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Memória para potencializar os estudos dos concurseiros

Publicado em 7 de novembro de 2017 por - Comentar

memóriaDescuidar da memória e confiar totalmente na internet pode ser prejudicial. Além de estudar com as videoaulas atuais, específicas e essenciais do Aprova, saiba como potencializar sua mente para melhorar nos estudos para concursos públicos!

Potencialize sua memória

Cícero conta em sua obra dedicada à oratória que o precursor da mnemotécnica, Simônides de Ceos, sobreviveu ao desabamento de uma casa onde participava de um banquete porque ausentou-se brevemente. Simônides foi o único capaz de identificar os corpos dos comensais, porque se recordava do lugar que cada um ocupava durante a festa. Ao associar cada pessoa a um espaço concreto, poderia se lembrar dos seus nomes, criando o método chamado loci (lugares, em latim).

O fato narrado anteriormente ocorreu em torno do ano 500 a.C. não só não havia celulares nem computadores como também eram pouquíssimos os que sabiam escrever, razão pela qual a memória era um aliado muito valioso. Hoje, entretanto, é provável que muitos não saberiam o que responder diante de uma tragédia como a que Simônides presenciou.

Relação entre memória e inteligência

Uma das pernas sobre as quais se assenta a inteligência é a memória, afirmam Miguel Ángel Vergara e José María Bea, ases da memorização. Vergara é campeão mundial de memória rápida (as provas consistem em memorizar rapidamente decimais ou figuras coloridas que se sucedem a grande velocidade), enquanto Bea é vice-campeão espanhol de memória de fundo (nesta competição há diferentes provas, nas quais os participantes precisam memorizar números, rostos, nomes, cartas etc.).

Vergara e Bea são autores de um livro sobre o tema “Consigue una Memoria de Elefante” em que afirmam que “Ninguém admite ter pouca inteligência, mas sim pouca memória”, diz Bea, para quem desenvolver boas capacidades de memorização é algo totalmente compatível com o raciocínio. “Na verdade, as duas coisas mantêm uma relação feliz e se complementam à perfeição.”

Bea contou ao El País que seu primeiro contato com a mnemotécnica foi resultado de um fascículo de magia (“não era um truque, era uma técnica”, observa). O que o levou a se aprofundar no assunto foram as notas ruins que tirou no primeiro ano de faculdade. “Foi de grande utilidade, mesmo sendo um curso de exatas [ele estudou engenharia informática]. Em qualquer currículo há informação a memorizar e posteriormente aprender”, diz.

Se você passar o dia todo no sofá, o corpo se acostumará, oque poderá levar ao desperdício das capacidades do cérebro. Bea acredita que realmente é possível melhorar bastante. “Muitas vezes se compara com a memória dos computadores, e isso é complicado, pela forma como memorizamos e recordamos. Não sabemos até que ponto nem como compará-la a uma máquina. O que está claro é que, com treino, até mesmo pessoas de idade avançada melhoram”, aponta.

Para os autores o treinamento mnemotécnico pode ser comparado com um treino de academia. Porém, a maioria das pessoas, não consegue melhorar suas capacidades de memória apenas com repetição. Veja dicas extraídas do livro de Vergara e Bea que podem ajudar:

Absume

Também chamado de os “quatro mandamentos” fazem referência aos quatro pilares básicos sobre os quais as técnicas de memorização se assentam. Devem estar presentes na seguinte ordem para que a memorização seja efetiva:

  1. Absurdo
    O que é chato e monótono tem poucas chances de chamar a atenção, e é fácil de esquecer. Para favorecer o armazenamento eficaz do que se visualiza, o que melhor funciona é contextualizar os elementos em cenas absurdas, extravagantes, ilógicas.
  2. Substituir
    É importante substituir tudo o que for difícil de visualizar. Por exemplo, se não for possível visualizar a palavra felicidade, você pode substituí-la por um confete gigantesco.
  3. Movimento.
    Dar movimento às cenas para conseguir imagens mais vivas e fortes fortalece a lembrança.
  4. Exagerar.
    Convém exagerar ao máximo a imagem a guardar, porque isso terá um maior impacto na sua lembrança.

Palácio da memória

Os romanos usavam essa técnica que consiste em criar um itinerário de lugares ou cômodos familiares, aos quais serão associados diversos elementos do discurso, a fim de favorecer sua memorização. O percurso que os oradores costumavam usar era a sua própria residência. O motivo é que os elementos são mais facilmente recordados se estiverem visualmente integrados de forma sólida com os lugares aos quais foram associados.

O primeiro passo é pensar num lugar familiar, como a sua casa. Percorra-a mentalmente para selecionar os lugares onde serão colocados os objetos associados. É importante poder visualizá-los claramente e percorrê-los sempre na mesma ordem.

Imagine que precisas memorizar a seguinte lista de tarefas: mandar um e-mail a Maria; comprar meias tres-quartos; ir à peixaria comprar salmão; ir à aula de spinning; devolver o livro do Harry Potter na biblioteca.

A aplicação da técnica do palácio da memória funcionaria assim:

  • Escrever para Maria: Entro na minha casa e, na porta, visualizo um computador com uma tela grande em formato de envelope (e-mail) e algumas bolachas Maria.
  • Comprar meias três-quartos: Entro no quarto da minha irmã. Sobre a cama há uma meia três-quartos gigante.
  • Comprar salmão: Entro na cozinha e encontro uma peixaria onde um padre faz um sermão (substitui salmão).
  • Ir à aula de spinning. Entramos no banheiro e há uma bicicleta dentro do box.
  • Devolver o livro na biblioteca. Entro na sala de estar, que se transforma numa grande biblioteca, com paredes que se deslocam e quadros que se movem, como nos filmes de Harry Potter.

Com informações do El País

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