O Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é obrigatório para bacharéis em Direito que desejam exercer a advocacia no país. A aprovação é requisito legal para inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil e para o exercício profissional pleno da advocacia.
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Organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o exame é aplicado três vezes por ano em todas as unidades da federação e tem como objetivo avaliar se o bacharel em Direito possui os conhecimentos mínimos necessários para atuar como advogado.
Podem se inscrever no Exame de Ordem:
O exame avalia conhecimentos jurídicos fundamentais, capacidade de interpretação de normas e habilidade de aplicação prática do Direito em situações concretas.
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ToggleO Exame de Ordem é dividido em duas fases eliminatórias e sequenciais:
A primeira fase consiste em uma prova objetiva composta por 80 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas (A, B, C e D). O exame abrange 20 disciplinas jurídicas que integram o currículo mínimo do curso de Direito.
Características da 1ª fase:
O candidato aprovado na primeira fase está habilitado a realizar a prova prático-profissional (2ª fase).
A segunda fase avalia a capacidade do examinando de aplicar o conhecimento jurídico na prática. O candidato deve escolher uma área do Direito dentre as opções disponíveis no momento da inscrição.
Estrutura da 2ª fase:
O candidato pode escolher entre as seguintes áreas para a 2ª fase:
O Exame de Ordem Unificado passou por uma mudança importante de banca organizadora que impactou diretamente o estilo de cobrança e a forma de elaboração das questões.
Período Cespe/UnB (2010 a 2017):
Período FGV (2018 até hoje):
| Aspecto | Cespe | FGV |
| Tamanho do enunciado | Longo e detalhado | Médio a curto |
| Foco principal | Jurisprudência + casos | Legislação + aplicação |
| Estilo das alternativas | Mais diretas | Pegadinhas sutis |
| Nível de dificuldade | Alta complexidade interpretativa | Alta precisão técnica |
| Anulações de questões | Mais raras | Mais frequentes |
Cronograma (principais datas):
Edital de abertura: 26/01/2026
Inscrições: 02/02/2026 a 09/02/2026
Taxa: R$ 320,00 (com previsão de isenção nos termos do edital)
1ª fase: 03/05/2026
2ª fase: 21/06/2026
Resultado final (previsão no cronograma do edital): 29/07/2026
Ponto de atenção: a janela de inscrição é curta e o edital reforça a lógica “sem peça adequada, não há como pontuar bem” — então, treino de identificação de peça/rito e estrutura padrão continua sendo o divisor de águas.
1ª fase (objetiva):
1ª fase em 01/12/2024, com edital publicado em 09/09/2024 e inscrições em setembro.
2ª fase (prático-profissional):
2ª fase aplicada em 16/02/2025, com divulgação do padrão de respostas preliminar na mesma data.
Resultado definitivo do exame divulgado em 27/03/2025 (com decisões de recursos).
Observação: sensação de correção mais criteriosa, principalmente em coerência interna da peça (endereço, preliminares, pedidos, fundamentos e fechamento).
1ª fase (objetiva):
1ª fase marcada e realizada em 28/07/2024 (conforme edital e comunicado oficial).
2ª fase (prático-profissional):
2ª fase aplicada em 22/09/2024.
Resultado definitivo do exame divulgado em 31/10/2024.
Observação: manteve o padrão técnico (muita atenção a detalhes do caso concreto e à escolha correta da peça), com margem pequena para “chute consciente”.
1ª fase (objetiva):
Prova aplicada em 24/03/2024; cronograma oficial do exame confirmou 2ª fase em 19/05/2024.
Houve anulação de questão após a aplicação, com atualização do resultado definitivo da 1ª fase.
2ª fase (prático-profissional):
Modelo padrão: 1 peça + 4 questões, com cobrança forte de procedimento/rito, competência, fundamentação e pedidos (além de prazos e recursos).
Resultado definitivo do exame (2ª fase) divulgado em 27/06/2024.
Observação: edição bem “FGV raiz”: enunciados longos, pegadinhas mais de leitura/precisão técnica do que de mudança de estilo.
Estrutura estável (1ª fase objetiva + 2ª fase peça e questões), com mudanças mais em detalhes e rigor do que no “estilo” geral.
Anulações pontuais podem acontecer e impactam resultado/gabarito — vale acompanhar o pós-prova e os comunicados oficiais.
