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Gabarito Comentado – MAPA – Veterinário – Conhecimentos Específicos

Publicado em 7 de maio de 2014 por - 8 Comentários

Gabarito comentado da prova do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) da disciplina de Conhecimentos Específicos pelo professor Antonio Prestes , para o cargo de Veterinário prova Tipo 1 – Branco.

21 Com o objetivo de facilitar a compreensão das expressões utilizadas nos princípios e diretrizes para a aplicação da avaliação de risco microbiológico, a comissão do Codex Alimentarius adotou algumas definições. A expressão “risco”, segundo a comissão do Codex Alimentarius, refere‐se ao(à)
A) processo que abrange três componentes: avaliação de risco, gerenciamento de risco e comunicação de risco.
B) método utilizado para estimar a incerteza associada à entrada de dados em modelos, suposições e estrutura/forma.
C) função da probabilidade de um efeito adverso à saúde e da severidade desse, como consequência de perigo(s) presente(s) nos alimentos.
D) método utilizado para analisar o comportamento de um modelo, medindo‐se as variações de seus resultados decorrentes de alterações na entrada de dados.

A) Refere-se ao conceito de análise de risco.
B) Refere-se ao conceito de análise de incerteza.
C) Refere-se ao conceito de risco.
D) Refere-se ao conceito de análise de suscetibilidade.

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Newcastle é uma enfermidade aguda, infectocontagiosa viral, causada por RNA‐vírus do gênero Avulavirus. De distribuição mundial e altamente contagiosa, acomete aves domésticas e silvestres e, também, o homem, impactando economicamente na avicultura e se tornando um problema de saúde pública. Em aves, as manifestações clínicas respiratórias, nervosas, diarreia, edema da cabeça e mortalidade variam conforme a patogenicidade do vírus. A Instrução Normativa 32/2002, da Secretaria de Defesa Agropecuária, estabelece as normas técnicas de vigilância, controle e erradicação da doença de Newcastle e da influenza aviária. Quanto às normas constantes na IN nº 32/2002 – SDA/MAPA, analise as afirmativas.

I. Estabelece o sacrifício de todas as aves com o diagnóstico positivo dentro do estabelecimento.
II. Realiza a imediata investigação no estabelecimento, após a denúncia ou notificação, conduzida por um médico veterinário do serviço oficial.
III. Restringe a movimentação de aves e seus produtos em uma área na Zona de Proteção de 3 km e transfere os animais de uma Zona de Vigilância de 10 km em torno do estabelecimento infectado.
IV. Estabelece o controle da movimentação de pessoas nas áreas de risco.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e IV.
B) II e IV.
C) I, II e III.
D) II, III e IV.

I. Estabelece o sacrifício de todas as aves PRESENTES dentro do estabelecimento.
II. Realiza a imediata investigação no estabelecimento, após a denúncia ou notificação, conduzida por um médico veterinário do serviço oficial.
III. PROÍBE a movimentação de aves e seus produtos em uma área na Zona de Proteção de 3 km e PROÍBE a transferência os animais de uma Zona de Vigilância de 10 km em torno do estabelecimento infectado.
IV. Estabelece o controle da movimentação de pessoas nas áreas de risco.

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Dentre as características desejáveis pela indústria de carne em um bovino estão o peso de carcaça, o acabamento de gordura e a maturidade/idade do animal, que, somados a outros fatores, são parâmetros para atender a Cota Hilton. O sistema brasileiro de classificação de carcaças bovinas padronizou a cronologia dentária como maturidade. Ao se avaliar a porção incisiva da mandíbula de um bovino e identificar a erupção do segundo par de dentes médios permanentes, este animal será incluído na categoria
A) 2d.
B) 4d.
C) 6d.
D) 8d.

A CLASSIFICAÇÃO CRONOLÓGICA DE BOVINOS TEM COMO PADRÃO A PRESENÇA/AUSENCIA DOS DENTES DEFINITIVOS.

A) 2D. ANIMAL QUE TROCOU SOMENTE AS PINÇAS.
B) 4D. ANIMAL QUE TROCOU AS PINÇAS E OS PRIMEIROS MÉDIOS.
C) 6D. ANIMAL QUE TROCOU AS PINÇAS, PRIMEIROS E SEGUNDOS MÉDIOS
D) 8D. ANIMAL “ BOCA CHEIA”.

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Os antioxidantes são adicionados às rações animais para ajudar a preservar as suas características, retardando a deterioração, o ranço ou a descoloração. Para maximizar seu efeito, os antioxidantes devem ser adicionados à ração
A) somente após o término do processamento.
B) quando a gordura já estiver reagido com oxigênio.
C) quando ainda estiver sendo misturada e processada.
D) quando não forem utilizadas gorduras nem vitaminas lipossolúveis na formulação.

Antioxidantes devem ser adicionados aos alimentos e às rações o mais rápido possível para inibir o início da oxidação. Estes micro ingredientes não podem reverter o processo de oxidação, uma vez ocorrido. Entretanto, os antioxidantes podem retardar o processo oxidativo de maiores consequências.

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Durante a inspeção post mortem, a marcação eventual de peças destinadas ao exame confirmativo no Departamento de Inspeção Final (D.I.F.) é realizada através da identificação por chapinhas metálicas dos tipos 1 e 2, seja para identificar as peças portadoras de lesão ou as que se destinam a integrar o conjunto dos despojos individuais. Sobre a marcação com as chapinhas metálicas, analise as afirmativas.
I. As chapinhas tipo 1 (numeradas) são destinadas a garantir a intercorrespondência das peças (vísceras e carcaça) de um mesmo animal.
II. As chapinhas tipo 1 são indicadoras do motivo do sequestro da peça.
III. As chapinhas tipo 2 constituem quatro séries homólogas (quadruplicata) e são distribuídas às linhas da mesa de evisceração.
IV. Em caso de cisticercose, apenas o coração e a carcaça remetidos ao D.I.F. serão marcados com as chapinhas tipo 1.
A) I e III.
B) I e IV.
C) I, II e III.
D) II, III e IV.

1.6.4 – Marcação das Lesões:
a) nas afecções que normalmente não têm implicações com a carcaça (aderências, pericardites circunscritas, contaminações), o coração é condenado na própria mesa-de-inspeção e a respectiva causa computada no quadro próprio, a menos que outra causa, intercorrente, justifique o seu desvio para o D.I.F.;
b) nos casos de cisticercose, a lesão é assinalada com a chapinha vermelha (indicadora de lesões) e o coração e a carcaça correspondentes recebem as chapas identificadoras numeradas (números idênticos), do Tipo 1. A linha de inspeção de cabeças é avisada, para juntar a cabeça correspondente, ao coração e carcaça destinados ao Departamento de Inspeção Final.

2.2.1 – Marcação das Peças Destinadas a Exame Confirmativo no D.I.F.
As peças (cabeças, vísceras e carcaças) remetidas ao D.I.F., de acordo com as recomendações de ordem técnica contidas em todo o item 1 deste Capítulo, sejam essas peças portadoras de lesões ou apenas se destinem a integrar o conjunto dos despojos individuais, são marcadas por meio de chapinhas metálicas de dois tipos e para os seguintes efeitos:
a) chapinhas Tipo 1, numeradas, destinadas a garantir a intercorrespondência das peças (vísceras e carcaça) de um mesmo animal;
b) chapinhas Tipo 2, (vermelhas e não numeradas), indicadoras do motivo do sequestro.
2.2.1.1 – As chapinhas Tipo 1 são metálicas, circulares, de 0,04m (quatro centímetros) de diâmetro, articuladas com um gancho, para prenderem-se as carcaças ou aos órgãos. São numeradas seguidamente de 1 a 30 (máximo), EM QUADRUPLICATA, constituindo portanto quatro séries homólogas, que são distribuídas, com a numeração em ordem, às Linhas da mesa de evisceração.
Quatro chapinhas com idêntico número (homólogas) são usadas para marcar e garantir a intercorrespondência das peças de um mesmo animal

