
Nesta primeira semana de novembro, vale a utilidade pública de usar azul para lembrar o mês de atenção à saúde masculina.
Além disso, um abraço especial a quem está aproveitando o feriado e a quem está trabalhando ou estudando. Esse feriado, aliás, pode ser bastante reflexivo e de gratidão — pelo tempo que passamos com as pessoas que nos deixam saudades eternas.
Dito isso, seguimos juntos, sempre com a chance de aprender mais e sofrer menos. No encontro de hoje, a ideia é discutir ações relacionadas à leitura e sair do senso comum quando o assunto está relacionado a livros.
Leitura: por que as crianças param de ler dos 8 para os 9 anos?
Quando se trata de colocar, por exemplo, em uma redação, a discussão relacionada à leitura, precisamos considerar como nos posicionamos a respeito. O que sabemos?
Com 8 anos, quase 60% das crianças leem rotineiramente. Aos 9 anos, esse índice cai drasticamente para 35%.
Algumas causas podem ser levantadas: as leituras passam a ser obrigatórias na escola para a realização de atividades avaliativas. Deixamos, em certa medida, de contar histórias, ler em voz alta com as crianças em casa e conversar sobre o que lemos.
Sugestão e possibilidade: mais tempo compartilhado com conversas de qualidade sobre leitura, menos pressão para que as crianças e adolescentes leiam e mais horas de exemplo.
Esse movimento de queda na leitura por prazer também vem sendo observado em outros países.
Ações para conhecer e reconhecer
Há ações importantes que precisam ser conhecidas e reconhecidas, como a biblioteca virtual do MEC, já referida por aqui quando da sua criação, em abril, e que, neste novembro, estará na Feira do Livro de Porto Alegre.
E há também os livros que surgem de páginas de jornal — as coletâneas de crônicas.
Laura Bassi: primeira mulher a lecionar em uma universidade
Laura Bassi foi a primeira mulher, em 1732, aprovada pelo “senado universitário” para lecionar e receber salário por isso.
Esse marco histórico aconteceu na Universidade de Bolonha, e Laura foi contratada para lecionar Física e Filosofia.
O livre-arbítrio não existe — Robert Sapolsky
“Existem momentos históricos em que a irracionalidade, uma marca humana, se pronuncia em graus mais elevados. É o que estamos observando agora.”
Essa é uma das afirmações do pesquisador Robert Sapolsky quando sustenta sua tese de que, mesmo quando pensamos que escolhemos algo, estamos, na verdade, respondendo a direcionamentos de algoritmo.
Trata-se de uma discussão mais complexa, que merece mais tempo e reflexão. Além disso, não é uma observação inédita, considerando, por exemplo, que a proposta de redação do Enem 2018 solicitou que os candidatos escrevessem sobre os dados dos usuários nas redes.
Como usar esses temas em prova
Reunir os assuntos por área facilita o estudo: Educação e Leitura (a queda da leitura por prazer na infância e as conversas de qualidade em casa), História e Ciência (Laura Bassi e a presença das mulheres na universidade) e Atualidades e Filosofia (o debate sobre livre-arbítrio e algoritmos levantado por Sapolsky).
O segredo é sempre conectar o fato ao conceito: não basta citar que as crianças leem menos; é preciso relacionar o dado às práticas de incentivo à leitura e ao papel do exemplo em casa.
Retomando o fio da meada, esta edição de Atualidades para Concursos mostra que leitura, história e ciência conversam o tempo todo. Do incentivo à leitura ao debate sobre livre-arbítrio, cada fato pode virar ponto na sua prova.
Para aprofundar ainda mais nesses temas e entender como transformar esses conceitos em pontos na sua prova, preparei uma análise completa. Assista ao vídeo e leve essas reflexões para a sua rotina de estudos.
Gostou dessas reflexões? Compartilhe com seus colegas de estudo e comente qual tema você acha que mais deve cair nas próximas provas!
Grande abraço e bons estudos!