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SOBRE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Publicado em 21 de setembro de 2014 por - 3 Comentários

Salve, salve, nobres alunos e alunas do Aprova!!

Sei que andei meio sumido, mas prometo aparecer com mais frequência!
Estamos aí na reta final das eleições (graças a Deus, ou a Javeh, ou a Alá, ou ao Universo etc!) e é hora de você intensificar ainda mais os seus estudos, pois muitos concursos que estão “entalados” vão, finalmente, acontecer!
Como havia prometido, hoje vou apresentar algumas dicas de interpretação/intelecção de textos.
Não posso começar sem falar que é muito importante que você amplie o seu universo de leitura. Em minha experiência, já um tanto longa, tenho percebido que além dos tradicionais textos dissertativos (expositivos ou argumentativos), as bancas têm usado com frequência CRÔNICAS – aquele tipo de texto que “fotografa” um momento qualquer da realidade cotidiana e, a partir de uma estrutura narrativa, tenta passar ao leitor uma lição ou levá-lo a uma reflexão. Ademais, tenho visto aqui e ali alguns concursos usarem textos literários – poemas, para ser mais exato. Lembro-me de ver alguns em concursos recentes da FCC, CONSULPLAN e FUNCAB.
Assim, minha dica mais preciosa, hoje, é a seguinte: LEIA, pelo menos duas vezes (ou três!) por semana um bom texto dissertativo. Quem tem acompanhado, além de meus cursos, os comentários de questões de prova que faço já me ouviu falar bastante sobre um jornal chamado LE MONDE DIPLOMATIQUE. Jogue esse nome no buscador de sua preferência (que eu não vou fazer merchan para o google aqui) e ele vai lhe direcionar para a página do jornal.
“Por que esse jornal especificamente, Ben Noach?” Simples, meu/minha nobre: ele traz muitos e variados artigos dissertativos sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo, versando sobre os assuntos mais diversos: economia, geopolítica, relações internacionais, etc. Além de ampliar seu conhecimento sobre atualidades, vai lhe dar contato com boas estruturas dissertativas que, entre outras coisas, são redigidas num padrão de linguagem ao mesmo tempo rebuscada e acessível.
Ademais, procure ler textos desses caras aqui: Luís Fernando Verísismo, Moacyr Scliar, Arnaldo Jabour, Fernando Sabino, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Miriam Leitão. Esses são cronistas que de vez quando aparecem nas mais diversas bancas.
Primariamente, siga essa dica: faça um primeira leitura despretensiosa, de reconhecimento do texto; a seguir, volte ao início e, numa segunda leitura, vá marcando os trechos que você julgar mais importantes. Por falar nisso, acostume-se a imprimir os textos que lerá; afinal, você não terá um equipamento qualquer (PC, tablet, celular etc)para ler o texto no dia de sua prova e, obviamente, você não usará a caneta marca-textos na tela do seu equipamento, certo? Ou pretendia fazê-lo? 😛
Por último, procure fazer um resumo do texto que responda sucintamente às seguinte questões:
1) Qual a ideia principal que esse sujeito quer passar?
2) Que recursos ele usa para dizer para mim que sua ideia presta?
3) Como esse cara liga um parágrafo no outro? Quais palavras foram utilizadas para dar sequenciamento ao texto?
4) Afinal, o que o autor tem como objetivo em sua conclusão?
Fazendo isso, meu caro/minha cara, você terá meio caminho andado e, com o tempo, perceberá que estará fazendo esse tipo de leitura automaticamente. Vai ser de imensa valia no seu concurso!

Grande abraço!

AM Ben Noach.

LINHA DE FUNDO: Quer tirar alguma dúvida, pedir uma dica ou simplesmente trocar uma ideia sobre Língua Portuguesa, concursos, etc? Pode me adicionar no Face: Andre Ben Noach.


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