1
De acordo com o texto, nota-se que a reação de Padre Antônio e o modo com que trata Pereira deve-se:
2

Texto

Uma Vela para Dario

(Dalton Trevisan)

Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo

e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar,

encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando,

sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na

pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não

se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se

ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia

sofrer de ataque.

Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada,

e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos

outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abre-lhe o

paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os

sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no

canto da boca.

Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não

o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à

outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo

repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do

cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se

vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo.

Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a

metade do corpo, protesta o motorista: quem pagaria a corrida?

Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e

recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de

pérola na gravata.

Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam

Dario além da esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e,

além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria.

Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto

para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o

incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da

noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o

relógio de pulso.

Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados -

com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa

branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O

endereço na carteira é de outra cidade.

Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa

hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro

negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo

de Dario, pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-

lo — os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de

ouro, que ele próprio quando vivo - só destacava molhando no

sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.

A última boca repete — Ele morreu, ele morreu. A gente

começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer,

ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam

vê-lo, todo o ar de um defunto.

Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar

a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho

nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto

e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na

janela alguns moradores com almofadas para descansar os

cotovelos.

Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que

acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos,

quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá

está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra,

sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se

às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.

O texto sugere que a morte de Dario acaba sendo resultado do descaso das pessoas. Assinale a única opção cuja passagem transcrita revele um exemplo desse descaso.
3

Assinale a alternativa que indica o sentidocorreto do emprego do termo "para" no trecho:"Trabalhar para ganhar a vida".

4

O incendiador de caminhos


 Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
 Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência.
 Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
 Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique.
 O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade.
 Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...]


(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)

No último período do texto, o enunciador atribui aos incêndios um sentido:
5
O Sueco mudará para uma nova residência no próximo mês. Ele elaborou uma lista com algumas pendências a serem solucionadas antes de sua mudança. Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale, dentre as palavras em destaque, a única que apresenta uma palavra contendo desvio ortográfico.
6
Sabendo-se que “trempe” é um tipo de chapa de ferro colocada em fogão à lenha para sustentar as panelas, na passagem “chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais” (3º§), percebe-se que o acento indicativo de crase justifica-se:
7
Ao observar o emprego do acento indicativo decrase em “Explicou isto à cachorrinha comabundância de gritos e gestos.” (4º§), nota-seadequação ao que prescreve a gramáticaquanto ao uso desse acento. Assinale aalternativa em que, ao substituir-se“cachorrinha” por outro complemento,provoca-se um erro no emprego do acentograve.
8
Quanto às regras de ortografia, assinale a alternativa em que há uma palavra grafada incorretamente.
9

Acerca das regras de ortografia, assinale a alternativa incorreta.

10
O emprego do acento grave em “dessa distorção de percepções à qual os jovens estão submetidos” (3º§) justifica-se:
11

Texto

Uma Vela para Dario

(Dalton Trevisan)

Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo

e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar,

encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando,

sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na

pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não

se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se

ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia

sofrer de ataque.

Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada,

e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos

outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abre-lhe o

paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os

sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no

canto da boca.

Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não

o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à

outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo

repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do

cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se

vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo.

Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a

metade do corpo, protesta o motorista: quem pagaria a corrida?

Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e

recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de

pérola na gravata.

Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam

Dario além da esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e,

além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria.

Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto

para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o

incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da

noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o

relógio de pulso.

Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados -

com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa

branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O

endereço na carteira é de outra cidade.

Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa

hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro

negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo

de Dario, pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-

lo — os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de

ouro, que ele próprio quando vivo - só destacava molhando no

sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.

A última boca repete — Ele morreu, ele morreu. A gente

começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer,

ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam

vê-lo, todo o ar de um defunto.

Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar

a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho

nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto

e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na

janela alguns moradores com almofadas para descansar os

cotovelos.

Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que

acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos,

quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá

está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra,

sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se

às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.

No primeiro parágrafo, a oração “Dario vem apressado.

guarda-chuva no braço esquerdo." revela, por meio do

adjetivo em destaque, uma característica:

12

Analise as afirmativas a seguir em relação ao uso correto da crase.

I. Ele realmente fez um gol à Pelé.
II. Resolvi ir a pé até a padaria.
III. Parabéns a você!
IV. À partir de agora não vamos mais falar nisso.

Estão corretas as afirmativas:

13

Texto
Automóvel: Sociedade Anônima
(Paulo Mendes Campos)

   Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo. 
   Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc. 
   Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...]
   Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você. 
   Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]

Em “É uma espécie de indústria às avessas” (2º§), a expressão destacada é marcada pelo acento indicativo de crase. Assinale a opção em que se ERRA no emprego do acento grave. 
14
Leia o fragmento apresentado e o analise tendo como base as noções de sintaxe de colocação pronominal em sua classificação pela posição do pronome. Apenas relembrando: (1) Próclise ocorre quando o pronome antecede o verbo. (2) Mesóclise é quando o pronome se coloca no meio do verbo. (3) Ênclise se refere ao pronome colocado no final do verbo.