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Durante a inspeção post mortem de bovinos, evidenciou‐se um rim hipertrofiado, apresentando um desenho em sua superfície muito característico, que lembra um “favo de mel”, com uma zona central castanha‐escura e uma zona periférica castanha‐amarelada. Esta coloração do rim evidencia o acúmulo de hemossiderina, pigmento férrico derivado da hemoglobina. O glânglio linfático renal possuía a mesma infiltração, sendo apenas estas as alterações evindenciadas na carcaça. A hemossiderose pode ocorrer em consequência de estados infecciosos, doenças parasitárias evoluindo com hemólise, intoxicações e estados dismetabólicos. Dentre as seguintes decisões sanitárias, indique a correta quanto ao achado na linha de inspeção do caso descrito.
A) Aprovação da carcaça com condenação dos rins.
B) Aprovação da carcaça e da cabeça e condenação de todas as vísceras.
C) Aprovação da carcaça condicionada a tratamento térmico e com eliminação dos rins.
D) Marcação do rim lesado, sem retirá‐lo da carcaça, com a chapinha indicadora vermelha “tipo 2” e desvio das duas meias‐carcaças correspondentes para o D.I.F.

Lesão localizada nos rins sem repercussão na carcaça ART. 189 D0 RIISPOA: Art. 189 – Lesões renais – (nefrites, nefroses, pielonefrites ou outras) – A presença de lesões renais implica em estabelecer se estão ou não ligadas a doenças infectocontagiosas. Parágrafo único – Em todos os casos os rins lesados devem ser condenados
ITEM DO MANUAL 1.7 – LINHA G – EXAME DOS RINS –
d) condenar os rins cujas causas de condenação não determinem normalmente apreensão da carcaça

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“A utilização de matérias‐primas contaminadas para a produção de ração animal, bem como a contaminação que pode ocorrer durante a fabricação, o transporte ou o armazenamento destas rações podem trazer sérios riscos à saúde animal. O fornecimento de alimentos contaminados para equinos pode causar danos ao fígado que, em exames patológicos, podem ser observados em tamanho diminuído, firme e ictérico, com necrose e fibrose centrolobular. As lesões causadas por estes contaminantes também podem ser especificamente caracterizadas, em equídeos, por uma necrose de liquefação na substância branca dos hemisférios cerebrais, conhecida por leucoencefalomalácia equina.” Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a substância tóxica e a origem provável do quadro patológico de intoxicação alimentar descrito.
A) Chumbo – metais pesados.
B) Nitrato – fertilizantes nitogenados.
C) Fumonisina – Fusarium moniliforme.
D) Monensina sódica – ração para aves.

A Leucoencefalomalácia Equina (LEME) é uma doença causada pela micotoxina fumonisina B1 , um metabólito do fungo Fusarium moliniforme1 , uma espécie bem adaptada a climas tropicais2 . A doença frequentemente ocorre pela ingestão de milho contaminado pelo F. moliniforme, mas também pode estar associada ao consumo de rações comerciais.

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A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário da família Soncocystidae. O Toxoplasma gondii possui um ciclo de vida complexo e tem, como hospedeiros definitivos, felinos domésticos e selvagens e, como hospedeiros intermediários, quase todas as espécies de sangue quente. A infestação é responsável por determinar quadros clínicos variados, desde os assintomáticos às manifestações sistêmicas extremamente graves. Quanto ao ciclo biológico do Toxoplasma gondii, analise as afirmativas.
I. Os felinos eliminam os parasitas pelas fezes por um período aproximado de duas semanas depois de contaminados, após este período adquirem imunidade.
II. Transplantes de órgãos podem servir como forma de transmissão de toxoplasmose entre indivíduos.
III. O protozoário não consegue atravessar a barreira placentária, podendo haver contaminação mãe/feto somente durante o parto.
IV. Cistos de Toxoplasma gondii podem ficar viáveis por trinta dias em carne suína e ovina conservadas em temperatura de geladeira, entretanto, tornam‐se inviáveis ao congelamento superior a –12°C ou ao cozimento superior a 67°C.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e III.
B) III e IV.
C) I, II e IV.
D) II, III e IV.

