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Q373241

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto:

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Q373304

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Rubem Braga escreveu muitas crônicas, <>nutriu as crônicas com a matéria do cotidiano, fez as crônicas atingir um patamar que parecia interditado às crônicas, e notabilizouse empregando todo o seu talento nas crônicas. Evitam-se as viciosas repetições e mantém-se a correção do período acima, substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

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Q373234

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Em relação ao gênero que adotou ao escrever seus textos, a principal contribuição de Rubem Braga foi

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Q373239

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

(...) revelam toda a carga de humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual costumamos passar desatentos. O segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e a coerência da frase acima, por

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Q373245

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Quanto à pontuação, a frase inteiramente correta é:

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Q373240

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Transpondo-se para a voz passiva a frase tudo o que me importou na vida já escrevi, ela ficará:

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Q373238

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

As normas de concordância verbal e nominal estão plenamente atendidas na frase:

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Q373237

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As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Estão corretos o emprego e a forma dos tempos verbais na seguinte frase:

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Q373243

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

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As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Parecia desinteressado da opinião alheia, naquele evento organizado por uma grande empresa, a que comparecera apenas por força de contrato profissional. A frase acima permanecerá formalmente correta caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por

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Q373235

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto

seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam

contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,

observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem

límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma

crônica de Rubem Braga. Os chamados “assuntos menores",

que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista

uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um

passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma

empregada doméstica esperando alguém num portão de

subúrbio − tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais

importante que a escandalosa manchete do dia. É o que

costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de

humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual

costumamos passar desatentos.

Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como

profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um

dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a

um gênero considerado “menor": a crônica sempre esteve longe

de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do

teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de

dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos

de “páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas

recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de

jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:

resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,

são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram

escritas ou publicadas.

Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo

impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes

de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,

naquele evento organizado por uma grande empresa, a que

comparecera apenas por força de contrato profissional.

Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar

distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já

estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que

os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era

evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,

talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento

(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,

povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas

observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se

nos dissesse: “Não me perguntem mais nada, estou cansado,

tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,

meninos."

E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho

Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do

que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,

meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Atente para as seguintes afirmações: I.Uma das qualidades dos grandes artistas, como Rubem Braga, é iluminar de modo especial aquilo que, malgrado sua intensidade humana, pode passar desapercebido. II.Apesar de não ser mais que um entretenimento passageiro, uma crônica não deve, por isso, ser considerada menos importante do que um romance ou um poema. III.Antes mesmo de serem editadas em livro, as crô- nicas de Rubem Braga já se impunham como textos altamente expressivos nas páginas dos jornais. Segundo as convicções do autor, está correto o que se afirma em

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GABARITO:

  • 1) B
  • 2) A
  • 3) B
  • 4) E
  • 5) E
  • 6) A
  • 7) A
  • 8) C
  • 9) B
  • 10) D
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