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Prazo para tomar 2ª dose da vacina contra o HPV termina na próxima terça-feira

Publicado em 26 de setembro de 2014 por - Um Comentário

Reportagem disponível no site: http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/6578-prazo-para-tomar-2-dose-da-vacina-contra-o-hpv-termina-na-proxima-terca-feira – acesso 26/09/2014 as 12:05 horas.

A cinco dias do término da campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), que termina no dia 30/09, terça-feira, apenas 13,5% das meninas foram imunizadas em Minas. Das 450 mil garotas na faixa etária de 11 a 13 anos, que tomaram a primeira dose da vacina entre março e abril, somente 66.512 retornaram para receber a segunda dose. Para a coordenadora estadual de imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Tânia Brant, a baixa procura pela vacina envolve vários fatores. Entre eles, a profissional destaca: “a dificuldade  natural de vacinar esta faixa etária, porque as adolescentes normalmente têm medo de injeções e por isso não procuram a vacina; o segundo motivo está associado com  os grupos que são contra a vacina e postam nas redes sociais informações incorretas, causando receio nas pessoas; a dificuldade de adentrar nas escolas para vacinar e, por fim, conciliar o horário escolar com o horário que a Unidade de Saúde realiza a vacinação são alguns dos fatores que favorecem essa baixa procura”, esclarece.

A coordenadora enfatiza, ainda, que é de extrema importância que essas adolescentes recebam a segunda dose. “Para ter proteção é necessário no mínimo duas doses para que se tenha um quantitativo suficiente de anticorpos protetores, conferindo a proteção para os 4 sorotipos do vírus HPV que compõem a vacina. A menina que recebeu só a primeira dose não está protegida e ainda tem  um agravante,  pois ela pode pensar que ficou vacinada e descuidar da proteção e ter a doença”, finalizou.

A vacina contra o HPV é utilizada para a proteção contra as infecções causadas pelo vírus e que estão relacionadas a vários tipos de câncer, entre eles o de colo de útero, boca e garganta. A vacina quadrivalente é altamente eficaz na prevenção de infecções pelos subtipos 16 e 18 (os mais graves) e pelos subtipos 6 e 11 (responsáveis pelas verrugas genitais) e estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde ( postos de saúde) . Para garantir 100% de proteção, cada adolescente precisa tomar as três doses da vacina, sendo a segunda seis meses depois da primeira e a terceira e última etapa, cinco anos após a primeira.

A segurança da vacina

Em todo o mundo já foram aplicadas mais de 180 milhões de doses da vacina, com excelente perfil de segurança. Estudos pós-licenciamento, realizados especialmente nos Estados Unidos e Austrália, comprovam que a vacina é segura e eficaz. As Sociedades Brasileiras de Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), indicam e enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 11 a 13 anos de idade, receberem a segunda dose da vacina contra o HPV.

Nos Estados Unidos, que contam com um excelente sistema de registro de eventos adversos, uma recente publicação do Center for Disease Control and Prevention (CDC), avaliou os cerca de 22.000 eventos adversos temporalmente relacionados à vacinação, após a administração de mais de 67 milhões de doses (incidência de 0,03%). Não se verificou, até o momento, nenhuma associação causal entre a vacina e algum evento adverso grave.

Usualmente, os sintomas que estão relacionados à vacina HPV são os comuns às outras vacinas como reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), cefaléia e febre em menor incidência. Eventualmente desmaios podem ocorrer, fato não raro de ser observado ao se aplicar medicações injetáveis em adolescentes, e não relacionado especificamente à vacina HPV.

Câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero é o terceiro que mais atinge as mulheres. Estimativa da OMS aponta que, no mundo, 290 milhões de mulheres são portadoras da doença e, a cada ano, 270 mil morrem devido ao câncer de colo do útero. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima o surgimento de 15 mil novos casos da doença no Brasil e cerca de 4.800 óbitos.

Por Míria César

 


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