TEXTO CORRETO:
III. A transmissão transplacentária ocorre na Toxoplasmose.

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A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) foi identificada pela primeira vez na Grã‐Bretanha, em 1986, porém, dados epidemiológicos e revisões de preparados histológicos mostram a possível ocorrência no ano de 1985 ou, ainda, que alguns casos possam ter ocorrido ainda na década de 70. Sobre a encefalopatia espongiforme bovina, é correto afirmar que
A) o tempo de incubação é menor do que 2 anos.
B) pela perda nervosa provocada pela doença, há uma insensibilidade do animal frente ao toque, ao som e à luz.
C) entre os sinais clínicos, estão a diminuição de peso e da produção de leite, apesar da manutenção do apetite do animal.
D) após o aparecimento dos sinais clínicos, a doença pode evoluir para um quadro crônico num período compreendido entre 9 e 12 meses.

TEXTO CORRETO:
A) o tempo de incubação é menor do que 5 anos.
B) pela perda nervosa provocada pela doença, há uma reação exacerbada do animal frente ao toque, ao som e à luz.
E) após o aparecimento dos sinais clínicos, a doença evolui para óbito num período compreendido entre 9 e 12 meses

 

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A Instrução Normativa 50 (IN 50/13), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, altera a lista de doenças passíveis de aplicação de medidas de defesa sanitária animal, conforme prevê o art. 61 do Decreto nº 24.458/34. As doenças presentes na Lista de Notificação Obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial devem ser notificadas, obrigatoriamente, por qualquer cidadão, bem como por todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal. A IN 50/13 divide as notificações em: imediata – para casos suspeitos ou diagnosticados de doenças erradicadas ou nunca registrada no País; imediata – para qualquer caso suspeito; imediata – para qualquer caso confirmado; e, mensais – para qualquer caso confirmado. Assinale a alternativa que apresenta somente doenças que necessitam de notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial quando da ocorrência de qualquer caso suspeito.
A) Língua azul, doença de Newcastle em aves e botulismo.
B) Antraz, loque americana das abelhas melíferas e mormo em equinos.
C) Estomatite vesicular, Scrapie em ovinos e caprinos e clamidiose aviária.
D) Raiva, loque europeia das abelhas melíferas e anemia infecciosa das galinhas.

Em negrito estão assinaladas as doenças de notificação obrigatória.

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Para se obter uma amostra representativa, para fins de análise e fiscalização de produtos comerciais destinados à alimentação de ruminantes e que estejam sendo transportados ou armazenados em propriedades rurais, o agente oficial de fiscalização deve coletar
A) amostras de cinco ou mais pontos, quando se tratar de produtos ensacados com lotes de até 10 unidades.
B) no mínimo, cinco por cento da partida, quando se tratar de produtos ensacados com lotes entre 11 e 100 unidades.
C) amostras e, no mínimo, três pontos diferentes, quando se tratar de produto a granel e estiver em carrocerias de caminhões (cargas pequenas).
D)amostras de, no mínimo, dez pontos diferentes, quando se tratar de produto a granel e estiver em carrocerias de carretas ou vagões (cargas grandes).

