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Das 8h às 18h ou de 8h a 18h; como usar?

Publicado em 10 de setembro de 2015 por - 12 Comentários

“Professor, a forma correta de escrever é “das 8h as 18h” ou “das 8h às 18h”? Ou as duas formas são corretas? Um abraço e muito obrigado!” Felipe A. – São Paulo (SP)

 

Meu caro leitor, quando escreve “Das 8h”, fica evidente que o artigo está presente (das = preposição de + artigo as); logo, antes de 18h dever-se-á também utilizar o artigo para manter o paralelismo. Ou seja, “Das 8h às 18h” – com acento indicativo de crase. Caso algum felizardo comece a trabalhar às 8h e encerre a labuta às 18h, essa, portanto, será a única maneira correta de escrever.

Agora, outra coisa bem diferente é “de 8h a 18h”. Note-se que, em “ele trabalha de 8h a 18h horas por dia”, não se refere a “quando” ele começa e termina, mas sim ao “número” de horas de trabalho que são cumpridas.

Observe ainda que a mesma relação correrá para marcar a diferença entre “da segunda à sexta” e “de segunda a sexta”.

 

Forte abraço e até a próxima! Siga-me pelo facebook!

Prof. Lucas Gonçalves.


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12 comentários

  • CLAUDIA LANDA

    Valeu, professor!

  • Itamar Diogo dos Santos

    Maravilhosas dicas.
    Nosso abraço.

  • Edson Nunes Ferrarezi

    Muito bom. simples e objetivo. Deveriam ensinar sempre assim

  • Sheila

    muito obrigada pela explicação!

  • nelio

    A clínica em que trabalho possui atendimento de 9h às 18h
    – o uso da crase nesta frase está correto ?

  • Pedro

    Há em muitos textos até no portal do Judiciário a frase “de 8h às 17h”. Quando não se usa crase na hora inicial é porque não é horário determinado, fica subentendido como “a partir de” 8 horas”, tipo 8h13, 8h30, 8h45. Certo?

  • Simão

    Perfeita explicação!

  • Lúcio Alves de Barros

    Muito bom o site. Obrigado

  • Vania

    Professor, e se colocarmos “de 10h as 18h”, está errado?

    antecipadamente agradeço!

  • Deivid Gonçalves Martins

    O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença “A crase não foi feita para humilhar ninguém”, marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica “Tropeçando nos acentos”, e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: “ela não existe no Brasil” (ver quadros nestas páginas).

    O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava “sinal obsoleto, que o povo já fez morrer”. Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.
    Esse era o texto: Crase sim!
    Para responder às questões 09 e 10:
    Questão 10: Observe no texto os autores e as definições quando à crase. Marque a opção onde ela foi usada, segundo o critério de Millôr Fernandes:
    (A): Vamos a escola em Portel fazer a prova.
    (B): Bem-vindo a Portel.
    (C): Estamos cara a cara com a prova do concurso.
    (D): Horário da prova: de 8 as 12 horas.
    (E): Vou a cavalo para escola onde farei a prova.

    Qual seria a alternativa correta?

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