
Tecnicas de Memorizacao para concursos.
Você já passou horas estudando e, no dia seguinte, mal lembrava o que tinha lido? Essa é uma das principais queixas de quem se prepara para concursos públicos.
O problema, na maioria das vezes, não é falta de esforço — é falta de método.
Existem técnicas de memorização para concursos comprovadas pela neurociência que ajudam o cérebro a reter informações por muito mais tempo.
Neste artigo, você vai entender por que esquecemos tão rápido e como aplicar seis técnicas práticas na sua rotina de estudos.
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ToggleA resposta está em um fenômeno chamado curva do esquecimento, descrito pelo psicólogo Hermann Ebbinghaus no século XIX.
Segundo suas pesquisas, esquecemos cerca de 50% do que aprendemos nas primeiras 24 horas — e esse número pode chegar a 80% após uma semana sem revisão.
O motivo é simples: o cérebro descarta informações que não parecem importantes. Se você lê um conteúdo uma única vez e não retorna a ele, o cérebro interpreta aquilo como algo dispensável.
O processo de memorização envolve quatro etapas principais:
As técnicas de memorização atuam para tornar cada uma dessas etapas mais eficiente.
Estudos em neurociência mostram que o cérebro retém melhor informações que são:
Reler o mesmo resumo várias vezes não é o mais eficiente. O que realmente fortalece a memória é ser desafiado a lembrar: fazer questões, explicar um conceito, criar conexões entre temas.
Quanto mais o cérebro trabalha para recuperar uma informação, mais forte essa memória se torna. As seis técnicas a seguir exploram exatamente esses mecanismos.
Revisar o conteúdo em intervalos crescentes de tempo — após 1 dia, 7 dias e 30 dias — combate diretamente a curva do esquecimento. Esse ciclo é o que alguns chamam de método de revisão 24/7/30.
Use aplicativos que calculam o intervalo ideal automaticamente, ou crie cartões de revisão organizados por data. O ponto-chave: não deixe para revisar só na véspera da prova.
Em vez de reler um capítulo, feche o material e tente lembrar os pontos principais. Uma dica de memorização eficaz: após estudar um trecho, pause por 3 segundos e resuma mentalmente o que leu antes de avançar.
Você pode praticar respondendo questões de concursos anteriores, tapando o caderno ou criando perguntas antes de revisar. Quando o cérebro é forçado a recuperar uma informação, aquela memória se torna mais forte.
O cérebro conecta mais facilmente o novo ao que já está armazenado. Por isso, associar conteúdos a histórias, siglas ou situações do cotidiano acelera a memorização.
Para memorizar os princípios do direito administrativo, por exemplo, criar frases com as iniciais de cada princípio transforma uma lista árida em algo fácil de recuperar na prova.
Mapas mentais organizam informações de forma hierárquica, com palavras-chave, cores e conexões visuais — diferente do resumo linear, que segue uma sequência rígida.
O ideal é construir o mapa de cabeça, sem consultar o material. Esse processo em si já é uma forma de active recall.
Se você não consegue explicar algo de forma simples, ainda não entendeu de verdade. Escolha um tema, explique-o como se estivesse ensinando alguém do zero e identifique onde trava.
Ao voltar ao material para preencher as lacunas, o aprendizado se consolida de forma muito mais profunda do que pela releitura.
Em vez de estudar uma única matéria por horas seguidas, alterne entre português, raciocínio lógico e legislação em blocos de 40 a 50 minutos.
O esforço extra de mudar de assunto é justamente o que fortalece a memória (e ainda reduz a monotonia).

Técnicas de memorização.
Não existe uma única resposta. A escolha mais eficiente depende do tipo de conteúdo:
O ideal é combinar diferentes abordagens ao longo da semana, em vez de depender de uma única técnica.
Um sistema eficiente não é feito de sessões esporádicas de estudo intenso. É construído com consistência e revisões programadas.
Um bom ponto de partida é dividir a preparação em três momentos:
Plataformas com questões comentadas permitem estudar, praticar e identificar pontos fracos em um único lugar — muito mais eficiente do que materiais isolados.
Se você quer estudar com mais foco e organização, vale conhecer o Aprova, que reúne questões, videoaulas e materiais organizados por edital.
Memorizar bem não é talento, é uma questão de método.
Com os métodos certos de memorização para concurso público, é possível reter muito mais conteúdo em menos tempo e chegar às provas com mais segurança.
O próximo passo é colocar esses pontos em prática na sua rotina.
Com constância e as ferramentas certas, a memorização deixa de ser um obstáculo e passa a ser um dos seus maiores diferenciais na preparação para concursos públicos.
A melhor forma é aplicar a revisão espaçada. Revisitando o conteúdo após 24h, 7 dias e 30 dias, você combate a curva do esquecimento e transfere a informação para a memória de longo prazo.
É a técnica de fechar o material e forçar o cérebro a lembrar o que foi lido. Em vez de reler, você faz perguntas a si mesmo ou resolve questões, o que fortalece as conexões neurais de forma muito mais rápida.
Para dados isolados (leis ou fórmulas), as técnicas de associação mental e mnemônicos (siglas) são as mais rápidas. Para conceitos complexos, a Técnica Feynman (explicar para alguém) garante fixação imediata.
É um fenômeno que mostra que perdemos até 50% do conteúdo nas primeiras 24 horas após o estudo. Para interromper essa perda, é necessário realizar revisões periódicas programadas.
Sim. A intercalação de disciplinas (estudar blocos de 40-50 min de assuntos diferentes) mantém o cérebro em alerta e evita a fadiga mental, resultando em uma memorização mais eficiente que estudar uma única disciplina o dia todo.
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