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QUEM TEM MEDO DOS FATOS DA LÍNGUA CULTA?

Publicado em 11 de novembro de 2014 por - 2 Comentários

Salve, salve, meus nobres alunos e alunas do Aprova!

Sim, vocês têm razão de reclamar! Eu andei um pouco sumido e, embora por causas nobres, minha ausência acabou por se estender mais do que eu gostaria.
Recentemente tive o privilégio de ministrar aulas para três concursos: Tribunal de Justiça do Amapá, Polícia Civil de Sergipe e Polícia Civil do Ceará. Quem está na praia dos concursos públicos sabe que outros estão a caminho e que a preparação deve ser a mais categorizada possível.
Pensando nisso, vou postar ao longo dessa semana e da próxima algumas dicas que podem valer pontos preciosos nas provas que estão vindo por aí, combinado? Partiu? Então tá!
Como diria meu velho amigo Jack, o estripador, vamos por partes:
Primeiro: o que são os tais “Fatos da Língua Culta”?
São palavras que andam em duplas, trincas ou quartetos que, por serem muito parecidas, causam muita confusão. Nada com que você tenha de continuar a se preocupar. Esse martírio acaba agora!

I) Por que / Porque / Por quê / Porquê

1) Por que: escreve-se desta forma (separado e sem acento) quando temos dois vocábulos distintos: preposição POR + pronome QUE. Ocorrências possíveis:

* Quando equivale a pelo qual e quaisquer de suas flexões (pois aí temos preposição + pronome relativo). Vem comigo no exemplo:
“A estrada por que passamos estava às escuras”
“Estes são os motivos por que não falo sobre política”
Note, meu/minha nobre, que na primeira ocorrência podemos substituir a expressão em destaque por “pela qual” e na segunda por “pelos quais”.

* Quando equivale a por qual motivo ou por qual razão (pois então temos preposição + pronome interrogativo). Quer exemplos? É pra já!
Por que não responde corretamente ao que lhe é perguntado?”
“Não imagino por que ela inventou tal reinação”

IPC.: Quando ocorre o encontro da preposição POR (exigida por um verbo ou nome) com a conjunção integrante QUE temos mais um caso de “POR QUE”. Observe:
“Ela ansiava por que o noivo a pedisse em casamento”.

2) PORQUE: escreve-se desta forma (junto e sem acento) quando temos uma conjunção. Esta introduzirá uma oração subordinada adverbial causal – podendo ser substituída por uma vez que ou visto que -, ou uma oração coordenada explicativa – podendo ser substituída por pois. Vamos aos exemplos?
“Conseguiu a vaga porque havia se esforçado muito”
“Não se demore porque sentirei saudades”

IPC.: alguns dos nossos gramáticos dizem ainda que o PORQUE pode ser uma conjunção subordinativa com valor de finalidade. Fique tranquilo/tranquila, meus nobres, em casos assim basta substituir por para que. Vejam como é molezinha:
“Educa a criança hoje porque não se castigue o homem amanhã”.

3) POR QUÊ: escreve-se desta forma (separado e com acento) geralmente em fins de frase, ou seja, antes de um ponto final, ponto de exclamação ou ponto de interrogação. Vale ainda o seguinte bizu: antes de vírgula. Confira:
“Tenho uma estranha simpatia por ela, mas não imagino por quê.”
“Paloma ainda não chegou por quê?
“Que coisa linda! Agora entendo por quê, amiga!”

4) PORQUÊ: escreve-se dessa forma (junto e com acento) quando se trata de um substantivo. Virá sempre acompanhado de artigo ou outro determinante qualquer.
Teus porquês não me convencem”
“Não quero ouvir nem meio porquê

Aí está, caríssimos e caríssimas! Em breve postarei mais desses casinhos que estão sempre aparecendo nos concursos e que pegam muita gente com as calças na mão.

Um grande abraço! Estou sempre às ordens! Quem quiser, pode me achar no Facebook: Andre Ben Noach só tem eu! (também com esse nome….rsrsrs)

AM Ben Noach.


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