Rússia e Ucrânia: entenda os motivos do conflito no Notícias da Semana

Atualizado em 10/05/2022 às 08:33

A professora Cleuza Cecato veio falar sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia na edição de hoje do programa Notícias da Semana. “Por que Putin invadiu a Ucrânia?” e “Por que nenhum país mandou tropas para ajudar a Ucrânia?”. Essas são duas das perguntas mais recorrentes neste momento.

Por isso, o programa desta semana aborda as principais motivações históricas, detalhando alguns pontos do caminho percorrido por Rússia, OTAN e União Europeia até aqui. Além disso, o conflito é o primeiro que acontece ao mesmo tempo no mundo real e no universo virtual, com ataques cibernéticos. Quais são as consequências? Sanções, coalizões…quem são as maiores vítimas da guerra?

Rússia e Ucrânia: O que causou a guerra?

Conforme mencionamos anteriormente, uma das principais perguntas do momento é: qual foi o motivo do conflito entre Rússia e Ucrânia? Sendo assim, para entender é preciso voltar um pouco na história. A professora afirma que o conflito é creditado a expansão da OTAN. A Organização do Tratado do Atlântico Norte foi fundada em 49, depois da Segunda Guerra Mundial, com o intuito de frear uma expansão do que era na época a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou apenas União Soviética, para que não houvesse expansão para a parte ocidental da Europa.

Os especialistas políticos internacionais comentam que nas últimas 3 décadas há uma espécie de Guerra Fria (quando não há armas) por poder, pelas esferas de influência no Leste da Europa entre Estados Unidos, Rússia e União Europeia. Porém, a UE e os EUA estão do mesmo lado.

Em 2008 quando houve uma expectativa de integração da Geórgia a OTAN, a Rússia também interveio. E agora houve a expectativa de que a Ucrânia, que é um país democrático e parceiro da OTAN, viesse a integrar o corpo fixo da organização, ou seja, não ser só mais parceiro, mas fazer parte da organização em si.

Mais um pouco de história

A Rússia já adicionou a Crimeia em 2014, que pertencia a Ucrânia, e nessa época já se falava dessa crise por falta de diálogo entre a União Europeia, Estados Unidos e Rússia. O Putin disse diz que estava esperando, durante esses 30 anos, por um movimento em que a Rússia pudesse ter voz na OTAN, e que pudesse haver um equilíbrio de força e tudo piorou com o convite para a integração da Ucrânia.

Alguns especialistas falam sobre um dilema de segurança. E vale uma atenção a esse termo que pode ser cobrado na sua prova ou pode ser usado como argumentação para um texto dissertativo. Essa nomenclatura é utilizada quando um país está fazendo ações e estabelecendo possibilidades só para manter a sua democracia, como fez a Ucrânia querendo ingressar na OTAN para se proteger de possíveis investidas Russas, porém esse movimento é interpretado de forma diferente, como um movimento agressivo a outro ou outros países.

A professora lembra que durante esses 30 anos, o Putin foi criando laços para fortalecer o país tanto em relação a economia quanto em relação ao armamento. Um desses exemplo é a relação com o governo da China, que tem dado força para Rússia para que haja esse conflito. Isso gera mais poder ao governo russo que está ameaçando outros países para que não haja intervenção nessa guerra.

Rússia e Ucrânia: Por que nenhum país mandou tropas para ajudar a Ucrânia?

Para responder essa segunda questão, precisamos voltar um pouco para o que já foi mencionado neste texto: a Ucrânia é parceira da OTAN, porém, não é membro. Sendo assim, o artigo 5º da Organização do Tratado do Atlântico Norte prevê que se um dos países membros, hoje são 30 no total, for atacado é como se todos fossem atacados. Porém, como a Ucrânia não faz parte efetivamente, nenhum membro da organização pode mandar tropas. Confira o artigo completo logo abaixo:

Artigo 5º OTAN

As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas, e, consequentemente, concordam em que, se um tal ataque armado se verificar, cada uma, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, reconhecido pelo artigo 51.° da Carta das Nações Unidas, prestará assistência à Parte ou Partes assim atacadas, praticando sem demora, individualmente e de acordo com as restantes Partes, a acção que considerar necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte.
Qualquer ataque armado desta natureza e todas as providências tomadas em consequência desse ataque serão imediatamente comunicados ao Conselho de Segurança. Essas providências terminarão logo que o Conselho de Segurança tiver tomado as medidas necessárias para restaurar e manter a paz e a segurança internacionais.

Rússia e Ucrânia: outro motivo para não haver o envio de tropas

E o segundo motivo para a Ucrânia não receber de fato essa ajuda é o perigo. Afinal, como falamos, Vladimir Putin já fez ameaças a outras nações que possam se envolver. E como todos sabem que a Rússia tem armas nucleares a ameaça fica ainda mais séria.

Porém, há maneiras de minimizar os impactos. Os EUA e a União Europeia já declararam algumas sanções, o que é permitido, e tem como objetivo fazer a Rússia ceder. E como já deve ter ficado claro, há uma coalizão entre EUA e UE contra a Rússia e a favor da Ucrânia. Porém, a professora lembra que essas sanções empobrecem a população, por isso, é importante também olhar para esse lado.

Essa é a primeira guerra do século XXI, um conflito real com armamentos no território, além de uma guerra virtual cibernética. E não é só porque está sendo coberta em tempo real com a rapidez de todas as plataformas, mas sim, por conta dos algoritmos e da divulgação de informações

Afinal, o Grupo de hackers Anonymous declararam guerra a Rússia. E o que essa guerra virtual pode movimentar em paralelo com a guerra real? A professora diz que temos possibilidades e projeções, mas que ainda não sabemos muito sobre os resultados.

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