CONFORME O MANUAL COLHEITA DE AMOSTRA EM PRODUTOS DESTINADOS À ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES EM PROPRIEDADES RURAIS, SEGUE O TEXTO CORRETO:
B)no mínimo, QUINZE por cento da partida, quando se tratar de produtos ensacados com lotes entre 11 e 100 unidades.
C) amostras e, no mínimo OITO pontos diferentes, quando se tratar de produto a granel e estiver em carrocerias de caminhões (cargas pequenas).
D)amostras de, no mínimo, DEZESSEIS pontos diferentes, quando se tratar de produto a granel e estiver em carrocerias de carretas ou vagões (cargas grandes).

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Em uma fórmula matemática em que se divide o número de indivíduos que faleceram em decorrência da dengue hemorrágica no ano de 2013 pelo número de indivíduos que contraíram essa mesma doença, calcula‐se o(a)
A) coeficiente de letalidade. 
B) mortalidade proporcional por causas.
C) coeficiente de mortalidade por causa
D) morbidade anual da dengue hemorrágica.

CONFORME CONCEITOS PRECONIZADOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, SEGUE A DEFINIÇÃO DE CADA ITEM:

• mortalidade proporcional por causas: DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DE ÓBITOS POR GRUPOS DE CAUSAS DEFINIDAS, NA POPULAÇÃO RESIDENTE EM DETERMINADO ESPAÇO GEOGRÁFICO.

• coeficiente de mortalidade por causa: NÚMERO DE ÓBITOS PELA CAUSA ESPECÍFICA, EXPRESSO POR 100.000 HABITANTES, OCORRIDAS EM DETERMINADO LOCAL E PERÍODO.

• morbidade anual da dengue hemorrágica: CONJUNTO DOS INDIVÍDUOS QUE ADQUIREM A DOENÇA, NO PERÍODO DE UM ANO EM DETERMINADA POPULAÇÃO.

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Quanto à febre aftosa, analise as afirmativas.
I. O estado de Santa Catarina é o único estado brasileiro que mantém a situação de “área livre sem vacinação” desde 2007, reconhecido pela Organização Mundial para Saúde Animal (OIE).
II. O último foco de febre aftosa notificado no país ocorreu no ano de 2006, nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
III. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre os meses de agosto e setembro de 2013, reconheceu os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e a região centro‐norte do estado do Pará como “zonas livres de febre aftosa com vacinação”.
IV. Segundo a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), Paraguai, Colômbia e Peru, que fazem fronteira com o Brasil, estão em situação de “zona infectada”.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e IV.
B) III e IV.
C) I, II e III.
D) II, III e IV.

CONFORME INFORMAÇÃO DA OIE, PARAGUAI E COLÔMBIA SÃO ÁREAS LIVRES COM VACINAÇÃO E O PERU ÁREA LIVRE SEM VACINAÇÃO.

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As normas para controle e erradicação da doença de Aujeszky em suídeos domésticos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento impõem condições específicas para que as Unidades da Federação elaborem o plano estadual para o controle e erradicação dessa doença. Assinale a alternativa que NÃO configura uma condição específica para a elaboração ao plano estadual para o controle e erradicação da doença de Aujeszky.
A) Possuir grupo de emergência devidamente treinado para as ações de defesa sanitária em suídeos e outras decorrentes da aplicação das normas federais ou planos estaduais.
B) Apresentar um projeto de educação sanitária voltado à conscientização da população local acerca do Plano Estadual Para o Controle e Erradicação da Doença de Aujeszky a ser implementado.
C) Possuir recursos públicos ou privados para financiamento do plano e indenização dos proprietários de suídeos atingidos pelas medidas sanitárias decorrentes da implementação e manutenção das ações dispostas nas normas federais ou planos estaduais.
D) Dispor de normas complementares para o credenciamento e treinamento dos laboratórios oficiais, ou credenciados, para o diagnóstico da doença de Aujeszky, utilizando provas sorológicas de ensaio imunoenzimático (ELISA triagem ou ELISA diferencial para glicoproteína viral gE) e o teste de neutralização.

