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O que a greve dos caminhoneiros tem a nos ensinar?

Publicado em 25 de fevereiro de 2015 por - Um Comentário

Amigo(a)s do APROVA Concursos, tudo bem?

Diante da recente greve dos caminhoneiros em diversos estados brasileiros, a antiga discussão sobre a utilização do modal aquaviário (Realizado em rios, lagos e mares) emerge como um vulcão em franca erupção.

É sempre assim: O Governo, a imprensa e a população somente trazem as alternativas quando surgem fatos negativos que colocam em cheque os modelos impostos pela tradicionais estruturas. Foi assim com a problemática da água em São Paulo, que acabou por obrigar os habitantes daquela região a mudarem os seus próprios hábitos, sob pena de um colapso.

Pois bem, em resumo, o motivo que ensejou as reivindicações dos caminhoneiros em pelo menos 13 estados do país foi a majoração do preço do diesel e a estagnação dos preços do frete.

Diversos atos fecharam rodovias e comprometeram severamente a distribuição de riquezas pelo Brasil, inclusive as importações e exportações.

Todos esses fatos colocam em dúvida a viabilidade do modal de transportes rodoviário brasileiro, hoje responsável pelo escoamento de 50% de tudo o que é produzido no país.

Ademais, diante dessa problemática, os olhos da imprensa e de alguns políticos se voltaram à interessante alternativa trazida pelo modal aquaviário, especialmente para a chamada navegação de cabotagem (Aquela realizada pela costa brasileira).

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Sobre o tema, vale ressaltar que o Brasil é um dos países que apresentam maior potencial aquaviário no mundo: São 63 mil km de rios e lagos/lagoas, distribuídos em todo o território nacional, além dos 8.500 km de linha costeira, considerando os recortes litorâneos.

Desse total, mais de 40.000,00 km de redes hidrográficas potencialmente navegáveis. No entanto, a navegação comercial ocorre em pouco mais de 20 mil km, sendo 19.764 km utilizados para transporte de carga e 6.360 km para o transporte de passageiros, com significativa concentração na Amazônia, onde os rios não carecem de maiores investimentos e as populações não dispõem de muitas opções de modais terrestres.

Assim, para o atingimento da máxima utilização do potencial navegável brasileiro ainda são necessários vultosos investimentos e um trabalho criterioso de adaptação das vias às necessidades de deslocamento, como a construção de eclusas, aumento da profundidade dos leitos etc.

Vale ressaltar que dezessete estados da Federação compõem a linha da costa, contando com portos marítimos, estuarinos e lagunares, pelos quais se movimenta a quase totalidade do comércio exterior do país (navegação de longo curso), além da navegação de cabotagem entre os portos nacionais.

Nesse sentido, o transporte aquaviário afigura-se como fator gerador do desenvolvimento organizado e abrangente interligando regiões e proporcionando a movimentação, de maneira segura e econômica, de insumos, produtos e pessoas.

O transporte aquaviário possui algumas notas características bem marcantes que a colocam na vanguarda dos modais, inclusive à frente do modal rodoviário, a saber:

=> Capacidade de transportar maiores quantidades de carga e materiais em um único frete, sem necessidade de desmontá-los, o que o torna mais rentável em vários aspectos.

A maior parte dos benefícios da navegação está relacionada aos ganhos de escala da operação, ou seja, os benefícios desse tipo de transporte estão vinculados à grande capacidade de movimentação. Ao permitir que seja transportado um maior volume de carga, o modal aquaviário faz com que os custos sejam rateados entre toda a carga embarcada e, dessa forma, possibilita um menor valor por unidade de carga.

A título de exemplo, um único barco de 5.000 toneladas transporta tanto quanto 72 vagões ferroviários de 70 toneladas ou 143 caminhões de 35 toneladas.

modal

=> Menor gasto energético;

Esse modal apresenta um menor consumo de combustível por tonelada-quilômetro.

=> Menor impacto ambiental entre todas as modalidades de transporte.

Além de maior viabilidade econômica, o transporte aquaviário é menos poluente do que o realizado pelas rodovias. Nos países que se propuseram a crescer de maneira sustentável, o investimento nesse modal tem sido uma constante

=> Menores custos de infraestrutura

e

=> Menor risco de acidentes e roubos.

Assim, diante do que exposto acima e do atual cenário de instabilidade econômica no qual estamos inseridos, os investimentos no desenvolvimento do modal aquaviário se fazem mais do que necessários.

Em caso de omissão, ficaremos a ver navios, literalmente.

Um forte abraço e até a próxima!

Aristócrates Carvalho


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