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Publicado em 31 de agosto de 2015 por - 4 Comentários

Olá, nobres alunos e alunas do Aprova!
Hoje meu artigo tem base na questão abaixo. Analise-a com cuidado:

Sabemos que só os verbos transitivos diretos admitem a forma passiva; por isso, a alternativa que mostra uma forma adequada de voz passiva é:

a) O pai do candidato foi comunicado do ocorrido;
b) Os professores são muito obedecidos pelos alunos;
c) O chefe foi substituído pelo novo funcionário;
d) O presidente Juscelino foi sucedido por Jânio Quadros;
e) A peça será acontecida no dia 28 de agosto.

Qual a resposta correta?
O gabarito dessa questão, contra a qual não se admitiu qualquer recurso, marcou a alternativa “c” como resposta. Vamos estudá-la à luz dessa visão gramatical: no caso da alternativa “a”, por mais que muitos tenham aprendido ao longo do ensino médio que o verbo “comunicar” é transitivo direto e indireto, podendo apresentar duas possibilidades de regência – “quem comunica, comunica alguém de algo ou comunica alguma coisa a alguém”, tal visão é absolutamente equivocada. A regência correta para a frase em questão é a segunda que apresentei: “alguma coisa a alguém (pessoa)”; por uma questão lógica, uma pessoa NÃO pode ser sujeito na voz passiva, pois na ativa a pessoa tornar-se-ia objeto indireto e não direto, conforme preceitua a regra de transposição de vozes verbais; ainda está em dúvida? Veja como a voz ativa ficaria esdrúxula: “O ocorrido comunicou o pai do candidato”; não dá, concorda? No caso da alternativa “b”, o verbo “obedecer” é transitivo indireto e, por isso, a alternativa está incorreta; eu sei que alguns gramáticos, em especial os mais antigos, admitem a voz passiva para o verbo em análise, porém a banca não levou em conta a sintaxe original desse verbo, que era direta. A alternativa “c” apresenta o verbo “substituir” que é transitivo direto, logo pode, obviamente, ser passado para voz passiva. Por isso ela foi corretamente apontada como a resposta da questão. A alternativa “d” apresenta o verbo “suceder” que, quando equivale a “ser o sucessor”, é transitivo indireto: “uma pessoa sucede à outra”. Assim, não se pode transpor tal verbo para a voz passiva analítica. Os concurseiros de plantão podem me rebater e dizer: “Mas professor, eu já vi bons gramáticos registrarem este verbo como transitivo direto – “uma pessoa sucede outra” – ; devo confessar que tais estudiosos têm razão, porém não posso deixar de registrar que quem pretende fazer um concurso público PRECISA estar atento às artimanhas das bancas. A visão que estes hipotéticos concurseiros apontam é real: eu a vi ser defendida pelos gramáticos Celso Pedro Luft e Francisco Fernandes, mas faço uma ressalva – AMBOS destacam que tal regência é desusada, quase arcaica, o que significa que uma banca atual dificilmente a contemplaria. Beleza? Por fim, a alternativa “e” apresenta o verbo “acontecer” que NUNCA é transitivo direto e, portanto, não pode ser transposto para a voz passiva.
Encerro dizendo que questões sobre VOZES VERBAIS são frequentes em concursos públicos e os que vêm por aí (INSS, STJ, CORREIOS, ANAC, IBGE, CEF, ABIN, RECEITA, PRF) tendem a explorar essa parte tão importante da gramática. Não se descuide!
Vou me despedindo por hoje e fica o meu convite: adicione-me no face (Andre Ben Noach – https://www.facebook.com/profile.php?id=100007081185254) ou envie um e-mail com suas dúvidas (professoram37@gmail.com). Terei prazer em atendê-lo /atendê-la.

Um forte abraço! Estamos juntos!

AM Ben Noach.


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