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No fragmento da letra da canção, o vocabulário empregado e a situação retratada são relevantes para o patrimônio linguístico e identitário do país, na medida em que
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— Ora dizeis, não é verdade? Pois o Sr. Lúcio queria

esse cravo, mas vós lho não podíeis dar, porque o velho

militar não tirava os olhos de vós; ora, conversando com

o Sr. Lúcio, acordastes ambos que ele iria esperar um

instante no jardim...

MACEDO, J. M. A moreninha. Disponível em: www.dominiopublico.com.br.

Acesso em: 17 abr. 2010 (fragmento).

O trecho faz parte do romance A moreninha, de Joaquim

Manuel de Macedo. Nessa parte do romance, há um

diálogo entre dois personagens. A fala transcrita revela

um falante que utiliza uma linguagem

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Os gêneros são definidos, entre outros fatores, por sua função social. Nesse texto, um verbete foi criado pelo autor para

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São 68 milhões num universo de 190 milhões de brasileiros conectados nas redes virtuais. O e-mail, irmão moderno da carta, ainda é uma ferramenta imprescindível de comunicação, mas já começa a dar espaço para ferramentas mais ágeis de interação, como MSN, Orkut, Facebook, Twitter e blogs. FERREIRA JÚNIOR, H. (adaptado).

Da leitura dos dois textos, depreende-se que a internet tem se expandido muito nos últimos anos. Apesar disso, a atitude do rapaz no Texto I revela a

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Piraí, Piraí, Piraí

Piraí bandalargou-se um pouquinho

Piraí infoviabilizou

Os ares do município inteirinho

Com certeza a medida provocou

Um certo vento de redemoinho


Diabo de menino agora quer

Um ipod e um computador novinho

Certo é que o sertão quer virar mar

Certo é que o sertão quer navegar

No micro do menino internetinho

GIL, G. Banda larga cordel. Geleia Geral. 2008.

Disponível em: http://www.gilbertogil.com.br. Acesso em: 24 abr. 2010 (fragmento).

No texto, encontram-se as expressões “bandalargou-se", “infoviabilizou" e “internetinho", que indicam a influência da tecnologia digital na língua. Em relação à dinamicidade da língua no processo de comunicação, essas expressões representam

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O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem amado, é

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Paris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XI II e XII a. C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram a porta de seus muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. A noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão "presente de grego".

DUARTE, Marcelo. 0 guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Em "puseram-no", a forma pronominal "no" refere-se

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Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor esta indicado pelo(a)

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Essa pequena

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra

Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora

Temo que não dure muito a nossa novela, mas

Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda

Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida

Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas

Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos

Cada segundo que se esvai

Cuidando dela, que anda noutro mundo

Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai

Fique à vontade, eu digo, take your time

Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas

O blues já valeu a pena

CHICO BUARQUE. Disponível em: www.chicobuarque.com.br. Acesso em: 31 jun. 2012

O texto Essa pequena registra a expressão subjetiva

do enunciador, trabalhada em uma linguagem informal,

comum na música popular. Observa-se, como marca da

variedade coloquial da linguagem presente no texto, o

uso de

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Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

PESSOA, F. Mensagens. São Paulo: Difel, 1986.

Nos versos 1 e 2, a hipérbole e a metonímia foram

utilizadas para subverter a realidade. Qual o objetivo

dessa subversão para a constituição temática do poema?

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A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que

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Nesse texto, no que diz respeito ao vocabulário empregado pela moça de Montes Claros, a narradora expõe uma visão indicativa de

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Naquele tempo eu morava no Calango-Frito e não acreditava em feiticeiros.

E o contrassenso mais avultava, porque, já então, - e excluída quanta coisa-e-sousa de nós todos lá, e outras cismas corriqueiras tais: sal derramado; padre viajando com a gente no trem; não falar em raio: quando muito, e se o tempo está bom "faísca"· nem dizer lepra" só o "mal"· passo de entrada com o pé' esquerdo; ave do pescoço pelado; risada renga de suindara; cachorro, bode e galo, pretos; [...] - porque, já então, como ia dizendo, eu poderia confessar, num recenseio aproximado: doze tabus de não uso próprio; oito regrinhas ortodoxas preventivas; vinte péssimos presságios; dezesseis casos de batida obrigatória na madeira; dez outros exigindo a figa digital napolitana, mas da legítima, ocultando bem a cabeça do polegar; e cinco ou seis indicações de ritual mais complicado; total: setenta e dois - noves fora, nada.

ROSA, J. G. São Marcos. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967 (adaptado)

João Guimarães Rosa, nesse fragmento de conto, resgata a cultura popular ao registrar

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Linguagem do morro

  Tudo lá no morro é diferente                    

Daquela gente não se pode duvidar      

   Começando pelo samba quente               

Que até um inocente                              

Sabe o que é sambar                             

Outro fato muito importante                    

 E também interessante                           

É a linguagem de lá                                

Baile lá no morro é fandango                  

Nome de carro é carango                        

 Discussão é bafafá                                   

Briga de uns e outros                              

Dizem que é burburim                             

Velório no morro é gurufim                      

Erro lá no morro chamam de vacilação   

Grupo do cachorro em dinheiro é um cão

Papagaio é rádio                                      

 Grinfa é mulher                                          

     Nome de otário é Zé Mané                            

PADEIRINHO & FERREIRA DOS SANTOS. Boca do povo.

Rio de Janeiro: Polydor, 1977 (fragmento).

A letra dessa canção vale-se de marcas linguísticas que
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    RINS: (do latim renes) é a parte inferior da região lombar dos vertebrados. Mas não muito inferior... O célebre humorista brasileiro Aparício Torelli, o Barão de Itararé, prestava exame no curso de medicina, quando o professor lhe perguntou: “Quantos rins nós temos?” O aluno Aparício respondeu: “Quatro, professor”. Diante do olhar espantado do mestre e das gargalhadas dos colegas, emendou: “Quatro. Dois meus e dois seus”. O examinador, querendo ser engraçado também, pediu um feixe de capim... Mas Aparício foi mais rápido ainda: “E para mim um cafezinho”.

SILVA, D. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa.

São Paulo: Mandarim, 1997.

Nesse texto, a mistura de gêneros textuais foi utilizada para