O meia Diego Souza foi substituído no segundo tempo
debaixo de vaias dos torcedores palmeirenses e chegou
a fazer gestos obscenos respondendo à torcida. Ao final
do jogo, o meia chegou a dizer que estava feliz por jogar
no Verdão.
— Eu não estou pensando em sair do Palmeiras. Estou
muito feliz aqui — disse.
Perguntado sobre as vaias da torcida enquanto era
substituído, Diego Souza ironizou a torcida do Palmeiras.
—Vaias? Que vaias? — ironiza o camisa 7 do Verdão,
antes de descer para os vestiários.
A progressão textual realiza–se por meio de relações
semânticas que se estabelecem entre as partes do texto.
Tais relações podem ser claramente apresentadas pelo
emprego de elementos coesivos ou não ser explicitadas,
no caso da justaposição. Considerando–se o texto lido,
O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meio campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade de chegar à área alvinegra por causa do bloqueio montado pelo Botafogo na frente da sua área.
No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para o fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.
Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).
O texto, que narra uma parte do jogo final do campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários conectivos, sendo que
O texto a seguir é um trecho de uma conversa por meio de um programa de computador que permite comunicação direta pela Internet ern tempo real, como o MSN Messenger. Esse tipo de conversa, embora escrita, apresenta muitas características da linguagem falada, segundo alguns linguistas. Uma delas é a interação ao vivo e imediata, que permite ao interlocutor conhecer, quase instantaneamente, a reação do outro, por meio de suas respostas e dos famosos emoticons (que podem ser definidos como "ícones que demonstram emoção").
João diz: oi
Pedro diz: blz?
Joao diz: na paz e vc?
Pedro diz: tudo trank 
Joao diz: oq vc to fazendo?
[---]
Pedro diz: tenho q sair agora...
Joao diz: flw
Pedro diz: vlw, abc
Para que a comunicação, como no MSN se de
em tempo real, é necessário que a escrita das informações seja rápida, o que é feito por meio de
S.O.S. Português
Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as
regras para utilizá–los?
As expressões “pronome oblíquo" e “pronome
reto" são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus).
Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo
com a função sintática. Quando estavam como sujeito,
pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto
a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um
dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto".
Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o
mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito
(eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto;
e os que normalmente têm a função de complementos
verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe,
lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os
do caso oblíquo.
NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida", dez. 2008, p. 20.
Na descrição dos pronomes, estão implícitas regras de
utilização adequadas para situações que exigem
linguagem formal. A estrutura que está de acordo com as
regras apresentadas no texto é:
Manuel Bandeira
Filho de engenheiro, Manuel Bandeira foi obrigado a abandonar os estudos de arquitetura por causa da tuberculose. Mas a iminência da morte não marcou de forma lugubre sua obra, embora em seu humor lírico haja sempre um toque de funda melancolia, e na sua poesia haja sempre um certo toque de morbidez, ate no erotismo. Tradutor de autores como Marcel Proust e William Shakespeare, esse nosso Manuel traduziu mesmo foi a nostalgia do paraíso cotidiano mal idealizado por nos, brasileiros, Órfãos de um país imaginário, nossa Cocanha perdida, Pasárgada. Descrever seu retrato em palavras é uma tarefa impossível, depois que ele mesmo já o fez tão bem em versos.
Revista Língua Portuguesa, n° 40, fey. 2009.
A coesão do texto é construída principalmente a partir do(a)
Paris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XI II e XII a. C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram a porta de seus muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. A noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão "presente de grego".
DUARTE, Marcelo. 0 guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Em "puseram-no", a forma pronominal "no" refere-se