Fragmento: “(...) eu me incluo como leitor (...)”, assinale a alternativa correta quanto ao correto uso do pronome e de sua classificação.

15

O acento grave deixaria de ser obrigatório na seguinte reescritura: 

16

O português contemporâneo já registra a característica proclítica da língua. Contudo, a gramática tradicional aponta que a oração “Quando os médicos o reanimaram” (3º§) deveria ser redigida da seguinte forma:
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O incendiador de caminhos


 Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
 Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência.
 Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
 Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique.
 O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade.
 Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...]


(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)

Em “Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis” (6º§), a preposição destacada não recebe o acento grave, indicativo de crase. Assinale a alternativa em que esse acento deveria ser empregado.
18

O modo como o pronome “me” foi empregado, no início da primeira oração do texto caracteriza:

19
Em relação ao uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
20
Assinale a alternativa correta em que a palavra em destaque exerce o papel de substantivo:
21
A probabilidade de se sortear um número múltiplo de 5 de uma urna que contém 40 bolas numeradas de 1 a 40, é:
22

Numa urna há somente 8 bolas azuis numeradas de 1 a 8 e 12 bolas verdes numeradas de 9 a 20. A probabilidade de sortearmos uma única bola dessa urna e ela ter um número par, sabendo que ela é azul,é

23
O décimo-sétimo termo de uma progressão aritmética de razão r =1,5 é 35. Assinale a alternativa que indica o correto valor do sexto termo desta progressão:
24
João fez uma aposta com Maria da seguinte forma: ele escolherá cinco números inteiros diferentes, de 1 a 10; em seguida, sortearão três números diferentes destes dez números. Se os três números sorteados estiverem dentre os escolhidos por João ele vence, caso contrário, Maria vence. Assinale a alternativa que indica a probabilidade de Maria vencer a aposta.
25
Considere uma progressão geométrica com termo inicial igual a 1 e razão igual a 2, e uma progressão aritmética com termo inicial igual a 16 e razão igual a 8. Assinale a alternativa correta sobre os valores dos eventuais termos em comum destas progressões.
26
O primeiro termo de uma P.G.(progressão geométrica) é igual a 6 e o segundo termo é igual a 2. Nessas condições, considerando os infinitos termos dessa P.G., então a soma de todos os termos será igual a:
27

O consumo atual de água em uma cidade é 53.000.000 l/h. Suponha que este consumo cresça anualmente em 1,75 milhões l/h, e que este crescimento possa ser considerado como uma progressão aritmética. Se a capacidade de produção de água for de 78 mil m3/h, assinale a alternativa que apresenta em quantos anos, no máximo, será necessária a ampliação da capacidade de produção de água para que não ocorra falta de água.

28

Assinale a alternativa correta. Antônio gastou 50% de dois quintos do valor que possuía e ainda sobraram R$ 160,00 a ele. Nessas circunstâncias o valor gasto por Antônio foi:

29
Considere uma sequência infinita de círculos: o primeiro tem raio R; o segundo, metade do raio do anterior (R/2); o terceiro, um quarto do raio do primeiro (R/4); e assim sucessivamente, cada círculo tendo metade do raio do círculo anterior. Assinale a alternativa que indica a soma das áreas de todos os círculos.
30

A soma dos termos da sequencia é:

31

Ao longo de um mês, o preço inicial P de um produto passou pelas seguintes alterações (sempre em relação ao preço imediatamente anterior):

- Aumento de 20%.

- Redução de 15%.

- Aumento de 10%.

Assinale a alternativa que indica o preço final do produto em relação ao inicial P:

32
Um alvo de teste de tiro consiste em dois anéis concêntricos em torno de um ponto central. Um projétil é disparado no alvo. A probabilidade de ele acertar o ponto central é 0,05, de acertar o anel interno é 0,20 e de acertar o anel externo é 0,30. A probabilidade do projétil acertar e de errar o alvo é, respectivamente, de:
33

Em uma P.G (progressão geométrica), o primeiro é igual a 5 e a razão é q= 2, determine seu último termo e indique a alternativa correta.

34
Carlos cadastrou uma senha de acesso à internet que equivale ao nono termo de uma P.G. (progressão geométrica) cujo primeiro termo é o número 3 e cuja razão é a mesma da P.A.(progressão aritmética): 12,14,....Nessas  condições, a senha cadastrada por Carlos foi:
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Imagem associada para resolução da questão

Um fenômeno inusitado surpreendeu os paulistanos, na tarde de 19 de agosto de 2019. Mesmo com os relógios marcando 16 horas, o céu da capital paulista estava encoberto por nuvens e o "dia virou noite".

