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Aprova Atualidades 13 – Apropriação Cultural

Publicado em 3 de março de 2017 por - 2 Comentários

Hoje a professora Cleuza Cecato recebe o professor Leonardo Campoy para falar sobre apropriação cultural. Tema recorrente e muito relacionado à cultura negra.

Abaixo o material de apoio:

Texto de Eliane Brum para o El país

Texto do antropólogo Roberto DaMatta

Texto de Levi-Straus

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2 comentários

  • Patrícia Pires

    Olá Professora Cleuza,
    Gostaria de dar um ponto de vista meu. Eu vivi nos Estados Unidos sendo Latina numa época bem diferente da atualidade e seus movimentos globalizados e válidos. Convivi em uma Universidade com pessoas de todas as culturas, Indianos, Japoneses, Europeus, Americanos, Afros, Turcos, etc. Na época era bem diferente ser estrangeira nos Estados Unidos e latina. Havia boatos e alguns escritos por alguns alunos e de origem de línguas latinas eram considerados de cor, mesmo se Italianos, Franceses, sim Europeus, mesmo que brancos, loiros de olhos azuis. Todos enfrentavam alguma forma de preconceito, ainda, me falavam que mesmo que eu tivesse, na época, boa situação econômica, eu representava um país de terceiro mundo, não desenvolvido, palavras da minha amiga de Taiwan . Muito diferente da época Obama, em que muito se falou de abertura para os estrangeiros, atualmente, considero todos os movimentos globalizados por maior abertura para diversos segmentos, mas, acredito que tudo se esvazia quando se atravessa algumas fronteiras nessas reivindicações. Eu não realizei nenhum ato agressivo nos Estados Unidos por ser Latina e ter visto algumas situações de preconceito contra estrangeiros. Eu vivi oito meses num dado momento, outros seis meses com dezesseis anos e outro período de um mês com quatorze anos. Percebi muitos estrangeiros tentarem se apropriar dos símbolos americanos para se adaptarem aquela cultura outros não abriam mão de suas culturas. Eu morava num dormitório próximo ao Harlem e houve na época de 1991 e 92 um crime de um policial contra um rapaz de cor na Califórnia e houve grande revolta, o Harlem inteiro parecia ter tomado aquela área da Broadway e eu voltava para o meu dormitório porém nenhum deles agrediram ninguém. Protestaram e com muita razão. Não me lembro de ter visto nenhum dos meus colegas cometerem atos loucos. Desculpe ainda não li os textos mas sobre apropriação Cultural, outras culturas, raças, entendo muito, convivi com eles. Eu estive lá. Muito de leve e algumas situações dramáticas. Eu já estivi neste lugar. Conclusão todas as raças e pessoas com as diferenças e peculiaridades de suas culturas são iguaizinhos, em relação a sentimentos, defeitos, qualidades, implicância, invejas, amores. Tudo ser humano.

    Abraços,

  • Patrícia Pires

    Olá Professora Cleuza,
    Gostaria de dar meu ponto de vista. Eu vivi nos Estados Unidos numa época bem diferente da atualidade e seus movimentos globalizados . Naquela época ser latina era uma barreira. Eu estudei numa Universidade com pessoas de todas as culturas: Indianos, Japoneses, Europeus, Americanos, Afros, Turcos, etc.
    Na época era bem diferente ser estrangeira nos Estados Unidos e latina. Existiam livros sendo produzidos, naquela Universidade, que alunos de línguas latinas eram considerados de cor, ainda
    que fossem loiros e brancos . Todos enfrentavam alguma forma de preconceito.
    Também, escutei frases como: você representa um país de terceiro mundo. Era uma época diferente. Eu acredito que ocorreram muitas mudanças naquele país até o momento. Todos os movimentos globalizados, por busca de maior abertura para diversos segmentos são ótimos e válidos.
    Entretanto todas as boas intenções perdem significado quando as pessoas ultrapassam algumas fronteiras.
    Eu nunca realizei nenhum ato violento por ser Latina num país estrangeiro. Penso que ser estrangeiro é como ser um convidado numa casa que não lhe pertence.
    Muitos alunos que não eram dos Estados Unidos e pertenciam a outras culturas tentavam se apropriar dos símbolos da América, outros, não abriam mão da sua forma de pensar, etc. Eu realizei está experiência de morar no exterior mais de uma vez na minha vida e posso afirmar que ser de outra cultura é bem difícil . Ainda, acredito que ao chegar num lugar é necessário observar os hábitos, pois, sempre existem conflitos, especialmente em grandes centros.
    Durante todo o período que morei no exterior sempre percebi diversas situações de formação de grupos de pessoas da mesma região e separação daqueles que eram considerados diferentes, mas, nenhum deles ultrapassavam as barreiras do bom senso .
    Enfim, concluindo, gostaria de deixar uma mensagem : todas as culturas mesmo que com suas diferenças, são iguais nos sentimentos, defeitos, qualidades, amores, invejas, mas, o fato mais grave é que muitos se utilizam do fato de pertencer a uma minoria e quando obtém alguma forma de conquista passam a ter a mesma atitude daqueles por quem se sentiram oprimidos. Raramente, observei grupos com o equilíbrio necessário para escrever uma nova história.
    Penso que toda a história da humanidade está repleta de líderes e grupos que não conseguiram fazer diferente. Porém, eu acredito que é possível, pois, também temos diversos exemplos em que pessoas superaram enormes conflitos . A esperança sempre deve permanecer no horizonte.

    Abraços,
    Patrícia

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