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Estudar para concursos públicos: saiba como em 10 passos!

Publicado em 28 de novembro de 2017 por - Comentar

estudar para concursos públicosA grande maioria dos concurseiros quer saber: como estudar para concursos públicos de forma eficiente tantos conteúdos diferentes e, muitas vezes, desconhecidos?

Conheça as dificuldades e desafios e saiba como estudar para concursos públicos, veja abaixo os 10 passos que poderão fazer diferença na sua aprovação!

1 – Organizar um plano de estudos

Definir quais são os horários de estudo – e quais não são – permite uma redução do nível de cobrança sofrido pelo candidato. Você pode elaborar um quadro mensal com as atividades obrigatórias de cada dia (trabalho, aulas, feriados e outros afazeres).

A partir daí, considerando o tempo que será dedicado ao estudo,distribua as disciplinas, buscando colocar todas a cada semana ou, no máximo, a cada quinzena – para que nenhuma fique muito tempo sem revisão -, lembrando de deixar intervalos a cada hora e meia ou duas horas de estudo.

Mas lembre-se, o quadro de estudo é um norteador, um ideal a se buscar. Não há motivo para desanimar se algo sair do controle – isso é natural, afinal, a vida é dinâmica. O objetivo é sempre tentar cumprir da melhor forma possível a meta estabelecida.

2 – Aumentar ou reduzir tempo de estudo

Há situações em que você sente-se motivado e percebe que tem condições de estudar por mais tempo do que o estabelecido. Se isso acontecer regularmente, talvez seja o momento de aumentar um pouco o período de estudo no quadro de horários (desde que não comprometa horário de sono).

O inverso também pode acontecer: você estabeleceu determinada duração para o estudo, mas observa que não consegue render ao final do período. Talvez seja melhor alterar o quadro de horários, reduzindo o tempo de estudo até ter reais condições de aumentá-lo novamente. Isso evitará a sensação de frustração por não cumprir a meta, que pode ter resultados desastrosos no longo prazo.

3 – Vencer preguiça, cansaço e inércia

O desejo de conquistar uma vida melhor já deveria ser o suficiente, mas sabemos que as coisas nem sempre funcionam assim. Além disso, para quem também trabalha o dia todo, é preciso reunir forças para iniciar um segundo turno de atividade (estudar).

Estipular uma meta para o dia ajuda bastante – o quadro de estudos com horários e matérias, sugerido no primeiro passo é muito importante. É mais simples cumprir algo já definido do que decidir na hora, quando outros fatores podem interferir desfavoravelmente.

É preciso dar um passo de cada vez, evitando as distrações do caminho: acordar na hora combinada e fazer apenas o que for preciso para iniciar os estudos (alimentação, banho, troca de roupa). Ligar computador ou TV antes do estudo é um risco enorme – o que começa com apenas alguns minutos de pesquisa ou relaxamento tende a se prolongar indefinidamente e um período inteiro de estudo poderá ser perdido. O mesmo acontece para quem estuda à noite, após o trabalho.

A preparação para concursos é semelhante ao treino de um atleta. O ritmo é construído com o tempo e a continuidade. Ainda assim, há períodos em que você está mais comprometido e outros em que fatores diversos interferem no cumprimento do plano. O importante é seguir sempre, em maior ou menor ritmo.

4 – Manter o interesse nos estudos

Com certeza você tem aquelas matérias preferidas, que tem mais facilidade e também as que considera mais difíceis. Porém, mesmo sabendo que a prova cobrará todas elas, não estude apenas o que mais gosta, deixando para trás as outras. O plano de estudo ajuda a corrigir essa tendência e até a invertê-la: o ideal é dedicar mais tempo ao que menos se sabe.

O cérebro obedece aos comandos recebidos, sem questionar. Portanto, é mais produtivo olhar para todas as matérias como passaportes para a vaga, sem carimbá-las com a marca da rejeição, que será captada pelo cérebro e só tornará tudo mais difícil.

O estudo dinâmico ajuda a superar as distrações e, para isso, a resolução de exercícios logo após a leitura da teoria faz com que você compreenda melhor os conteúdos, perceba detalhes e inicie a fixação, tudo de forma natural.

5 – Não esquecer o que já foi estudado

Quando chegar ao fim de uma matéria, volte ao início sucessivas vezes, até a aprovação. Essa repetição levará à memorização definitiva dos conteúdos. Mas, a cada retorno o procedimento deve ser modificado, a fim de manter o interesse e aprofundar o conhecimento.

Se na primeira vez você apenas leu a teoria e fez exercícios didáticos de cada ponto, na segunda vez poderá repetir o procedimento anterior (teoria + exercícios) acrescentando a elaboração de fichas-resumo. Essa é a etapa mais trabalhosa do estudo, mas é essencial, porque além de permitir a organização das informações já conhecidas, produz material valioso para revisões futuras.