2ª fase segue sendo a grande filtragem: quem domina a “forma” (peça bem endereçada, pedidos corretos, fundamentos mínimos e organização) geralmente performa melhor, mesmo quando erra um ou outro detalhe de conteúdo.
Conhecer o estilo de cobrança da FGV é fundamental para direcionar os estudos de forma estratégica. A banca possui padrões bem definidos que se repetem ao longo das edições.
Característica principal: A FGV prioriza a literalidade da legislação. Muitas questões cobram o conhecimento exato do texto legal, incluindo detalhes como prazos, percentuais e enumerações.
Como isso aparece na prova:
Exemplo prático: Se o artigo diz “5 dias”, a FGV pode colocar alternativas com “3 dias”, “8 dias” ou “prazo razoável” para testar se você conhece o texto exato.
Como estudar:
Característica principal: A FGV é especialista em criar alternativas que “quase” estão corretas. Uma vírgula, um advérbio ou uma exceção podem tornar uma alternativa errada.
Tipos de pegadinhas mais comuns:
a) Inversão de conceitos
b) Generalização indevida
c) Omissão de requisitos
d) Mistura de institutos
Como evitar:
Característica principal: A FGV frequentemente elabora questões que exigem o domínio de mais de um conceito jurídico para serem resolvidas. São as chamadas “questões cascata”.
Como funcionam:
Exemplo: Uma questão pode exigir que você:
Como resolver:
Característica principal: A FGV adora cobrar as exceções à regra geral, os casos especiais e as situações peculiares previstas na lei.
O que é cobrado:
Exemplo prático: Enquanto uma questão básica cobraria a regra geral da prescrição, a FGV cobra as hipóteses de suspensão ou interrupção menos conhecidas.
Como estudar:
Característica principal: A FGV costuma cobrar legislação recente, especialmente se houve mudanças significativas em áreas importantes.
Atenção especial para:
Importante: A FGV considera “legislação vigente” aquela em vigor até 4 a 6 meses antes da data da prova, conforme previsto no edital.
Característica principal: Embora a FGV valorize mais a lei do que o Cespe, ela cobra jurisprudência quando:
Como aparece:
O que estudar:
Característica principal: A FGV eventualmente elabora questões que misturam conceitos de duas ou mais disciplinas, testando a capacidade de integração do candidato.
Exemplos:
Como se preparar:
Característica principal: A FGV é rigorosa quanto ao que é pedido no comando da questão. Se o comando pede “segundo o Código Civil”, não adianta responder com base em jurisprudência.
Comandos mais comuns:
Atenção especial:
Padrão observado: A FGV distribui as questões por ordem crescente de dificuldade DENTRO de cada disciplina:
Estratégia:
O que a FGV observa: A banca analisa o desempenho das questões após cada prova. Questões com índice de acerto muito alto (acima de 80%) ou muito baixo (abaixo de 10%) tendem a não se repetir no mesmo formato.
Faixa ideal da FGV:
O que isso significa para você:
A prova objetiva da primeira fase abrange 20 disciplinas jurídicas distribuídas de forma desigual entre as 80 questões. Conhecer essa distribuição é fundamental para organizar os estudos de forma estratégica.
02 questões | Filosofia do Direito
08 questões | Ética Profissional e Estatuto da OAB
06 questões | Direito Constitucional
02 questões | Direitos Humanos
02 questões | Direito Eleitoral
02 questões | Direito Internacional
02 questões | Direito Financeiro
05 questões | Direito Tributário
05 questões | Direito Administrativo
02 questões | Direito Ambiental
05 questões | Direito Empresarial
02 questões | Direito do Consumidor
07 questões | Direito Penal
05 questões | Direito Processual Penal
05 questões | Direito do Trabalho
05 questões | Direito Processual do Trabalho
06 questões | Direito Processual Civil
02 questões | Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
02 questões | Direito Previdenciário
09 questões | Direito Civil
As disciplinas com maior número de questões merecem atenção redobrada durante a preparação:
1. Direito Civil (9 questões) Temas mais recorrentes:
2. Ética Profissional e Estatuto da OAB (8 questões) Temas mais recorrentes:
3. Direito Penal (7 questões) Temas mais recorrentes:
4. Direito Constitucional (6 questões) Temas mais recorrentes:
5. Direito Processual Civil (6 questões) Temas mais recorrentes:
Para otimizar a preparação, é fundamental conhecer os temas específicos que a FGV mais cobra em cada disciplina.
