Descubra o segredo para estudar algo chatoEstudar assuntos considerados “chatos” é uma obrigação para quem deseja ser aprovado em concurso público. Se você gosta mais de matérias de exatas precisa encontrar motivação para assistir às aulas de história e literatura. Por outro lado, quem tem perfil de humanas precisa mergulhar nos livros de física e matemática!

Mas saiba, é possível aprender a gostar de uma área do conhecimento que você sempre achou que detestava. E o esforço vale a pena! Ao expandir os seus temas de interesse, você amplia os seus horizontes e pode ir mais longe na sua preparação.

Mudança de mentalidade

A professora norte-americana Barbara Oakley, autora do livro “Mindshift: Break through obstacles to learning and discover your hidden potential” (Mudança de mentalidade: Supere obstáculos para aprender e descobrir o seu potencial oculto), conta que detestava as aulas de matemática durante toda a sua vida escolar. Hoje, é professora de engenharia na Oakland University.

“Uma versão mais jovem de mim teria ficado chocada ao descobrir que, no futuro, eu seria professora de engenharia, encantada com números e confortável com o mundo da tecnologia”, escreve Oakley. Com base na própria experiência pessoal e em diversos estudos sobre o assunto, ela criou um método para ser capaz de estudar algo desinteressante com algum prazer.

Descubra o segredo para estudar algo chato

Busque um gatilho de motivação

Você morre de tédio com aulas de geografia? Sofre para decorar fórmulas de química? Um motivo provável é que você considera esses assuntos inúteis. Aí está o segredo para gostar (ou odiar): o uso que você pode fazer do tema na sua vida.

O primeiro passo é tentar encontrar um motivo para aprendê-lo. Segundo Oakley, um dos melhores gatilhos de motivação é a busca por uma vida mais feliz e confortável. Aos 26 anos de idade ela vislumbrou a possibilidade de conseguir um emprego melhor no Exército, onde até então trabalhava numa função de pouco prestígio.

“Desejar uma mudança faz com que, mentalmente, você compare a sua situação atual (por exemplo, empregado como assistente administrativo) com o lugar em que poderia estar (como um funcionário público de alto gabarito certificado em contabilidade)”, explica ela. Os livros mais tediosos podem parecer atraente se forem encarados como chave para um horizonte melhor.

Drible a dor

Pesquisadores da Universidade de Chicago perceberam que até pensar num assunto que você detesta ativa uma parte do cérebro envolvida com a experiência da dor. A reação natural do corpo é a fuga.

Ao começar a estudar aquele assunto chato, você ficará muito mais suscetível a distrações e provavelmente começará a adiar a tarefa. Das muitas técnicas para vencer a procrastinação, a favorita de Oakley é a Pomodoro.

Desligue todas as possíveis distrações, como celulares ou computadores, e trabalhe por 25 minutos ininterruptos, contados no relógio. Passado esse tempo, levante e busque uma recompensa, como uma xícara de café ou uma boa música. Volte para mais 25 minutos de atividade sem pausas, e assim por diante.

Formando blocos de estudo altamente produtivos, você tem a chance de finalmente entender aquela disciplina que sempre pareceu misteriosa para você. Ganhando familiaridade com o assunto, você pode descobrir que até gosta do assunto, e até procurar se aprofundar nele.

Tenha paciência consigo mesmo

Compreender que é perfeitamente normal não entender algo de primeira ajuda a melhorar a sua relação com o estudo.

Na infânfia Oakley achava que a sua dificuldade para assimilar um novo conceito matemático era resultado de uma completa inaptidão para os números. Essa certeza a afastou cada vez mais do assunto.

Só quando já estudava para se tornar engenheira, ela percebeu que não precisava compreender todos os conceitos de cálculo instantaneamente. Livre da ideia de que não tinha “jeito” para aquele assunto, ela persistiu pacientemente nos estudos e acabou descobrindo seu talento.

Quebre o estudo em pedaços

A maioria das pessoas, ao estudar um assunto com o qual tem pouca afinidade, tenta estudar tudo de uma vez, para fazer o “tormento” passar mais rápido. Não funciona: “Ninguém consegue cantar uma música depois de ouvi-la uma única vez”, diz Oakley.

A melhor forma de aprender algo difícil, de acordo com a professora, é quebrar o assunto em vários “pedaços”. Imagine-se diante de um exercício aparentemente impossível de matemática, por exemplo. O conselho de Oakley é tentar resolvê-lo sem olhar a resposta. Não conseguiu? Tente de novo amanhã, e novamente nos dias seguintes, até conseguir.

A prática diária e insistente de uma nova habilidade é essencial para assimilá-la. Não é diferente com aprendizados práticos, como dirigir um carro. “Cada dia de estudo com foco, seguido por uma boa noite de sono, vai fortalecer novos padrões neurais”, explica ela.

Com informações da Revista Exame

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