A língua portuguesa sempre foi complexa, e estudar gramática para concursos nunca foi fácil. Para alguns, o novo acordo ortográfico deixou a matéria ainda mais difícil.

Interpretação de textos e gramática sempre fazem parte dos conteúdos de língua portuguesa para concursos. Enquanto a primeira se mantém relativamente imutável, a segunda, para muitos concurseiros, se tornou tarefa praticamente impossível, graças ao novo acordo ortográfico.

prova de portugues em concurso

O que é o novo acordo ortográfico?

O objetivo do novo acordo ortográfico nunca foi tornar o estudo de gramática para concursos e outros exames mais complexa. Na verdade, é o inverso: ele veio para simplificar as coisas.

Não foi só por aqui que as coisas mudaram. Todas as nações lusoparlantes fizeram modificações, com o objetivo de aproximar as variantes do português faladas mundo afora.

Apesar de ter sido ratificado pelo Brasil em 2009, ele só se tornou obrigatório em 2016, justamente para proporcionar um período de adaptação às novas normas.

O novo acordo criou um novo tipo de questão de gramática nos concursos. Desde a sua obrigatoriedade, muitas bancas passaram a fazer questões estilo “pegadinha”, colocando a regra antiga, agora incorreta, como se estivesse correta.

Por essa razão, não basta saber as novas normas: para fazer uma prova de concurso sem medo, ainda é importante saber como eram as regras antigas, como elas mudaram e quais foram suas consequências.

novo acordo ortografico para concursosOu seja: foi-se o tempo em que o estudo de língua portuguesa para concursos consistia em decorar. Agora, só consegue a sonhada aprovação em concursos públicos quem de fato entende o conteúdo! Para oferecer melhores condições de aprendizado para o público, os cursos para concursos precisaram ser adaptados de acordo com as novas regras.

Algumas delas, como o fim do acento trema, foram mais fáceis de processar. Outras geram dúvidas até hoje, quase dois anos depois da obrigatoriedade do novo acordo. Confira três delas, que merecem muita atenção de quem quer passar em concurso público:

1 – Uso do hífen

O uso do hífen sempre foi um dos temas mais difíceis entre todos os conteúdos de gramática para concursos. Só que o novo acordo ortográfico virou a regra de cabeça para baixo: quem tinha aprendido, tem que reaprender!

A boa notícia é que, nisso, o novo acordo conseguiu facilitar bastante a vida dos concurseiros. As novas regras são:

  • Letras iguais devem ficar sempre separadas. Exemplos: “anti-inflamatório” e “supra-auricular”.
  • Letras diferentes devem ficar juntas. Exemplos: “neoliberalismo” e “extraoficial”.

Entretanto, esta última regra tem exceções. Veja:

  • Quando o segundo termo começa com H, o termo leva hífen. Exemplo: “anti-higiênico”.
  • Se o prefixo termina em vogal e o sufixo leva R ou S, eles serão dobrados. Exemplos: “minissaia” e “contrarregra”.

ATENÇÃO: quando o R ou S “se encontram”, continuam separados. Exemplo: super-requintado.

2 – As regras de acentuação: oxítonas e monossílabos

As regras de acentuação estão entre o que mais mudou no novo acordo ortográfico. Há uma regra em específico que tem muito potencial para confusão: as palavras oxítonas e monossílabas.

Conforme a regra antiga, elas levavam acento nas mesmas situações. Entretanto, para a gramática, tratava-se de regras diferentes.

Com o novo acordo ortográfico, as palavras monossílabas e oxítonas continuam levando acento nos mesmos casos. Acontece que o acordo, agora, considera ambas como parte da mesma regra!

O que isso muda na resolução das provas de português para concursos? Simples: se a questão apresentar uma palavra monossílaba () e uma oxítona acentuada (ca) e afirmar que elas levam acentos devido a regras diferentes, a alternativa está INCORRETA! É um dos casos nos quais a banca tenta confundir o candidato trazendo uma afirmação da regra antiga como certa. Não caia nessa!

3 – Queda do acento diferencial

Continuando no rol das regras de acentuação, outra mudança foi a queda do acento diferencial, que existia para distinguir palavras escritas de modo semelhante, mas pronunciadas de modo diferente. Entretanto, pelo hábito de quem foi alfabetizado na regra antiga, muitos candidatos erram a grafia na redação e assinalam alternativas incorretas na prova objetiva.

Por exemplo: na regra antiga, o acento circunflexo diferenciava a preposição “pelo” do substantivo “pêlo”. Agora, isso não existe mais: é “pelo”, independentemente do que estiver falando!

Acontece que essa regra também tem exceções, e é aí que as questões de gramática nos concursos pegam os candidatos. Por exemplo: dizer “ele tem” e “eles têm” continua correto. O mesmo acontece com o verbo poder, nas conjugações “pode” (presente) e “pôde” (passado). Esse é um dos poucos casos nos quais não tem jeito: tem que decorar.

4 – Inclusão das letras “estrangeiras” no alfabeto

A língua portuguesa carrega muitos dos chamados estrangeirismos. São palavras de outros idiomas, principalmente do inglês, que são usadas de forma tão corriqueira que parecem fazer parte do nosso idioma.

Entretanto, nem todo mundo sabia que as letras nelas usadas não estavam no alfabeto da língua portuguesa. Com o novo acordo ortográfico, W, K e Y foram incorporados oficialmente ao idioma.

Ou seja: caso apareça uma questão dizendo que certos nomes, como Wagner e Yasmin, têm letras que não fazem parte do alfabeto, não tenha dúvida: está incorreta!

 

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Uma resposta para “Gramática para concurso: 4 regras do novo acordo ortográfico que você tem que saber”

  1. ROBERTO CARLOS HONORIO disse:

    OTIMAS DICAS…

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