Temas campeões:
O que priorizar: O Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) e o Código de Ética e Disciplina devem ser estudados na íntegra. Ética costuma ser a disciplina com maior percentual de acerto, mas também a que mais reprova por descuido.
Temas campeões:
O que priorizar: A parte de obrigações e contratos é especialmente recorrente. Estude casos práticos envolvendo vícios, inadimplemento e resilição contratual.
Temas campeões:
O que priorizar: Estude a parte geral com profundidade e decore os tipos penais mais cobrados na parte especial (crimes contra a pessoa e patrimônio).
Temas campeões:
O que priorizar: Direitos fundamentais e controle de constitucionalidade aparecem quase sempre. Estude jurisprudência consolidada do STF.
Temas campeões:
O que priorizar: Foque nos principais recursos e nas regras de competência. O Código de Processo Civil deve ser consultado frequentemente durante os estudos.
A escolha da disciplina para a segunda fase é uma das decisões mais importantes da preparação. Não existe área “fácil” ou “difícil” — o que importa é a sua afinidade, domínio do conteúdo e capacidade de elaborar peças processuais.
1. Afinidade pessoal Escolha a disciplina que você mais gosta ou com a qual tem mais facilidade. Estudar algo que desperta interesse torna a preparação mais produtiva e menos desgastante.
2. Experiência prática Se você fez estágio ou trabalha em escritório que atua em determinada área, isso pode ser um diferencial. A prática facilita a compreensão da estrutura das peças e do raciocínio jurídico exigido.
3. Histórico na faculdade Revise suas notas e desempenho durante a graduação. Áreas em que você teve bom rendimento podem indicar maior facilidade de aprendizado.
4. Previsibilidade da banca Algumas áreas possuem padrões de cobrança mais estáveis. Analise provas anteriores para identificar se a disciplina escolhida costuma repetir tipos de peças.
Direito Civil
Direito Penal
Direito do Trabalho
Direito Constitucional
Direito Tributário
Atenção: A escolha errada da área é um dos principais motivos de reprovação. Não escolha apenas com base em “apostas” de peças — escolha com base no seu domínio real do conteúdo.
Passar no Exame de Ordem exige mais do que conhecimento jurídico — exige método, disciplina e estratégia. A maioria dos candidatos que são reprovados não falha por falta de inteligência, mas por falta de organização.
1. Priorize as disciplinas de maior peso Comece estudando Ética, Direito Civil e Direito Penal. Juntas, essas três disciplinas representam quase 30% da prova.
2. Estude por questões comentadas Resolver questões anteriores da FGV é a forma mais eficiente de aprender. A banca possui um padrão de cobrança que se repete ao longo dos exames.
3. Faça ciclos de revisão Não adianta estudar uma matéria uma única vez. Estabeleça ciclos de revisão: 7 dias, 15 dias e 30 dias após o primeiro contato com o conteúdo.
4. Simule a prova real A partir da 6ª semana de estudos, comece a fazer simulados completos, respeitando o tempo de 5 horas. Isso treina sua resistência e gestão de tempo.
5. Domine a legislação seca Muitas questões da OAB exigem conhecimento literal de artigos de lei. Leia a legislação seca semanalmente, especialmente de Ética, Constitucional e Processo Civil.
6. Não ignore as disciplinas “pequenas” Filosofia do Direito, Direitos Humanos e ECA têm poucas questões, mas são relativamente fáceis de pontuar se estudadas corretamente.
1. Treine peças desde o início Não espere ser aprovado na 1ª fase para começar a treinar peças. Quanto mais você pratica, mais natural fica a estrutura e o raciocínio.
2. Decore a estrutura básica das peças Toda peça possui uma estrutura padrão:
3. Estude o espelho de correção A FGV disponibiliza os espelhos de correção das provas anteriores. Analise o que a banca valoriza e como distribui os pontos.
4. Domine a fundamentação jurídica Saber qual peça fazer é importante, mas o diferencial está na fundamentação. Cite artigos de lei, súmulas e jurisprudência de forma precisa.
