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Q392347

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 03.

Caetano e o 'mal' uso da crase

Na terça-feira, Caetano Veloso postou nas redes sociais um vídeo no qual corrige uma frase escrita pelo pessoal que trabalha

com ele.

O trecho era este: “Homenagem à Bituca". Bituca é o apelido do grande Milton Nascimento. No vídeo, Caetano não se limita

a dizer que o “a" não deve receber o acento grave (ou acento indicador de crase). O Mestre dá a explicação completa (e perfeita)

da questão.

Aproveito o “barulho" que o caso gerou para trocar duas palavras sobre o tema com o caro leitor. Comecemos pela palavra

“crase", que não vem ao mundo como o nome do acento. De origem grega, “crase" significa “fusão, mistura". Ao pé da letra, podese

dizer que Coca-Cola com rum ou leite com groselha são casos de crase, já que são fusões.

Em gramática, crase vem a ser a fusão de duas vogais iguais, o que ocorre, por exemplo, na evolução de muitas palavras do

latim para o português. Quer um exemplo? O verbo “ler". Sim, o verbo “ler". Na evolução do latim para o português, saímos de

“legere" e chegamos a “ler", mas antes passamos por “leer" (que, por sinal, foi a forma que se fixou no espanhol, outra língua

neolatina). Na evolução de “leer" para “ler", as duas vogais se fundiram numa só, o que caracteriza a crase.

Como se vê, pode-se dizer que ocorreu crase na evolução de “legere" para “ler". Esse caso de crase não é marcado com o

acento grave.

Hoje em dia, quando se fala de crase, pensa-se basicamente na fusão da preposição “a" com um segundo “a", que quase

sempre é artigo definido feminino (atenção: “quase sempre" não equivale a “sempre"). Quando se escreve algo como “Você já foi à

Bahia?", por exemplo, emprega-se o acento grave para indicar a crase que de fato ocorre: a preposição “a", regida pelo verbo “ir" (ir

A algum lugar), funde-se com o artigo feminino “a", exigido por “Bahia" (“Gosto muito dA Bahia"; “Ele mora nA Bahia").

No caso da construção corrigida por Caetano (“Homenagem à Bituca"), é óbvio que o acento indicador de crase é mais do

que inadequado, já que no trecho só existe um “a", a preposição “a", regida pelo substantivo “homenagem"; por ser substantivo

masculino, “Bituca" obviamente rejeita o artigo feminino.

Os erros no emprego do acento grave são muitos e frequentes. Quer uma bela lista? Lá vai: “traje à rigor", “Viajou à convite

de...", “carro à álcool/gás", “Vender à prazo", “à 100 metros", “Vem à público", “ir à pé", “sal à gosto", “Vale à pena ir lá", “Parabéns

à você", “Atendimento à clientes" etc., etc., etc.

Alguns gênios sugerem pura e simplesmente a eliminação do acento grave. Lamento informar que a língua portuguesa escrita

não sobrevive sem esse acento. [...]

Em tempo: como nada é tão ruim que não possa piorar, alguém postou no YouTube o depoimento de Caetano com este

título: “Caetano Veloso grava vídeo repreendendo sua própria equipe de internet por mal uso da crase". “Mal uso"? Não seria “mau

uso"? Elaiá! É isso.

(Pasquale Cipro Neto, publicado em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2015/06/1647510-caetano-e-o-mal-uso-da-crase.shtml>.

Acesso em: 25/06/2015. Adaptado)

São usadas aspas no título para:

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Q392346

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 03.

Caetano e o 'mal' uso da crase

Na terça-feira, Caetano Veloso postou nas redes sociais um vídeo no qual corrige uma frase escrita pelo pessoal que trabalha

com ele.

O trecho era este: “Homenagem à Bituca". Bituca é o apelido do grande Milton Nascimento. No vídeo, Caetano não se limita

a dizer que o “a" não deve receber o acento grave (ou acento indicador de crase). O Mestre dá a explicação completa (e perfeita)

da questão.

Aproveito o “barulho" que o caso gerou para trocar duas palavras sobre o tema com o caro leitor. Comecemos pela palavra

“crase", que não vem ao mundo como o nome do acento. De origem grega, “crase" significa “fusão, mistura". Ao pé da letra, podese

dizer que Coca-Cola com rum ou leite com groselha são casos de crase, já que são fusões.

Em gramática, crase vem a ser a fusão de duas vogais iguais, o que ocorre, por exemplo, na evolução de muitas palavras do

latim para o português. Quer um exemplo? O verbo “ler". Sim, o verbo “ler". Na evolução do latim para o português, saímos de

“legere" e chegamos a “ler", mas antes passamos por “leer" (que, por sinal, foi a forma que se fixou no espanhol, outra língua

neolatina). Na evolução de “leer" para “ler", as duas vogais se fundiram numa só, o que caracteriza a crase.

Como se vê, pode-se dizer que ocorreu crase na evolução de “legere" para “ler". Esse caso de crase não é marcado com o

acento grave.

Hoje em dia, quando se fala de crase, pensa-se basicamente na fusão da preposição “a" com um segundo “a", que quase

sempre é artigo definido feminino (atenção: “quase sempre" não equivale a “sempre"). Quando se escreve algo como “Você já foi à

Bahia?", por exemplo, emprega-se o acento grave para indicar a crase que de fato ocorre: a preposição “a", regida pelo verbo “ir" (ir

A algum lugar), funde-se com o artigo feminino “a", exigido por “Bahia" (“Gosto muito dA Bahia"; “Ele mora nA Bahia").

No caso da construção corrigida por Caetano (“Homenagem à Bituca"), é óbvio que o acento indicador de crase é mais do

que inadequado, já que no trecho só existe um “a", a preposição “a", regida pelo substantivo “homenagem"; por ser substantivo

masculino, “Bituca" obviamente rejeita o artigo feminino.

Os erros no emprego do acento grave são muitos e frequentes. Quer uma bela lista? Lá vai: “traje à rigor", “Viajou à convite

de...", “carro à álcool/gás", “Vender à prazo", “à 100 metros", “Vem à público", “ir à pé", “sal à gosto", “Vale à pena ir lá", “Parabéns

à você", “Atendimento à clientes" etc., etc., etc.

Alguns gênios sugerem pura e simplesmente a eliminação do acento grave. Lamento informar que a língua portuguesa escrita

não sobrevive sem esse acento. [...]

Em tempo: como nada é tão ruim que não possa piorar, alguém postou no YouTube o depoimento de Caetano com este

título: “Caetano Veloso grava vídeo repreendendo sua própria equipe de internet por mal uso da crase". “Mal uso"? Não seria “mau

uso"? Elaiá! É isso.

(Pasquale Cipro Neto, publicado em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2015/06/1647510-caetano-e-o-mal-uso-da-crase.shtml>.

Acesso em: 25/06/2015. Adaptado)

A partir da explicação dada pelo autor, considere o uso do acento indicador de crase nas seguintes afirmativas: 1.Os dois saíram às compras no final da tarde. 2.Nas férias, gostava muito de ir à Pernambuco. 3.Os acidentes de trânsito relacionam-se à grande taxa de imperícia e imprudência dos motoristas. 4.Os refrigerantes serão servidos em copo devido à não devolução dos vasilhames. 5.Os novos casos impeliram os responsáveis à exceções no tratamento das condutas. Está correto o uso do acento indicador de crase em:

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GABARITO:

  • 1) B
  • 2) C
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