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Argo – Dica de Filme

Publicado em 6 de julho de 2017 por - Comentar

ArgoA história real de uma fuga cinematográfica em Argo

Em 4 de novembro de 1979, no Irã, algumas dezenas de manifestantes invadiram a Embaixada dos EUA em Teerã, para cobrar os anos de apoio dado pelo governo de Washington ao xá Mohammad Reza Pahlevi.

Considerado pela população local como um ditador corrupto, opressor e vendido aos interesses ocidentais, Pahlevi foi deposto em fevereiro, por uma revolução islâmica que deu início ao regime dos aiatolás.

Na embaixada, 66 pessoas foram feitas reféns, acusadas de espionagem e de tentar desestabilizar o novo governo. Destas, 52 permaneceram presas por 444 dias. Na época os EUA cortaram relações diplomáticas com o Irã, e até hoje não há um consulado americano em território iraniano.

Conheça a história contada em Argo

O filme “Argo” conta a versão dos diplomatas americanos que escaparam. Sem que ninguém percebesse, seis funcionários da embaixada deixaram o prédio durante a invasão dos manifestantes e se refugiaram na casa do embaixador do Canadá. Para levá-los de volta ao território americano, o agente da CIA Antonio Mendez (interpretado por Ben Affleck) inventou um filme de ficção científica e criou identidades falsas para que eles se passassem por uma equipe canadense de cinema.

Para que a coisa realmente desse certo, Mendez contratou o maquiador John Chambers, famoso por seu trabalho na série “O planeta dos macacos”. A história, com alguns nomes trocados para proteger identidades, está relatada no livro “Argo — Como a CIA e Hollywood realizaram o mais estranho resgate da História”, escrito por Mendez com ajuda do jornalista Matt Baglio.

“Começamos nos perguntando que tipo de produção viajaria para o Irã. Como recentemente ‘Guerra nas estrelas’ fizera um sucesso estrondoso (e fora filmado na Tunísia), imediatamente pensamos que o gênero seria perfeito para nós. Histórias de ficção científica muitas vezes incorporavam elementos mitológicos e seria um ganho extra se pudéssemos achar algo que tivesse um tempero do Oriente Médio”, escreve Mendez em seu livro.

Confira abaixo o trailer:

O que é verdade e o que é ficção em Argo

No roteiro, os seis fugitivos se veem obrigados a se instalar na residência do então embaixador do Canadá, Ken Taylor. Na realidade, depois de várias noites – incluindo uma passada no complexo residencial da Embaixada do Reino Unido – o grupo foi dividido entre a casa de Taylor e a de outro funcionário da Embaixada canadense, John Sheardown.

Apesar de parecer absurdo o tema central realmente é verdadeiro. CIA preparava um plano espetacular para retirar os seis americanos do país em um voo comercial partindo do aeroporto Mehrabad, em Teerã, para o qual o grupo chegaria disfarçado como equipe de um filme.

Há uma sequência do filme em que os seis vão a uma locação em Teerã para criar a impressão de que realmente trabalham com cinema. Porém, a cena é total ficção. O embaixador canadense havia desencorajado fortemente qualquer ida a potenciais locações de um filme por causa de instabilidade nas ruas.

Atenção para o spoiler, se ainda não assistiu, sugerimos que pare por aqui na sua leitura! Os guardas iranianos se dão conta de que o grupo que acabou de contar uma história mirabolante sobre a produção de um filme é na verdade formado pelos americanos fugitivos da Embaixada. Então, o grande clímax é uma perseguição na pista por membros da Guarda Revolucionária com arma em punho para tentar impedi-los de decolar.

Porém, um dos seis americanos, o diplomata Mark Lijek afirmou que “absolutamente nada disso aconteceu. A CIA tinha feito seu dever de casa e sabia que as autoridades iranianas de fronteira habitualmente não fazem qualquer tentativa de checar documentos. Marcaram um voo às 05h30 da manhã e os oficiais de imigração mal olharam para a gente. Tomamos um voo para Zurique e, em seguida, fomos levados para a residência do embaixador dos EUA em Berna.”

Reféns americanos receberam indenizações após 35 anos

Os 52 homens e mulheres, que ficaram 444 dias presos na embaixada em Teerã, receberam em dezembro de 2015 indenização de US$ 4,4 milhões cada um, ou US$ 10 mil por cada dia de sequestro, iniciado em 4 de novembro de 1979.

O acordo, em janeiro de 1981, feito para a libertação dos reféns proibia que as vítimas pedissem reparações ao governo do Irã. O pedido chegou a ser negado pela Suprema Corte do país. O Congresso tentou aprovar indenizações por meio de leis, mas não havia conseguido até então.

Com informações da BBC BrasilO Globo e Folha de São Paulo

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