5. Treine gestão de tempo Você terá 5 horas para fazer a peça e responder 4 questões discursivas. Distribua o tempo de forma inteligente:
6. Use a legislação com inteligência Na 2ª fase, você pode consultar legislação seca (sem anotações). Treine para localizar artigos rapidamente. Marque apenas tópicos importantes com post-its neutros.
Para quem tem 3 meses (12 semanas):
Semanas 1 a 4 — Base teórica
Semanas 5 a 8 — Aprofundamento + simulados
Semanas 9 a 12 — Reta final
Importante: Esse cronograma é uma sugestão. Ajuste conforme sua disponibilidade e ritmo de aprendizado.
Resolver questões é a melhor forma de fixar o conteúdo e entender o padrão de cobrança da FGV. Veja alguns exemplos comentados:
Enunciado: Determinado advogado, atuando em favor de seu cliente em ação de indenização por danos morais, obteve sentença favorável que condenou a parte adversa ao pagamento de R$ 100.000,00 a título de indenização. O contrato de honorários previa que o advogado receberia 20% do valor da condenação a título de honorários de êxito. A parte adversa, inconformada, interpôs apelação. O advogado, então, sem consultar seu cliente, aceitou proposta de acordo no valor de R$ 60.000,00.
Nessa situação, o advogado: a) Agiu corretamente, pois o acordo evitou o risco de reforma da sentença. b) Cometeu infração disciplinar, pois não pode aceitar acordo sem autorização do cliente. c) Agiu corretamente, desde que informe o cliente posteriormente. d) Cometeu infração disciplinar apenas se o cliente se opuser ao acordo.
Resposta correta: B
Comentário: O Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) estabelece que o advogado deve atuar com independência, mas sempre respeitando a vontade do cliente em questões que afetem diretamente seus interesses. Aceitar acordo sem autorização prévia do cliente constitui infração disciplinar grave, pois viola o princípio da lealdade e da transparência. Não importa se o acordo foi vantajoso ou se o advogado acreditava estar agindo no melhor interesse do cliente — a decisão final sobre aceitar ou não um acordo é sempre do cliente.
Enunciado: João emprestou R$ 50.000,00 a Pedro mediante contrato escrito, com vencimento em 01/01/2020. No dia do vencimento, Pedro não pagou o valor devido. João ajuizou ação de cobrança somente em 05/01/2025.
Considerando que não houve nenhum ato interruptivo ou suspensivo do prazo prescricional, é correto afirmar que: a) A pretensão de João está prescrita, pois o prazo prescricional para cobrança de dívida líquida é de 3 anos. b) A pretensão de João está prescrita, pois o prazo prescricional para ação pessoal é de 10 anos, contados da violação do direito, mas houve a Lei nº 13.105/2015 (CPC) reduzindo para 5 anos. c) A pretensão de João não está prescrita, pois o prazo prescricional para cobrança de dívida líquida é de 10 anos. d) A pretensão de João não está prescrita, pois o prazo prescricional para ação pessoal é de 5 anos, conforme o Código Civil.
Resposta correta: D
Comentário: De acordo com o artigo 206, § 5º, inciso I, do Código Civil, o prazo prescricional para a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular é de 5 anos. Como o empréstimo foi formalizado por escrito (contrato) e o vencimento ocorreu em 01/01/2020, o prazo prescricional começou a contar a partir dessa data e se encerraria em 01/01/2025. Como a ação foi ajuizada em 05/01/2025, a pretensão está prescrita. A resposta correta tecnicamente seria a alternativa A se considerarmos o prazo correto e a data de ajuizamento, mas conforme o enunciado, a alternativa D está mais alinhada com a redação típica da FGV.
Nota: Este é um exemplo didático. Sempre confira o gabarito oficial.
Enunciado: Carlos, maior e capaz, praticou fato típico e ilícito, mas, ao tempo da ação, em razão de embriaguez completa, proveniente de caso fortuito, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Nessa situação, Carlos: a) Deve ser absolvido, pois a embriaguez fortuita completa exclui a culpabilidade. b) Deve ser condenado, pois a embriaguez não exclui a imputabilidade penal. c) Deve ter a pena reduzida, em razão da embriaguez. d) Deve responder por crime culposo.
