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Exibindo 241 a 255 de 258 questões.

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Q786146

Prazeres mútuos
                            (Danuza Leão)

         É normal, quando você vê uma criança bonita, dizer “mas que linda”, “que olhos lindos”, ou coisas no gênero. Mas esses elogios, que fazemos tão naturalmente quando se trata de uma criança ou até de um cachorrinho, dificilmente fazemos a um adulto. Isso me ocorreu quando outro dia conheci, no meio de várias pessoas, uma moça que tinha cabelos lindos. Apesar da minha admiração, fiquei calada, mas percebi minha dificuldade, que aliás não é só minha, acho que é geral. Por que eu não conseguia elogiar seus cabelos?
         Fiquei remoendo meus pensamentos (e minha dificuldade), fiz um esforço (que não foi pequeno) e consegui dizer: “que cabelos lindos você tem”. Ela, que estava séria, abriu um grande sorriso, toda feliz, e sem dúvida passou a gostar um pouquinho de mim naquele minuto, mesmo que nunca mais nos vejamos.
         Fiquei pensando: é preciso se exercitar e dizer coisas boas às pessoas, homens e mulheres, quando elas existem. Não sei a quem faz mais bem, se a quem ouve ou a quem diz; mas por que, por que, essa dificuldade? Será falta de generosidade? Inveja? Inibição? Há quanto tempo ninguém diz que você está linda ou que tem olhos lindos, como ouvia quando criança? Nem mesmo quando um homem está paquerando uma mulher ele costuma fazer um elogio, só alguns, mais tarde, num momento de intimidade e quando é uma bobagem, como “você tem um pezinho lindo”. Mas sentar numa mesa para jantar pela primeira vez, só os dois, e dizer, com naturalidade, “que olhos lindos você tem”, é difícil de acontecer.
         Notar alguma coisa de errado é fácil; não se diz a ninguém que ele tem o nariz torto, mas, se for alguém que estiver em outra mesa, o comentário é espontâneo e inevitável. Podemos ouvir que a alça do sutiã está aparecendo ou que o rímel escorreu, mas há quanto tempo você não ouve de um homem que tem braços lindos? A não ser que você seja modelo ou miss - e aí é uma obrigação elogiar todas as partes do seu corpo-, os homens não elogiam mais as mulheres, aliás, ninguém elogia ninguém.
         E é tão bom receber um elogio; o da amiga que diz que você está um arraso já é ótimo, mas, de uma pessoa que você acabou de conhecer e que talvez não veja nunca mais, aquele elogio espontâneo e sincero, é das melhores coisas da vida.
         Fique atenta; quando chegar a um lugar e conhecer pessoas novas, alguma coisa de alguma delas vai chamar a sua atenção e sua tendência será, como sempre, ficar calada. Pois não fique. Faça um pequeno esforço e diga alguma coisa que você notou e gostou; o quanto a achou simpática, como parece tranquila, como seu anel é lindo, qualquer coisa. Todas as pessoas do mundo têm alguma coisa de bom e bonito, nem que seja a expressão do olhar, e ouvir isso, sobretudo de alguém que nunca se viu, é sempre muito bom.
         Existe gente que faz disso uma profissão, e passa a vida elogiando os outros, mas não é delas que estamos falando. Só vale se for de verdade, e se você começar a se exercitar nesse jogo e, com sinceridade, elogiar o que merece ser elogiado, irá espalhando alegrias e prazeres por onde passar, que fatalmente reverterão para você mesma, porque a vida costuma ser assim.
         Apesar de a vida ter me mostrado que nem sempre é assim, continuo acreditando no que aprendi na infância, e isso me faz muito bem.

                                        (disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0611200502.htm)

No penúltimo parágrafo do texto, ocorre a expressão “com sinceridade”. Sobre ela, só não é correto afirmar que:

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Q761000

Leia o texto abaixo e responda à questão.