Folha de São Paulo. 20/08/2019.
Assinale a afirmativa que identifica corretamente as causas desse fenômeno.
36
“Em qualquer estudo fitogeográfico de matas tropicais de posição azonal marcante, como é o caso das florestas atlânticas brasileiras, torna-se indispensável compreender a forma pela qual elas transicionam para diferentes domínios situados a oeste e ao sul do grande contínuo norte-sul das chamadas matas atlânticas.
A identificação pioneira das faixas de transição e contato existentes entre os diferentes domínios de natureza no Brasil deveu-se a uma iniciativa terminológica, intuitiva e pragmática popular nordestina.”
(Adaptado de: AB´SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil. Potencialidades paisagísticas. Ateliê Editorial, 2012)
Desde tempos imemoriais, reconheceu-se a faixa de transição e contato entre a Zona da Mata nordestina e os sertões secos com o termo
37
“Como nem todo fato histórico corresponde a uma escala territorial explícita, é claro que nunca teremos uma afirmação fechada do tipo tempo breve = espaço local. E, vice-versa, o espaço local não obrigatoriamente será um território de mudanças rápidas.”
(HAESBAERT, Rogério. (Org.) Territórios Alternativos. São Paulo: Contexto, 2011)
Assinale a opção que corresponde aos dois tipos de escala relacionados no fragmento acima.
38
Segundo Renato E. dos Santos, em Lei 10.639 e o Ensino de Geografia: construindo uma agenda de pesquisa-ação, a forma como ensinamos Cartografia Escolar transforma os mapas oficiais em
39
Sobre a paisagem natural do domínio dos “mares de morros” florestados do Brasil Tropical Atlântico, analise as afirmativas a seguir. I. Caracteriza-se pela presença de redes hidrográficas altamente dendritificadas e muito densas.
II. Caracteriza-se pelo lençol d’água subterrâneo alimentando permanentemente a correnteza dos cursos d’água.
III. Caracteriza-se pela cobertura florestal contínua por grandes áreas, desde os fundos de vales até as mais altas vertentes e interflúvios.
Assinale:
40
A Divisão Hidrográfica Nacional, instituída pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), órgão do Conselho Federal, adota uma classificação de doze regiões hidrográficas para o território brasileiro. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
41
Definido como uma persistente banda de nebulosidade, esse é o principal sistema meteorológico de grande escala responsável pelo regime de chuvas sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste
durante os meses de primavera e verão. O sistema meteorológico de que trata essa afirmação é o(a)
42
As migrações de saída e entrada tendo o Brasil como país de referência mostram a diversidade e a complexidade das migrações no século XXI. Enquanto país do Sul Global, o Brasil apresenta diversos movimentos migratórios na escala internacional. Assinale a opção correta relacionada às migrações internacionais que têm o Brasil como espaço de saída ou entrada de migrantes
43
A escala cartográfica, elemento presente nos mapas, indica a relação de proporção entre a área real e a representação feita no mapa. Considerando-se que a distância entre duas cidades no mapa em linha reta seja de 12 cm e tendo-se como referência a escala numérica de 1:7.000.000, é correto concluir que a distância entre essas duas cidades é de
44
Durante a maior parte do ano, apresenta redução dos totais pluviométricos mensais e elevadas temperaturas. A variação sazonal da temperatura média não é tão expressiva, o que leva à formação de áreas em que se observa quedas térmicas pouco expressivas na situação de inverno.
O texto precedente apresenta as características do clima
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Quando pessoas de classes sociais de alto poder aquisitivo agrupam-se em condomínios fechados, normalmente distantes dos centros urbanos, nota-se que assim se configuram os enclaves urbanos, ou seja, quando dentro ou no entorno de seu território de atuação há a consolidação de territorialidades que se colocam à parte da vida urbana ao mesmo tempo em que utilizam
serviços e equipamentos urbanos, de modo seletivo no tempo e no espaço, temos um usufruto sem o compromisso com a vida citadina.
Internet: <e-revista.unioeste.br> (com adaptações).
Ao afirmar que o agrupamento urbano e seu usufruto ocorrem sem o compromisso com a devida vivência cotidiana, o texto remete ao conceito de
46
A figura anterior representa uma rosa dos ventos. Assinale a opção correta, a respeito desse tipo de representação.
47

Nas últimas décadas, a questão migratória no Brasil deixou de concentrar-se apenas no clássico movimento rural-urbano que, nos anos 50 e 60 do século XX, preocupou e mobilizou a maior parte dos estudos. As migrações inter-regional, intrarregional, internacional e as mobilidades pendular (commuting) e sazonal são cada vez mais reconhecidas como faces distintas desse fenômeno demográfico.

