No campeonato brasileiro deste ano, está dando o que comentar o péssimo desempenho do time do meu coração: o Vasco da Gama. Torcedores, admiradores e, ainda, flamenguistas (o nosso maior rival) estão envergonhados com a atuação cruzmaltina.

Mensurar a dor dos fanáticos vascaínos é impossível, visto que os caminhos do coração são praticamente insanos. Aceitar a cada rodada a derrota por um placar humilhante é extremamente difícil. Para Jordi Almeida – goleiro do Vasco –, o plural da palavra gol soou como se o Club de Regatas navegasse em águas enfurecidas.

Assim como o nosso grande goleiro Jordi, eu vejo a necessidade de me defender do plural desta palavra que tanto nos aborrece.

Em primeiro lugar, a grafia gol (sinônimo de meta) é um barbarismo; não há em nosso sistema ortográfico qualquer vocábulo terminado em OL com a vogal fechada. Observe que temos sol, anzol, caracol: todos com a vogal aberta.

Acontece que nós aportuguesamos a tal palavra de origem inglesa (goal) que possui a pronúncia idêntica à da palavra gol. Recordo, ainda, com tristeza que, na 22ª rodada deste campeonato, acompanhamos o Colorado Internacional marcar seis gols contra o Vasco que sequer teve a chance de balançar a rede do time adversário uma única vez.

Este plural gols, nós já o conhecemos perfeitamente. No entanto, a forma pluralizada desta palavra deveria seguir a tradição gramatical. O plural de gol seguindo o estrito português formal deverá ser qualquer uma das seguintes: góis, goles e golos (tranquilamente utilizada em alguns estados do país e em Portugal).

Devo admitir que a Língua está em constante evolução, e a forma preferida por nós brasileiros é gols. E isso é uma questão social; não somente normativa.

Por fim, devemos nos espelhar na perseverança do goleiro vascaíno que ainda acredita fielmente no retorno do respeito do Gigante da Colina.

 

Um grande abraço!

Até o próxima post, e siga-me pelo Facebook.

 

Lucas Gonçalves.

Professor de Língua Portuguesa – Aprova Concursos.

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