“e foi aí que se deu o passamento do último cronista andarilho, vítima da absoluta impossibilidade de se caminhar pelas agressivas calçadas da sua cidade.” (§ 11) Dos trechos transcritos abaixo, aquele em que a vírgula justifica-se por norma de pontuação distinta da que justifica a vírgula no trecho transcrito acima é:

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Q423192

Leia o texto, a seguir, e responda às questões de 1 a 10.

No Brasil, as universidades estão entre as instituições públicas mais submetidas a avaliações externas

de desempenho. Além de contrariar o princípio da autonomia, previsto no Art. 207 da Constituição

Federal, tal excesso de cobrança também pode ser considerado anômalo por induzir desvios de função,

em detrimento da geração de bens públicos que não podem ser adequadamente aferidos por meio de indicadores

quantitativos.

Em contraste com as atividades produtivas agrícolas e industriais, ou nas áreas de segurança, saúde,

transporte e energia, os “inputs" e “outputs" mais essenciais da “função de produção acadêmica" envolvem

coisas intangíveis como pensamentos e ideias científicas, políticas ou artísticas.

Podem-se somar quantidades de diplomas concedidos ou de artigos publicados em revistas indexadas,

mas não os conteúdos dos diplomados e das publicações. Além disso, atividades como as filosóficas e as

científicas são caracterizadas por períodos de gestação longos e variáveis, incompatíveis com os objetivos

imediatistas subjacentes à ação dos órgãos avaliadores.

Desde o início da peregrinação científica de Charles Darwin, no navio Beagle, até a publicação da “Origem

das Espécies", passaram-se 18 anos. Pelos critérios de avaliação vigentes hoje nas universidades brasileiras,

esforços científicos de grande fôlego, como o de Darwin, estão completamente fora de cogitação.

Durante o tempo que levou para concluir a teoria da relatividade geral, Albert Einstein publicou alguns artigos

em revistas científicas, mas não com intuitos “carreiristas" e sim porque precisava se comunicar com

os colegas, para melhor conduzir suas investigações.

Outro bom exemplo é Sócrates, que não deixou nada escrito. Sua atividade consistia em pensar e formar

ideias que expressava apenas oralmente, pois considerava que escrever era desperdício de tempo.

No entanto, através dos discípulos, suas ideias contribuíram para a formação de parte substancial do

acervo cultural da humanidade.

Se vivesse hoje como professor da universidade pública brasileira, ele seria apenas mais um dos atirados

na vala comum dos improdutivos, por causa de metodologias de avaliação insufladoras de um “produtivismo"

que, no longo prazo, tende a levar a resultados piores do que os que naturalmente ocorreriam se

elas nunca tivessem existido.

Em consequência do excesso de avaliações e cobranças de produtividade, presencia-se hoje nas universidades

públicas brasileiras um ambiente extremamente competitivo, estressante e direcionado para a

produção de bens de mercado.

Tirando o que é gasto na elaboração de projetos, produção em massa de artigos, preenchimento de relatórios,

atualização de currículos, participações cada vez mais frequentes em bancas, reuniões etc., sobra

pouco tempo para pensar e outras finalidades importantes, como aperfeiçoar metodologias de ensino ou

enriquecer conteúdos disciplinares.

Quando o “produtivismo" impera na academia, aulas, conferências e palestras brilhantes ou qualquer outro

tipo de comunicação fora dos meios reconhecidos não contam, por mais que sirvam para solucionar

problemas, enriquecer espíritos ou abrir novos caminhos de pensamento.

Esse é o cenário de uma universidade heterônoma, que está sendo conduzida por interesses consorciados

de empresas que demandam serviços tecnológicos, famílias que almejam mais oportunidades de acesso

a vagas gratuitas no Ensino Superior, “oligarquias científicas" que legitimam seus privilégios impondo sistemas

de avaliação ad hoc e governantes mais comprometidos com o projeto de poder de seus partidos

do que com o futuro na nação.

(SILVA, J. M. A. A quem as universidades estão servindo? Folha de S. Paulo. 6 out. 2012, p. A3.)

