Na manhã da última quarta-feira (16), a presidenta interrompeu a habitual pedalada para ajudar um ciclista acidentado. Mais do que ser uma mulher bem-educada, exerceu um gesto fraterno de solidariedade, e, sobretudo, de humanidade.

Após essa atitude amável, convidemos a nossa língua-padrão para um passeio ciclístico.

Em primeiro lugar, vale revisar a diferença. O termo “bem” é advérbio e antônimo de “mal”, como, por exemplo, em “A presidenta, ao discursar, parece se sentir bem. Enquanto isso, o vocábulo “bom” é adjetivo e antônimo de “mau”, como, por exemplo, em “A presidenta proferiu um bom discurso”.

Aqui, a pergunta essencial é: a presidenta continuará a ser “bem educada” ou “bem-educada”; afinal, com ou sem hífen?

A palavra “bem-educada” faz alusão à pessoa que tem boas maneiras; gentil, cortês; de família bem-educada. Trata-se, pois, de uma unidade semântica, isto é, poderá desempenhar o papel tanto de adjetivo quanto de substantivo composto.

Já a forma “bem educada” (sem a utilização de hífen) é uma expressão que não forma uma unidade semântica e que se usa, acima de tudo, apenas na voz passiva, quando o sujeito sofre a ação do verbo.

Vejamos que,  em “Dilma foi bem educada pelos pais”, não há hífen. O que temos é o advérbio “bem” modificando a forma verbal “educada”.

Analisando o espetáculo aprazível da presidenta, percebemos a necessidade de reiterar que dificilmente se vê o adjetivo “bem-educado” empregado no mundo de hoje. Se o ser humano é “bem-educado”, não hesite. Use o hífen!

Agora com a ideia de passividade – se notar que o ser humano foi bem educado por alguém –, retire o hífen, neste caso, com delicadeza.

 

Forte abraço e até o próximo texto! Siga-me pelo Facebook.

Prof. Lucas Gonçalves.

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