RESPOSTA: A IN 8/2007 Aprova as Normas para o Controle e a Erradicação da Doença de Aujeszky (DA) em suídeos domésticos, a serem observadas em todo o território nacional.
Art. 7º
O Plano Estadual deverá atender a algumas condições específicas, destacando-se:
I – a existência de um comitê estadual de sanidade suídea atuante, com elaboração de ata de reuniões, que deve ser encaminhada à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como Instância Central e Superior;
II – possuir recursos públicos ou privados para financiamento do Plano e indenização de proprietários de suídeos atingidos pelas medidas sanitárias decorrentes da implementação e manutenção das ações dispostas nestas Normas e no Plano Estadual;
III – dispor de Normas complementares à legislação federal para dar suporte às ações do Plano no âmbito da Instância Intermediária;
IV – apresentar um projeto de educação sanitária voltado à conscientização da população local acerca do Plano Estadual de Controle e Erradicação da DA a ser implementado;
V – possuir grupo de emergência devidamente treinado para as ações de defesa sanitária em suídeos e outras decorrentes da aplicação destas Normas e do Plano Estadual;
VI – possuir um serviço de defesa sanitária animal estruturado, nos âmbitos das Instâncias Intermediária e Locais.

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A RDC nº 275/2002 da Anvisa aprova o regulamento técnico de “POPs” aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o significado da abreviatura “POPs”.
A) Padrões de Emissão de Pedidos.
B) Pedidos de Operações e Produção.
C) Programas de Organização na Produção.
D) Procedimentos Operacionais Padronizados.

RESPOSTA:
2. DEFINIÇÕES Para efeito deste Regulamento, considera-se: 2.1. Procedimento Operacional Padronizado – POP: procedimento escrito de forma objetiva que estabelece instruções sequenciais para a realização de operações rotineiras e específicas na produção, armazenamento e transporte de alimentos. Este Procedimento pode apresentar outras nomenclaturas desde que obedeça ao conteúdo estabelecido nesta Resolução

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A tuberculose bovina é uma entidade nosológica infectocontagiosa, crônica, causada pelo Mycobacterium bovis e caracteriza‐se pelo desenvolvimento de lesões granulomatosas, formando nódulos de distribuição focal ou difusa e de consistência firme no parênquima do órgão. Ao corte, observa‐se que estas lesões são bem delimitadas, apresentando no seu interior um conteúdo pastoso, de coloração amarelada e, algumas vezes, com áreas calcificadas. Considerando o achado de lesões tuberculosas na linha de inspeção, assinale a destinação correta da carcaça quanto ao tipo de lesão.
A) Lesões tuberculosas encontradas em animais com caquexia – condenação total da carcaça.
B) Lesões tuberculosas em animais febris ao exame ante mortem – rejeição parcial da carcaça.
C) Lesões tuberculosas miliares em serosa – remoção das lesões e aproveitamento parcial por esterilização.
D) Lesões tuberculosas localizadas e discretas em pleura ou peritônio parietal – condenação total da carcaça.

RESPOSTA: ART. 196 DO RIISPOA, TEXTO CORRETO:
Lesões tuberculosas em animais febris ao exame ante mortem – rejeição TOTAL da carcaça.
Lesões tuberculosas miliares em serosa – rejeição TOTAL da carcaça.
Lesões tuberculosas localizadas e discretas em pleura ou peritônio parietal – REJEIÇÃO PARCIAL da carcaça.

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O departamento de inspeção de produtos de origem animal (DIPOA) instituiu o programa de procedimentos‐padrão de higiene operacional (PPHO) a ser utilizado nos estabelecimentos de leite e derivados. PPHO são procedimentos descritos, desenvolvidos, implantados e monitorizados, visando estabelecer a forma rotineira pela qual o estabelecimento industrial evitará a contaminação direta ou cruzada e a adulteração do produto, preservando sua qualidade e integridade por meio da higiene antes, durante e depois das operações industriais. Com base na estruturação do plano PPHO a ser implementado nos estabelecimentos de leite e derivados, analise as afirmativas.
I. O plano deve ser estruturado em 9 pontos básicos.
II. Segurança da água, higiene dos empregados e controle integrado de pragas devem fazer parte da estrutura do PPHO.
III. Dentre os pontos básicos da estruturação do PPHO, o treinamento dos funcionários é o primeiro a ser implantado.
IV. Segurança no transporte, proteção na estocagem dos pontos de venda e identificação correta das embalagens dos produtos são pontos da estruturação do PPHO.
Estão corretas as afirmativas
A) I, II, III e IV.
B) I e II, apenas.
C) II e III, apenas.
D) I, III e IV, apenas.