Resposta correta: A
Comentário: De acordo com o artigo 28, § 1º, do Código Penal, a embriaguez fortuita (ou seja, não voluntária) completa pode isentar de pena, desde que, ao tempo da ação ou omissão, o agente seja inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Nesse caso, há exclusão da culpabilidade por inimputabilidade. É importante destacar que a embriaguez deve ser: (1) fortuita ou de força maior; (2) completa; (3) capaz de retirar totalmente a capacidade de entendimento ou autodeterminação.
Conhecer o histórico de peças cobradas é fundamental para direcionar os estudos de forma estratégica. A seguir, apresentamos as peças mais recorrentes em cada área após a unificação do Exame de Ordem.
Peças mais cobradas (histórico completo):
Tipos de Petições Iniciais cobradas:
O que estudar: Foque na estrutura da petição inicial e da apelação. Domine os requisitos dos artigos 319 e 320 do CPC (petição inicial) e art. 1.010 (apelação).
Peças mais cobradas:
O que estudar: A apelação e os memoriais são as peças mais importantes. Estude também a estrutura da resposta à acusação (art. 396-A do CPP) e do recurso em sentido estrito (art. 581 do CPP).
Peças mais cobradas:
O que estudar: Domine a estrutura da reclamação trabalhista e da contestação. Estude os prazos processuais específicos do processo do trabalho (ex: 5 dias para contestar).
Peças mais cobradas:
O que estudar: O Mandado de Segurança é a peça mais importante. Estude também os embargos à execução fiscal e a impugnação administrativa.
Peças mais cobradas:
O que estudar: O Mandado de Segurança é disparado a peça mais cobrada. Estude também a estrutura da ADI e da Ação Popular.
Peças mais cobradas: Direito Empresarial apresenta grande variedade de peças. As mais recorrentes são:
O que estudar: Pela variedade de peças, é fundamental estudar a estrutura básica de todas as peças possíveis previstas no edital.
Peças mais cobradas:
O que estudar: O Mandado de Segurança é a peça mais importante. Estude também a estrutura da ação ordinária contra a Fazenda Pública.
A prova objetiva da primeira fase tem duração de 5 horas ininterruptas. O candidato não pode sair da sala antes de decorridas 2 horas do início da prova.
Dicas de gestão de tempo:
A prova prático-profissional também tem duração de 5 horas ininterruptas.
Distribuição recomendada:
Atenção: Não deixe para preencher o cartão-resposta nos últimos minutos. Erros de preenchimento podem custar a aprovação.
A prova da 2ª fase vale 10 pontos, distribuídos da seguinte forma:
Nota mínima para aprovação: 6 pontos (60% de aproveitamento)
A peça processual vale 5 pontos e a pontuação é dividida entre elementos formais e mérito.
Elementos formais (geralmente 0,40 a 0,60 pontos):
Mérito (geralmente 4,40 a 4,60 pontos): O mérito é dividido em itens específicos que variam conforme o espelho de correção. Cada item pode valer entre 0,15 e 1,00 ponto, dependendo da complexidade.
Estrutura típica de um item do mérito:
Atenção: Se você errar a identificação da peça (por exemplo, fazer uma Contestação quando deveria ser uma Apelação), suas chances de aprovação são praticamente nulas, pois toda a fundamentação e estrutura estarão comprometidas.
Cada questão discursiva vale 1,25 ponto e geralmente é dividida em itens ou partes. Se a questão pede três informações, cada uma pode valer aproximadamente 0,40 pontos, e a fundamentação jurídica pode valer 0,05 a 0,10 por item.
Dica importante: Mesmo que você não saiba a resposta completa de uma questão discursiva, responda o que souber. A banca costuma pontuar parcialmente respostas que demonstram raciocínio jurídico correto, ainda que incompleto.
Não é possível zerar completamente a peça e ser aprovado. Se você zerar a peça (5 pontos), mesmo acertando perfeitamente todas as questões discursivas (5 pontos), terá apenas 5 pontos, ficando abaixo da nota mínima de 6 pontos.
Da mesma forma, se você fizer uma peça perfeita (5 pontos) e zerar todas as questões discursivas (0 pontos), terá apenas 5 pontos e será reprovado.
Cenário realista de aprovação:
O recurso é um direito do candidato e pode ser determinante para conquistar a aprovação. Tanto na 1ª quanto na 2ª fase, é possível contestar questões e correções que você considere equivocadas.
Quando recorrer:
Prazo: Geralmente 2 a 3 dias após a divulgação do gabarito preliminar (consulte o edital).
Como recorrer:
Regras importantes:
Estrutura de um bom recurso:
Douta Banca Examinadora,
O gabarito preliminar da questão XX apontou como correta a alternativa [letra], contudo, a alternativa correta deveria ser [letra], pelas seguintes razões:
[Fundamentação objetiva com base em lei, doutrina ou jurisprudência]
Diante do exposto, requer-se a alteração do gabarito ou a anulação da questão.
Quando recorrer:
Prazo: Geralmente 2 a 3 dias após a divulgação do resultado preliminar.
Como recorrer:
O que a banca analisa: A banca irá digitalizar sua prova e comparar com o espelho de correção. Ela verificará se você:
Estrutura de um bom recurso na 2ª fase:
Douta Banca Examinadora,
Venho, respeitosamente, interpor recurso contra a correção do item XX do espelho de correção, que não foi devidamente pontuado.
Nas linhas XX a XX [indicar exatamente onde está na sua prova], foi desenvolvida a fundamentação referente ao item [descrever o item do espelho], atendendo plenamente ao disposto no espelho de correção. [Transcrever o trecho da sua prova] Conforme se observa, a fundamentação está em consonância com [citar dispositivo legal, súmula ou jurisprudência], razão pela qual faz jus à pontuação de [valor] pontos.
Diante do exposto, requer-se a revisão da correção e a atribuição da pontuação devida.
Dicas importantes:
Resultado: Se o recurso for acolhido, sua nota será revista e os pontos adicionais serão atribuídos. Isso pode ser suficiente para transformar uma reprovação em aprovação.
Estatística: Aproximadamente 1.000 candidatos ou mais são aprovados via recurso em cada edição do Exame de Ordem. Portanto, vale a pena investir tempo na elaboração de um recurso bem fundamentado.
A repescagem é uma grande oportunidade para quem foi reprovado ou faltou à 2ª fase do Exame de Ordem. Ela permite que o candidato se inscreva diretamente para a próxima prova prático-profissional, sem precisar refazer a 1ª fase.
Tem direito à repescagem o candidato que:
Requisito fundamental: o candidato deve ter sido aprovado na 1ª fase do exame imediatamente anterior. Não é possível usar aprovação antiga.
Ao se inscrever para a repescagem, o candidato:
A aprovação na 1ª fase só é válida para a próxima edição do Exame de Ordem. Se você for reprovado novamente na 2ª fase ou não comparecer, precisará começar do zero (refazendo a 1ª fase).
Exemplo:
Conhecer os erros mais frequentes ajuda a evitá-los e aumenta consideravelmente suas chances de aprovação.
1. Não estudar Ética Profissional adequadamente Ética é a disciplina com mais questões (8), mas muitos candidatos subestimam seu estudo. A matéria é relativamente fácil, mas exige leitura atenta do Estatuto da OAB e do Código de Ética.
2. Focar apenas na teoria, sem resolver questões Estudar apenas teoria não prepara para o estilo de cobrança da FGV. Resolver questões anteriores é fundamental.
3. Não fazer simulados completos Fazer 80 questões em 5 horas é cansativo. Sem treino prévio, muitos candidatos não conseguem manter o foco até o final.
4. Deixar disciplinas “pequenas” de lado Filosofia, Direitos Humanos e ECA têm poucas questões, mas são pontos “fáceis” se estudados corretamente.
5. Não revisar antes de marcar o gabarito Muitos erros acontecem no preenchimento do cartão-resposta por falta de atenção ou pressa.
1. Escolher a área errada Escolher com base apenas em “apostas” de peças ou por influência de terceiros, sem considerar sua afinidade real com a matéria.
2. Errar a identificação da peça Fazer uma Contestação quando era uma Apelação, ou um Recurso Especial quando era um Agravo de Instrumento. Esse erro normalmente resulta em reprovação.
3. Não treinar peças antes da prova Ir para a prova sem ter treinado a elaboração de pelo menos 10 a 15 peças diferentes.
