A partir de 1º de janeiro de 2016 as alterações impostas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passam a ser obrigatórias. Ratificado pelo Brasil em 2008, as normas do Acordo já são válidas desde 1º de janeiro de 2009, no entanto obrigatórias somente a partir deste ano.

Vale lembrar que o Acordo foi idealizado para padronizar a grafia da Língua Portuguesa e, assim, foi assinado pelos países lusófonos, ou seja, por aqueles que fazem parte Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e o Timor-Leste. Este último só assinou o Acordo em 2004, depois de se tornar independente, ao passo que os demais o assinaram em 1990.

A intenção inicial era fazer valer o Acordo a partir de 2013, entretanto o governo brasileiro reconsiderou esta data. Com o fito de oferecer à população maior tempo para sua adaptação às novidades trazidas por ele, bem como o de entrar em alinhamento de prazo com os demais países envolvidos no processo de unificação da Língua, o Brasil prorrogou a data de obrigatoriedade das novas normas para 2016.

Assim sendo, as provas de concurso público, a partir deste ano, terão de seguir o que reza o Acordo. Portanto, todo candidato, ao estudar, deverá levar em conta apenas as normas estipuladas por ele. Importante dizer que isso vale também para as provas cujo edital tenha sido publicado em 2015, mas que ocorrerão apenas em 2016, como é o caso da prova do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS.

As alterações trazidas pelas novas regras que devem chamar a atenção ocorrem na acentuação gráfica e no emprego do hífen. É importante observar que as mudanças na acentuação acontecem em palavras que antes faziam parte das exceções e que agora seguem a regra das paroxítonas, como é o caso de “ideia” e “para” (verbo). Há também alterações nos hiatos “ee” e “oo”, como “perdoo” e “veem”, e nos falsos hiatos com “i” e “u”, como é o caso de “feiura”.

No caso do emprego do hífen, as normas continuam muitas e com várias exceções, mas é bom observar, principalmente, as ocorrências da colocação deste sinal em palavras com prefixo, como é o caso de “micro-ondas”, que agora apresenta hífen, e “antissocial”, que agora não tem este sinal.

Bom estudo a todos!
Professora Luciane Sartori

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