Em uma reportagem a respeito da utilização do
computador, um jornalista posicionou–se da seguinte
forma: A humanidade viveu milhares de anos sem o
computador e conseguiu se virar. Um escritor brasileiro
disse com orgulho que ainda escreve a máquina ou a
mão; que precisa do contato físico com o papel. Um
profissional liberal refletiu que o computador não mudou
apenas a vida de algumas pessoas, ampliando a oferta
de pesquisa e correspondência, mudou a carreira de todo
mundo. Um professor arrematou que todas as disciplinas
hoje não podem ser imaginadas sem os recursos da
computação e, para um físico, ele é imprescindível para,
por exemplo, investigar a natureza subatômica.
Como era a vida antes do computador? OceanAir em Revista. nº 1, 2007 (adaptado).
Entre as diferentes estratégias argumentativas utilizadas
na construção de textos, no fragmento, está presente

Pela forma como as informações estão organizadas, observase
que, nessa peça publicitária, predominantemente, busca–se
Por volta do ano de 700 a.C., ocorreu um importante
invento na Grécia: o alfabeto. Com isso, tornou–se
possível o preenchimento da lacuna entre o discurso
oral e o escrito. Esse momento histórico foi preparado
ao longo de aproximadamente três mil anos de evolução
e da comunicação não alfabética até a sociedade grega
alcançar o que Havelock chama de um novo estado
de espírito, “o espírito alfabético", que originou uma
transformação qualitativa da comunicação humana.
As tecnologias da informação com base na eletrônica
(inclusive a imprensa eletrônica) apresentam uma
capacidade de armazenamento. Hoje, os textos
eletrônicos permitem flexibilidade e feedback, interação
e reconfiguração de texto muito maiores e, dessa forma,
também alteram o próprio processo de comunicação.
CASTELLS, M. A. Era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo:
Paz e Terra, 1999 (adaptado).
Com o advento do alfabeto, ocorreram, ao longo da
história, várias implicações socioculturais. Com a Internet,
as transformações na comunicação humana resultam
Diante do número de óbitos provocados pela gripe H1N1
– gripe suína – no Brasil, em 2009, o Ministro da Saúde
fez um pronunciamento público na TV e no rádio. Seu
objetivo era esclarecer a população e as autoridades
locais sobre a necessidade do adiamento do retorno às
aulas, em agosto, para que se evitassem a aglomeração
de pessoas e a propagação do vírus.
Fazendo uso da norma padrão da língua, que se pauta
pela correção gramatical, seria correto o Ministro ler, em
seu pronunciamento, o seguinte trecho:
Riqueza ameaçada
Boa parte dos 180 idiomas sobreviventes está ameaçada
de extinção – mais da metade (110) é falada por menos de
de 500 pessoas. No passado, era comum pessoas
serem amarradas em árvores quando se expressavam
em suas línguas, lembra o cacique Felisberto Kokama,
um analfabeto para os nossos padrões e um guardião da
pureza de seu idioma (caracterizado por uma diferença
marcante entre a fala masculina e a feminina), lá no
Amazonas, no Alto Solimões. Outro Kokama, o professor
Leonel, da região de Santo Antônio do Içá (AM), mostra
o problema atual: “Nosso povo se rendeu às pessoas
brancas pelas dificuldades de sobrevivência. O contato com
a língua portuguesa foi exterminando e dificultando
a prática da nossa língua. Há poucos falantes, e com
vergonha de falar. A língua é muito preconceituada entre
nós mesmos".
Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento, nº 26 , 2007
O desaparecimento gradual ou abrupto de partes
importantes do patrimônio linguístico e cultural do país
possui causas variadas. Segundo o professor Leonel,
da região de Santo Antônio do Içá (AM), os idiomas
indígenas sobreviventes estão ameaçados de extinção
devido ao