José Marcos Pinto da Cunha. Migração e urbanização no Brasil: alguns desafios metodológicos para análise. São Paulo em perspectiva, A, v. 19, n. 4, p. 3-20, out./dez. 2005 (com adaptações).

A respeito das migrações no Brasil, assinale a opção correta.

48

O mapa é uma representação dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área, delimitada por elementos físicos, políticos ou administrativos, destinados aos mais variados usos.
IBGE, 1999.

Considerando a informação anterior, assinale a opção correta.

49
Sabendo que a escala varia de acordo com as finalidades do mapa, assinale a opção que apresenta a escala mais apropriada para fornecer informações bem detalhadas de um espaço geográfico de dimensões locais.
50
O gráfico precedente mostra o crescimento populacional no Brasil a partir dos anos 40 do século passado e as tendências a partir do último censo (2010). Considerando os dados do gráfico, assinale a opção correta sobre crescimento populacional.
51

Determinar as coordenadas geográficas de um ponto qualquer sobre um mapa significa identificar a latitude e a longitude desse ponto, o que, em outras palavras, seria calcular o valor do paralelo e do meridiano que se cruzam sobre o lugar considerado. Considere a figura a seguir, em que o ponto A representa uma cidade qualquer situada na quadrícula formada pelos paralelos de 20 a 30 graus e pelos meridianos de 70 e 60.

Com base nas informações e na figura apresentadas, assinale a opção que apresenta a latitude do ponto A.

52

A figura a seguir mostra uma visão esquemática do globo terrestre, centrada no polo norte

Considerando essa figura, assinale a opção correta.

53
No território brasileiro, as estruturas e as formações rochosas são dominantemente antigas, mas as formas do relevo são mais recentes. De forma simplificada, as grandes estruturas que
definem os macrocompartimentos do relevo encontrados no Brasil e na América do Sul são os crátons ou plataformas, os cinturões orogênicos, as grandes bacias sedimentares
paleomesozoicas e as bacias sedimentares cenozoicas. A respeito da estrutura geológica e das formas de relevo no Brasil, segundo a classificação de Jurandyr Ross, assinale a opção correta.
54
A necessidade de reproduzir com fidelidade os elementos e fenômenos do espaço geográfico levou os cartógrafos a desenvolver regras visuais para as representações gráficas. No que se refere a essas regras, assinale a opção correta.
55
Os domínios morfoclimáticos são compreendidos como o conjunto de elementos naturais (clima, relevo, vegetação) que se inter-relacionam e formam uma paisagem geográfica. O Brasil apresenta uma diversidade de paisagens naturais.
Assinale a opção correta, a respeito dos domínios morfoclimáticos do Brasil
56
Os modos de obtenção da malha de linhas, sobre a qual os mapas são desenhados, são os mais diversos, cada qual gerando certas distorções e evitando outras. A cartografia busca solucionar esse
problema com base no estudo das projeções cartográficas. A respeito das projeções conformes, assinale a opção correta.
57
Considerando que o voo do avião ilustrado na figura apresentada, em viagem de São Paulo a Maringá, tenha sido realizado em um dia ensolarado, sem nuvens, sobre o Trópico de Capricórnio, ao
meio-dia de Brasília e durante o inverno no Brasil, assinale a opção correta.
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Entendemos por domínio morfoclimático e fitogeográfico um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial onde haja um esquema coerente de feições do relevo, tipos de solo, formas de vegetação e condições climático-hidrológicas. Entre o corpo espacial nuclear de um domínio e as áreas nucleares de outros domínios vizinhos, existe sempre um interespaço de contato, que afeta de modo mais sensível os componentes da vegetação, os tipos de solos e, até certo ponto, as próprias feições de detalhe do relevo regional.
A. Ab’Saber. Domínios de natureza no Brasil. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003 (com adaptações).

Considerando o texto apresentado, assinale a opção que apresenta um exemplo de interespaço de contato em território brasileiro.

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A cartografia temática tem como objetivo gerar a representação das informações geográficas referentes a um ou vários fenômenos (físicos ou sociais) de todo o planeta ou de uma parte dele. O tipo de mapa que representa a altitude do relevo é denominado
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Este domínio morfoclimático apresenta a seguinte combinação de fatos fisiográficos: destaca-se pela ação da erosão e do intemperismo sobre a estrutura cristalina; apresenta drenagem originalmente perene até para o menor dos ramos das redes hidrográficas dendríticas regionais e formação florestal fechada e heterogênea, com grande número de espécies endêmicas que recobria, originalmente, cerca de 85% desse domínio.
A. Ab’Saber. Os domínios de natureza do Brasil. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003 (com adaptações).

A descrição do texto anterior refere-se ao domínio morfoclimático dos(as)