Sobre a pontuação no 9º e no 10º parágrafos, considere as afirmativas a seguir. I.A primeira e a última vírgula do 10º parágrafo são empregadas pelo mesmo motivo: a antecipação à introdução de exemplos em série. II.A primeira vírgula do 9º parágrafo decorre do fato de estar o termo “que” subentendido antes de “presencia-se”. III.A segunda vírgula do 9º parágrafo e a segunda vírgula do 10º são decorrentes do mesmo motivo: a enumeração. IV.A terceira e a quarta vírgulas do 10º parágrafo são empregadas pelo mesmo motivo: a enumeração. Assinale a alternativa correta.

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Q762672

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.

Em “Pode parecer que o cronista faz biscoitos, ou seja, coisinhas pequenas com algum açúcar por cima.” § , o uso das vírgulas se justifica por:

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Q195900

Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto abaixo.

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Considere as afirmações abaixo a respeito do trecho:

Não é assim que sentimos, pois temos a impressão de nos comunicarmos uns com os outros o tempo todo. Mas ela é falsa e deriva apenas de usarmos os mesmos símbolos - as palavras, ordenadas de uma mesma forma e regidas pela gramática de cada língua.

I. Sem prejuízo para a correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita, o sinal de travessão pode ser suprimido, e o segmento as palavras isolado por parênteses.

II. Uma vírgula pode ser inserida imediatamente após falsa, sem prejuízo para a correção.

III. O termo que pode ser colocado imediatamente após a palavra pois, sem prejuízo para a correção e o sentido original.

Está correto o que se afirma APENAS em

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Q205326

Assinale a alternativa em que a frase – O Alaga SP mostra os alagamentos ativos a partir de informações da prefeitura.– está corretamente reescrita,no que se refere às regras de pontuação do português padrão.

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Q773079

Na frase “O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera.", do 2º parágrafo, justifica-se o emprego das vírgulas, pois ocorre:

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Q134410

Na linha 5, a ausência de vírgula depois do vocábulo “demográfico” indica que o pronome relativo “que” refere-se ao termo nuclear “abundância” (L.3).

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Q5906

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.

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Assinale a opção correta quanto à pontuação.

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Q134409

O emprego dos travessões, nas linhas 13 e 14, é suficiente para marcar a inserção de trecho de caráter explicativo, razão por que a vírgula depois do segundo travessão é de uso opcional e sua omissão não prejudicaria a correção do texto.

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Q134228

Assinale a opção que interpreta de maneira incorreta o uso das estruturas linguísticas no texto.

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Q30335

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Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens a
seguir.

De acordo com a prescrição gramatical, na linha 17, o emprego da vírgula que antecede a expressão “no mínimo” torna obrigatório, no texto, o emprego da vírgula que a sucede.

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Q28813

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No que se refere à organização das ideias e a aspectos linguísticos
e gramaticais do texto acima, julgue os itens subsequentes.

No trecho “Mas a violência armada, gerando sofrimentos e perdas desproporcionais, persistirá, onipresente e endêmica — ocasionalmente epidêmica —, em grande parte do mundo” (L.34-36), estariam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto caso fosse suprimida a vírgula que precede a expressão “em grande parte do mundo”.

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Q40318

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Julgue os itens de 5 a 11, relativos à estrutura linguística do texto.

A retirada da vírgula logo após o vocábulo “presos” (L.15) acarretaria, segundo a prescrição normativa, erro gramatical ao texto.

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Q764571

Leia os itens seguintes:

I. Um bom exemplo desse entrosamento, deu-se semana passada.

II. A população, quando pode, busca o que não lhe é garantido pelos governos.

III. Não basta que sejam sensíveis, que busquem recursos, que debatam o problema.

O emprego da vírgula está CORRETO:

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GABARITO:

  • 241) D
  • 242) C
  • 243) C
  • 244) C
  • 245) B
  • 246) E
  • 247) B
  • 248) Errado
  • 249) A
  • 250) Errado
  • 251) D
  • 252) Certo
  • 253) Errado
  • 254) Certo
  • 255) C
  •  
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