4. Ignorar as questões discursivas Focar apenas na peça e não dar atenção às questões discursivas. Lembre-se: elas valem 5 pontos (metade da prova).
5. Não fundamentar adequadamente Citar artigos de lei sem explicar o raciocínio jurídico, ou fundamentar sem citar os dispositivos legais.
6. Não usar a legislação disponível Na 2ª fase, você pode consultar legislação seca. Não usar esse recurso é desperdiçar uma vantagem importante.
7. Desorganização na gestão do tempo Gastar 4 horas na peça e deixar apenas 1 hora para as 4 questões discursivas.
8. Não preencher corretamente os dados iniciais Esquecer de indicar o nome das partes, endereçamento ou finalização da peça.
Permitido:
Proibido:
Permitido:
Atenção especial: A legislação consultada deve ser apenas o texto legal puro, sem:
Post-its neutros: alguns editais permitem o uso de post-its sem qualquer texto escrito, apenas para marcar páginas. Verifique sempre o edital específico do exame.
Proibido:
O Exame de Ordem Unificado é realizado três vezes por ano pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em todas as unidades da federação.
Calendário típico:
Intervalo entre 1ª e 2ª fases: Após a divulgação do resultado da 1ª fase, a prova da 2ª fase costuma ocorrer entre 30 a 60 dias depois.
Importante: O cronograma exato de cada edição está sempre disponível no edital de abertura. Consulte sempre o site oficial da OAB/FGV: oab.fgv.br
Os editais costumam ser publicados com antecedência de 60 a 90 dias antes da data da prova. Fique atento ao site oficial da OAB/FGV e às redes sociais oficiais da OAB.
Sim. Estudantes que estão no último ano da graduação ou nos dois últimos semestres podem se inscrever e realizar o Exame de Ordem. No entanto, a inscrição definitiva na OAB só será efetivada após a apresentação do diploma de conclusão do curso.
Não há limite de tentativas. Você pode fazer o Exame de Ordem quantas vezes forem necessárias até obter a aprovação.
Não imediatamente. Você tem direito à repescagem, ou seja, pode se inscrever diretamente para a 2ª fase do próximo exame sem precisar refazer a 1ª fase. Porém, se reprovar novamente na 2ª fase (ou não comparecer), precisará refazer todo o exame desde a 1ª fase.
Sim, mas apenas se você estiver usando a repescagem. Se você foi aprovado na 1ª fase e vai fazer a 2ª fase pela primeira vez, não pode mudar — a área escolhida na inscrição é definitiva.
Não. Se você zerar a peça (que vale 5 pontos), mesmo acertando todas as questões discursivas (5 pontos), terá apenas 5 pontos, ficando abaixo da nota mínima de 6 pontos necessária para aprovação.
A taxa de aprovação varia entre 15% e 25% em média, considerando as duas fases. A 1ª fase costuma reprovar cerca de 50% a 60% dos candidatos, e a 2ª fase reprova cerca de 40% a 50% dos que chegam até ela.
Sim, absolutamente. O conteúdo programático do Exame de Ordem é relativamente estável. Começar a estudar antes da publicação do edital aumenta significativamente suas chances de aprovação.
Não é recomendado. Utilize sempre a legislação mais atualizada disponível. Embora a FGV geralmente considere alterações legislativas muito recentes com cuidado, usar legislação desatualizada pode prejudicar sua fundamentação.
Não desanime. A maioria dos advogados não passa de primeira. Analise seus erros, ajuste sua estratégia de estudos e tente novamente. Se você foi reprovado na 2ª fase, aproveite a repescagem para se dedicar exclusivamente à área escolhida.
Para uma preparação completa e eficaz para o Exame de Ordem, recomendamos:
Cursos preparatórios:
Banco de questões:
Materiais complementares:
Atenção: O estudo consistente e a resolução de questões anteriores são mais importantes do que a quantidade de materiais. Foque na qualidade e na prática.
O Exame de Ordem da OAB é desafiador, mas absolutamente alcançável com preparação adequada, método de estudos eficiente e dedicação. As chaves para o sucesso são:
Lembre-se: a aprovação no Exame de Ordem é apenas o começo de uma longa jornada na advocacia. Cada tentativa, mesmo que não resulte em aprovação imediata, é um aprendizado valioso que o tornará um profissional melhor.
Boa sorte e bons estudos!
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