RESPOSTA:
RESOLUÇÃO DIPOA/SDA Nº 10, DE 22 DE MAIO DE 2003, instituiu o Programa Genérico de PROCEDIMENTOS – PADRÃO DE HIGIENE OPERACIONAL – PPHO, a ser utilizado nos Estabelecimentos de Leite e Derivados que funcionam sob o regime de Inspeção Federal, como etapa preliminar e essencial dos Programas de Segurança Alimentar do tipo APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle).
Segundo a norma, o Plano PPHO deve ser estruturado em 9 pontos básicos:
PPHO 1. Segurança da Água;
PPHO 2. Condições e higiene das superfícies de contato com o alimento;
PPHO 3. Prevenção contra a contaminação cruzada;
PPHO 4. Higiene dos Empregados;
PPHO 5. Proteção contra contaminantes e adulterantes do alimento;
PPHO 6. Identificação e Estocagem Adequadas de substâncias Químicas e de Agentes Tóxicos;
PPHO 7. Saúde dos Empregados;
PPHO 8. Controle Integrado de Pragas;
PPHO 9. Registros.
Esta norma também definiu as características do PPHO: Procedimentos de limpeza e sanitização, compreendendo: Conservação e manutenção sanitária de instalações, equipamentos e utensílios; Frequência (antes / durante / após operação industrial); Especificação e controle das substâncias detergentes e sanitizantes utilizadas e de sua forma de uso; Formas de monitorização e respectivas frequências; Aplicação de ações corretivas a eventuais desvios, garantindo, inclusive, o apropriado destino aos produtos não conformes; Elaboração e manutenção do Plano de implementação do PPHO, dos Formulários de Registros, dos documentos de monitorização e das ações corretivas adotadas. Todos os documentos devem ser assinados e datados. A manutenção de Registros inclui: Garantia da sua integridade; Arquivamento no mínimo por 1 (um) ano; Fácil disponibilidade ao SIF; Manutenção em local de fácil acesso.

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“O programa de redução de patógenos, monitoramento microbiológico e controle de Salmonella sp. em carcaças de frangos e perus da Secretaria de Defesa Agropecuária implementa a análise laboratorial sistemática e contínua de carcaças de frangos e perus in natura, para pesquisa de Salmonella sp., em todos os estabelecimentos de abate registrados no serviço de inspeção federal (SIF). A qualidade dos processos de controle de Salmonella sp. nos estabelecimentos será monitorada por meio de ciclos de amostragem, com cada ciclo formado por 51 amostras. O programa estabelece o número máximo de amostras positivas (contaminadas) em cada ciclo.” Considerando o referido Programa, o número máximo de amostras positivas aceitáveis em cada ciclo de amostragem é
A) 1.
B) 5.
C) 12.
D) 15.

SEGUNDO A IN 70/2003 QUE LEGALIZA O PROGRAMA DE REDUÇÃO DE PATÓGENOS (PRP), NO SEU ITEM 9.3.1. TRAZ A SEGUINTE DEFINIÇÃO: SENDO N= 51; C= 12, ONDE A CADA 51 AMOSTRAS REALIZADAS (N=51) SERÁ DENOMINADO 1 CICLO DE AMOSTRAGEM, NO QUAL, O MÁXIMO DE POSITIVOS ACEITÁVEL SERÁ DE 12 AMOSTRAS (C=12).


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