6 – Preparar o material para revisões

Depois que já tiver alguma noção do conteúdo da disciplina, é possível sublinhar as informações mais importantes e, a partir daí, preparar fichas-resumo que ajudarão você a estudar para concursos públicos. A ideia é criar quadros, esquemas e itens que permitam lembrar com facilidade a teoria estudada. Exceções e casos especiais devem ser ressaltados, bem como detalhes importantes, que ajudem na solução das questões de prova.

Todas as fichas devem ter o título da matéria e ser numeradas. Cada ficha deve ter o subtítulo do assunto. As informações devem ser colocadas de forma organizada, privilegiando o aspecto visual. O uso de cores diferentes é interessante, para ressaltar informações similares, mas é importante não poluir demais. Por exemplo: conteúdo básico em azul, exceções em vermelho, detalhes complementares a lápis. É prudente deixar espaço para inclusões futuras de novas informações, como veremos a seguir.

A proposta da ficha-resumo é bem diferente dos tradicionais resumos ao estudar para concursos públicos. Não se utilizam textos corridos, pontuações nem palavras que não sejam essenciais ao entendimento. A função da ficha é ajudar o candidato a lembrar informações que ele já conhece e, para isso, bastam palavras-chave.

7 – Saber se é preciso aprofundar mais nos estudos

Muitas vezes acontece de você achar que sabe bem toda a teoria, mas sofre uma decepção quando vai fazer a prova do seu concurso. Isso pode ocorrer por não ter verificado o nível de profundidade exigido, afetando a preparação adequada. A melhor forma de medir se a abrangência e profundidade do estudo está suficiente é conhecer provas de concursos já realizados, para o mesmo nível de escolaridade e, se possível, para a mesma área de concurso.

Não adianta utilizar provas muito antigas, pois há diferença entre em relação ao nível de complexidade das questões. Assim, o melhor é trabalhar questões de concursos realizados há até dois anos ou, no máximo, três. É importante também estar atento a gabaritos que possam estar desatualizados, em razão de alterações nas disciplinas. Informática e legislação, por exemplo, sofrem constantes modificações.

8 – Não esquecer o conteúdo já visto

A partir do momento em que uma disciplina estiver totalmente fichada, vai passar para a fase de manutenção – que continua até a aprovação – para que o conhecimento adquirido não seja perdido.

Independentemente de como estejam outras matérias, no período de estudo da matéria já fichada você deve, uma vez por mês, revisar todas as fichas. A partir daí, em todos os períodos seguintes destinados àquela disciplina, resolva provas anteriores sem consulta ao material.

Depois de conferir o gabarito, retorne às fichas para reler o assunto de cada questão. Caso as informações da ficha estejam incompletas, será necessário buscar mais uma vez a teoria no material de apoio (videoaulas, livros e anotações) e incluir na ficha. Você deve garantir que tudo o que já foi visto sobre aquela disciplina estará anotado e organizado num mesmo lugar.

Além disso, todo o conteúdo da matéria passa por revisões mensais completas e revisões pontuais a partir das provas. Dessa forma, os assuntos que costumam ser mais cobrados serão, naturalmente, mais revisados.

9 – Incluir novas matérias no plano de estudos

Sabemos que estudar para concursos públicos envolve um número grande de disciplinas. Iniciar o estudo pelo grupo de matérias básicas permite que você dedique mais tempo a poucas matérias e aumente rapidamente o seu conhecimento em relação àquele grupo.

Posteriormente, poderá reduzir um pouco o tempo dedicado ao grupo inicial liberarando horas de estudo para, gradativamente, incluir outras disciplinas, sem abandonar as primeiras. Esse procedimento é sucessivo, você vai passando algumas disciplinas para a fase de manutenção e acrescentando novas, até ter condições de estudar todo o conjunto necessário, que pode chegar a até 20 matérias, simultaneamente.

10 – Observar e corrigir os pontos fracos

Qualquer projeto de médio/longo prazo exige ajustes de estratégia durante o percurso e não seria diferente na preparação para concurso público. A cada mês de estudo, trace novas metas, preparando um novo quadro de horários, com base na observação de seu desempenho no período anterior.

Nesse aspecto, reprovações – tão comuns no caminho dos concurseiros – não devem ser vistas como fracassos, mas também devem funcionar como uma oportunidade para você rever suas estratégias e ajustar a preparação. Afinal, depois de conquistada a vaga, ninguém mais se lembrará de quantas batalhas foram travadas; apenas da vitória!

Com informações do G1

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