Isso mesmo, você não leu errado: o filme dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles é repleto de metáforas, metonímias e discussões que envolvem o sociólogo francês Lucien Goldmann e o pensador alemão Max Weber.

Em um futuro próximo, o povoado de Bacurau – no sertão de Pernambuco, some misteriosamente do mapa. Então, uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer e por consequência os moradores da cidade tentam reagir. Confira o trailer:

Premiado em Cannes, o filme estreou no Brasil no 47.º Festival de Gramado e nos cinemas brasileiros em 29 de agosto e segue em cartaz em diversas salas pelo país. Bacurau ganhou o Prêmio do Júri em Cannes e saiu vitorioso também na categoria de melhor filme no Festival de Cinema de Munique.

Sociologia em Bacurau

Segundo Roberto Bitencourt da Silva – historiador e cientista político, em sua coluna no jornal CGN – a produção, o elenco e os diretores de bacurau desempenham papel ao qual o sociólogo francês Lucien Goldmann – que teoriza a função criadora dos sujeitos imersos na produção cultural, sobretudo escritores – classificaria como “sujeitos transindividuais”: intelectuais que não somente organizam difusos diagnósticos e visões de mundo, como oferecem coerência e respondem a perspectivas, atitudes, ideias e anseios que circulam em setores da sociedade.

Ele também ressalta que alguns personagens e certas situações retratadas em Bacurau demostram semelhanças com o recurso sociológico dos “tipos ideais”, a que se refere o pensador alemão Max Weber. Há personificação de agentes sociais, econômicos e políticos, com seus comportamentos “médios” ou suas expectativas de ação corrente. E também espelham fenômenos coletivos, dotados da capacidade de representação dos problemas nacionais e das suas eventuais respostas e iniciativas equacionadoras.

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Metáfora e metonímia em Bacurau

No portal DM.COM.BR Marcus Vinícius Beck comenta que Bacurau surpreende o espectador e o leva a reflexões sobre o cenário que se instalou no Brasil desde o impeachment de Dilma Rousseff (em 2016), sendo idealizado na era Temer e no ponto para ser distribuído às salas de cinema no primeiro ano da era Bolsonaro.

Parafraseando um conceito do crítico de cinema Ismail Xavier, ele afirma que o filme, com suas metáforas que ridicularizam um líder político e cenas que mostram, entre outras coisas, livros sendo despejados no chão em frente a uma escola, é a perfeita “alegoria do subdesenvolvimento”.

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Questão de sociologia em concurso

Em um concurso realizado em 2010 pela banca Escola de Administração Fazendária (ESAF) para o cargo de Analista de Planejamento e Orçamento, o pensador Max Weber foi citado em uma questão, confira:

Karl Marx e Max Weber foram, certamente, os pensadores mais originais dos séculos XIX e XX, respectivamente. As contribuições às Ciências Sociais de ambos ainda geram calorosos debates. A partir da concepção desses autores, destaque aquela afirmativa que não corresponde ao pensamento dos mesmos.

a) Weber destaca duas acepções de política: uma mais geral, entendida como qualquer tipo de liderança em ação, e outra mais restrita, como liderança de um tipo de associação específica, ou seja, em outras palavras, liderança de Estado.

b) O poder político é, para Marx, “a expressão dos antagonismos das classes na sociedade burguesa”.

c) Para Weber, os poderes, em uma dominação tradicional, são determinados, inter alia, pela existência de uma esfera arbitrária de graça, aberta a critérios variados, como os de razão de Estado, justiça substantiva, considerações de utilidade, entre outros.

d) Em relação à ideologia, Marx considerava o indivíduo como parte de um todo. O sujeito social é, ao mesmo tempo, produtor e produto deste mundo. Marx avalia o homem, portanto, partindo de sua dimensão especulativa e naturalista para chegar à análise da sua existência e função enquanto integrante de uma classe social em luta com outras classes.

e) O exercício de autoridade, para Max Weber, em estados tradicionais pode ser defi nido por um sistema de status, cujos poderes são determinados, em primeiro lugar, por prescrições concretas de ordem tradicional e, em segundo lugar, pela autoridade de outras pessoas que estão acima de um status particular em um sistema hierárquico estabelecido.

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Questões sobre metonímia e metáfora em concursos

No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2014 uma questão utilizou de metáfora:

Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais o de violência sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para

a) informar crianças vítimas de abuso sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para erradicá–la.

b) denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na cadeia.

c) dar a devida dimensão do que é abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da denúncia.

d) destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado dos responsáveis nesse período.

e) chamar a atenção para o fato de o abuso infantil ocorrer durante o sono, sendo confundido por algumas crianças com um pesadelo.

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E sobre metonímia, uma questão apareceu no concurso da Fundação Regional Educacional de Avaré/SP para o cargo de Escriturário, em 2018:

Temos a figura de linguagem conhecida por metonímia em:

a) Bebi uma Sprite.

b) Chutei o pé da cadeira.

c) Plínio foi para o reino de Deus.

d) Chorei rios de lágrimas.

e) As árvores estavam felizes com a chegada da primavera.

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