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Otimismo para atingir seus objetivos

Publicado em 19 de julho de 2017 por - Comentar

otimismoPessoas que enfrentam a vida com otimismo e perseverança conseguem seus objetivos com mais facilidade

O psicólogo Robert Rosenthal publicou na década de 1960 um artigo na American Scientist sobre o efeito das expectativas dos pesquisadores nos resultados dos experimentos. Esse tipo de profecia auto-realizável também estaria presente nas escolas. O otimismo dos professores sobre os alunos poderia influenciar no rendimento acadêmico. Lenore Jacobson, diretora de uma escola pública da Califórnia, entrou em contato com Rosenthal e anos mais tarde, ambos assinaram um dos estudos psicológicos mais importantes da década: “O efeito pigmalião na sala de aula“. 

A mitologia grega diz que Pigmalião era um príncipe que, procurando a mulher perfeita para se casar, decidiu esculpi-la numa pedra. Noite e dia, entalhava a rocha para adaptá-la à imagem que ele tinha em sua mente da mulher ideal. Tanto fez que acabou se apaixonado por sua própria criação, que chamou de Galateia. Tamanho era seu o amor que a deusa Vênus teve pena dele e deu vida à estátua. E os desejos de Pigmalião se tornaram realidade.

Ambos analisaram um total de 320 estudantes de seis cursos com um teste de inteligência. Após verem que não havia grandes diferenças entre eles, selecionaram ao acaso 65 desses alunos, e produziram relatórios falsos aos professores. Indicaram que eles tinham obtido resultados extraordinários na prova, acima da média, induzindo ao pensamento de que deles era possível esperar muito. Terminado o curso, repetiram a mesma prova de inteligência com todos os alunos. Aqueles que haviam sido falsamente rotulados de “mais inteligentes” mostraram aumentos no coeficiente intelectual.

As expectativas de otimismo criadas pelos professores sobre os alunos, inicialmente iguais aos demais, fizeram com que eles acabassem despontando nos testes de inteligência. Para os autores do estudo, contar com essa informação fazia com que os professores dessem, inconscientemente, um tratamento diferente aos selecionados. Sorriam com mais frequência para eles, mantinham contato visual por mais tempo e demonstravam elogios de forma mais clara.

Movimento new age e o poder infinito da mente

O movimento new age se apropriou dessas ideias, criando o mito de que o poder da mente é praticamente infinito. Bastaria desejar algo com a força suficiente para que se transformasse em realidade. Paulo Coelho expressou essa ideia: “Quando você quer realmente uma coisa, todo o Universo conspira para que realize o seu desejo.” Porém, essas interpretações exageradas podem dar um resultado contrário, levando à falta de ação e consequente fracasso.

Em seu artigo no El País, Alberto Soler afirma que o universo não fará nada se não houver uma atitude que crie condições necessárias. As decisões e ações que geram as condições necessárias para os acontecimentos. Os alunos daquele colégio da Califórnia rotulados como os “mais inteligentes” receberam uma atenção privilegiada por parte dos professores. Isto lhes permitiu um melhor desempenho acadêmico.

As expectativas geradas na hora de enfrentar determinada tarefa influem no nível de atividade cerebral – que, por sua vez, influi nas chances de sucesso ou fracasso. Isso foi observado em 2010 por um grupo de neurologistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Os indivíduos com mais otimismo mostram mais atividade no córtex parietal posterior do cérebro, que os pessimistas. E, quanto maior for a atividade nessa região, maior a chance de resolver com sucesso a tarefa encomendada.

Com informações do El País

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