OAB 46: o que esperar da banca FGV? Entenda o perfil da prova

Publicado em 29/01/2026

Fundação Getulio Vargas mantém tradição de enunciados longos e situações-problema; interdisciplinaridade é ponto-chave para aprovação.

Com o edital do 46º Exame de Ordem Unificado (EOU) publicado e a 1ª fase agendada para 03 de maio de 2026, a preparação dos candidatos deve focar no perfil específico da Fundação Getulio Vargas (FGV). A banca, responsável pelo exame há mais de uma década, possui um estilo consolidado que exige mais do que a memorização da “letra da lei”.

Abaixo, detalhamos as principais características da banca e o que o examinando encontrará nas provas objetiva e prático-profissional.

1. Enunciados Extensos e “Casos Concretos”

A principal marca da FGV é a utilização de situações-problema. Diferente de bancas que cobram a literalidade da lei de forma direta, a FGV constrói narrativas (casos hipotéticos) onde o candidato deve identificar o problema jurídico e aplicar a solução correta.

  • Interpretação de Texto: O candidato precisa ter capacidade de leitura e interpretação aguçada. Muitas vezes, a resposta depende de um detalhe factual escondido no texto do enunciado.

  • Desgaste Mental: Devido ao tamanho das questões, a prova torna-se cansativa. O gerenciamento de tempo é um fator de eliminação tão importante quanto o conhecimento jurídico.

2. O Perfil da 1ª Fase (Prova Objetiva)

Na prova do dia 03 de maio, composta por 80 questões, a banca costuma seguir padrões específicos de cobrança:

  • Ética Profissional: Continua sendo a disciplina com maior peso (8 questões). A FGV cobra detalhes do Estatuto da Advocacia e do Código de Ética, focando em direitos e prerrogativas do advogado, infrações e sanções.

  • Interdisciplinaridade: É comum encontrar questões que mesclam duas áreas do Direito (ex: Direito Civil com Processo Civil, ou Direito Constitucional com Administrativo).

  • Novas Disciplinas: O candidato deve atentar-se às matérias inseridas recentemente no exame: Direito Previdenciário, Direito Financeiro e Direito Eleitoral. Embora tenham menos questões, são decisivas para a soma dos 40 pontos necessários.

  • Jurisprudência: A banca tem aumentado a cobrança de entendimento sumulado (STF e STJ) e de repercussão geral.

3. O Perfil da 2ª Fase (Prático-Profissional)

Para a etapa final, agendada para 21 de junho, a FGV mantém rigor técnico na correção da peça profissional e das quatro questões discursivas.

  • Identificação da Peça: Errar a peça é motivo de eliminação sumária (nota zero). A banca costuma dar “pistas” processuais no enunciado (ex: fase do processo, decisão proferida) para guiar o candidato.

  • Espelho de Correção: A pontuação é atribuída por itens específicos (fundamentação legal, citação de artigos e súmulas). O candidato deve escrever de forma clara e objetiva, conectando o fato à norma (silogismo jurídico). Respostas genéricas, mesmo que corretas na teoria, não pontuam se não estiverem fundamentadas nos dispositivos legais exatos exigidos no espelho.

  • Português Jurídico: A FGV avalia a correção gramatical e a adequação da linguagem jurídica.

4. Nível de Dificuldade Recente

Estatísticas dos últimos exames mostram uma tendência de manutenção do nível de dificuldade elevado. A FGV tem reduzido o número de questões puramente doutrinárias e ampliado a exigência de raciocínio jurídico aplicado ao caso concreto.

Resumo do que priorizar:

  1. Leitura atenta dos enunciados (treino de interpretação).

  2. Estudo da legislação seca (Vade Mecum) aplicada a casos práticos.

  3. Atualização jurisprudencial (Súmulas e Informativos recentes do STF/STJ).

  4. Resolução de provas anteriores da própria FGV (engenharia reversa).

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