Auto sabotagem nos estudos

Olá concurseiros! Tudo bem?

É curioso o número de estudantes dedicados, que acabo por acompanhar através de cursos preparatórios, que ainda não chegou ao resultado almejado. Alunos que normalmente já vêm estudando há algum tempo, com diversos concursos na bagagem e pleno conhecimento do edital, que não conseguem passar por alguns detalhes.
No bate-papo com estes alunos, mesmo virtual, pude constatar que poucos procuram fazer uma “análise pós-concurso”.
Não estou falando de verificação do gabarito, correção de prova ou fundamentos para recurso. Falo de uma análise mais profunda, uma avaliação dos acertos de sua prova em relação ao tempo dedicado de estudo por matéria. Uma análise de seu desempenho considerando o respectivo peso da matéria em relação ao edital em questão.

De forma mais direta, uma análise que dará um norte aos seus estudos.

Tal avaliação é fundamental para o crescimento de seu desempenho e conseqüente melhor resultado num concurso futuro. Através dela, você poderá identificar de forma clara quais as matérias que você deve estudar mais, ou mesmo qual conteúdo em específico daquela matéria precisa ser revisto, também poderá verificar se o tempo dedicado às questões na prova foi adequado. Ainda poderá avaliar se precisa exercitar mais sobre determinada matéria ou assunto.

São raros os concurseiros que se propõem a fazer esta análise, o que acaba por inseri-los no que denomino de “O Ciclo da Auto-Sabotagem em Concursos”.

O concurseiro elege uma determinada rotina de estudos com uma dedicação maior a determinada matéria, mas não consegue entender que precisa mudar esta rotina num determinado momento de seus estudos. Nega-se a admitir que isto é necessário por algum motivo intrínseco que as vezes ele mesmo desconhece.

É comum alunos reclamarem de seu empenho numa determinada matéria no concurso e se recusarem a assistir novas aulas do mesmo assunto.Estranho não é mesmo?

Estes dias atrás me recordei de quando tive a oportunidade de ler o livro “O ciclo da auto-sabotagem dos autores: Stanley Rosner e Patricia Hermes, editora bestseller. O livro trata de tipos de relacionamentos, mas como não fazer analogias a este mundo de concurso que convivemos?
Como explicar casos como o que citei acima, onde o aluno vai mal na prova e recusa-se a assistir a uma nova aula ou estudar sobre o assunto. Penso que o futuro Servidor Público tem que ter humildade para assumir quando está mal em alguma matéria e paciência para revê-la quantas vezes for necessária…

Minha sugestão?
Faça esta análise após todo concurso que prestar e não se deixe cair no Ciclo da auto-sabotagem em concursos. Como já disse, tenha humildade para rever seu plano de estudos e quantas vezes for necessário a fatídica matéria. Concurseiro não tem matéria preferida ou matéria odiada!
Você verá que ficará mais claro o rumo que deve direcionar para seus estudos e quanto tempo deve dedicar por matéria.

Bons estudos!

Comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *