correio_novamarcaA suspensão do concurso público para os Correios fere o acordo coletivo assinado entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com a categoria. A avaliação é do diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro (Sintect-RJ), Marcos Sant’aguida.

A estatal suspendeu temporariamente a seleção prevista para cerca de 2 mil vagas de carteiro e operador de triagem e transbordo (ambos de nível médio), em razão de orientação de departamento do Ministério do Planejamento responsável pela gestão das estatais. O comunicado da suspensão foi feito no dia 8 de outubro de 2015, dois dias após a assinatura do acordo.

O trecho que trata da questão encontra-se no parágrafo único da Cláusula 68 do acordo assinado no último dia 6. Segundo a norma, a empresa “continuará observando a sistemática de alocação e reposição de pessoal, com vistas a garantir a manutenção do efetivo necessário à prestação qualitativa e contínua dos serviços postais”. O texto também fazia parte do acordo assinado no ano passado.

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De acordo com a categoria, somente no Rio de Janeiro seriam necessárias 700 contratações para repor as saídas por meio do plano de demissão incentivada promovido pela empresa no ano passado. Em todo o país, cerca de 9 mil trabalhadores deixariam a estatal por meio do programa.

O diretor do Sintect-RJ ainda rechaçou a afirmação da estatal de que a suspensão do concurso não afeta a qualidade e a eficiência operacional. “É uma avaliação totalmente desconectada com a realidade da empresa, de burocratas que vivem em Brasília, com conforto e qualidade de trabalho, sem sequer saber o que se passa realmente nas unidades de trabalho”, afirmou Sant’aguida.

O sindicalista apontou que a falta de pessoal tem provocado a piora da qualidade dos serviços, com atraso e não entrega de correspondências, e sobrecarregando os trabalhadores da empresa. Sant’aguida afirmou ainda que há cerca de 20 anos o efetivo da estatal não ultrapassa a barreira dos 120 mil trabalhadores, efetivo atual, inclusive, não acompanhando assim o crescimento da demanda em todo o país.

Segundo ele, o sindicato continuará cobrando a realização do concurso e quer que ele seja realizado por uma nova diretoria, de perfil técnico, que substitua a atual, que, na avaliação da entidade, não foi capaz de solucionar os problemas da empresa, que já foi sinônimo de eficiência no país.

Os Correios anunciaram a suspensão temporária do concurso após o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento, orientar a empresa a não ampliar o seu efetivo em 2016. Veja aqui a notícia completa. 

Aspectos como a distribuição das vagas e as etapas da seleção já estavam pré-definidos. No Rio de Janeiro, a oferta seria de 144 vagas, todas de carteiro, além da formação de cadastro de reserva. As demais chances seriam para São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal. A seleção seria feita por meio de provas objetivas, teste de esforço físico e exame médico admissional, para os convocados. O edital de abertura do concurso chegou a estar previsto para o fim de agosto.

Remuneração – Com a assinatura do acordo de trabalho da categoria, a remuneração inicial dos carteiros passará a ser de pelo menos R$2.885,37 para quem trabalha de segunda a sexta, e de R$3.017,42, de segunda a sábado. Para operador, os iniciais mínimos passam para R$2.348,87 (segunda a sexta) e R$3.017,42 (segunda a sábado). Os valores já incluem benefícios e adicionais.

Fonte: Folha Dirigida

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