“Mais uma vez, ao longo dos anos, me ponho em frente
de páginas em branco para escrever sobre o processo de
alfabetização de adultos. Parece-me interessante salientar
que o fato de haver tratado várias vezes este assunto
não mata em mim nem sequer diminui um certo estado
de espírito, típico de quem discute pela primeira vez um
tema. É que para mim, não há assuntos encerrados. É
por isso que penso e re-penso o processo de alfabetização
como quem está sempre diante de uma novidade,
mesmo que, nem toda vez tenha novidades sobre que falar.
Mas, ao pensar e ao re-pensar a alfabetização, penso
ou re-penso a prática em que me envolvo. Não penso ou
re-penso o puro conceito, desligado do concreto, para,
em seguida, descrevê-lo” (Freire, 1991). Considerando a
obra A Importância do Ato de Ler, de Paulo Freire (1991),
sobre o processo de alfabetização, é correto afirmar que
Anna Rosa F. Santiago (In: Veiga, 2010) defende que se
pretendemos inscrever a escola na ordem das mudanças
institucionais exigidas pelo atual momento histórico é
preciso que o projeto político-pedagógico (PPP) assumido
pela comunidade escolar esteja estruturado em dois
eixos básicos reciprocamente determinantes
Na acepção de Morin (2007), preparar-se para nosso mundo
incerto é esforçar-se para pensar bem, é exercitar um
pensamento aplicado constantemente na luta contra falsear
e mentir para si mesmo, o que nos leva, uma vez mais,
ao problema da “cabeça bem-feita”. Do ponto de vista da
formação do professor, é fundamental superar a fragmentação
do conhecimento, considerando diversos aspectos
da condição humana. Segundo o autor, a condição humana
está marcada por duas grandes incertezas:
A meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei Federal no 13.005/2014) consiste em elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. Para tanto, de acordo com a meta 9 do PNE, uma das estratégias é
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira e Africanas constituem-se
de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento,
execução e avaliação da Educação, e têm por
meta, promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes
no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do
Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo
à construção de nação democrática (Resolução CNE/CP
no 01/2004, artigo 2o). Para corroborar com o combate às
práticas e discursos discriminatórios, o artigo 6o § Único
da Resolução define que os casos que caracterizem racismo
serão tratados como