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Gabarito extraoficial BACEN 2013 Analista – Economia

Publicado em 21 de outubro de 2013 por - 19 Comentários

Confira o gabarito extraoficial da prova de Economia do cargo de Analista do Banco Central do Brasil (BACEN) 2013, comentado pelo professor Jeferson Mendes.

 

Com relação às operações de captação e operações ativas no mercado financeiro brasileiro, julgue os itens a seguir:

51. A cédula de crédito bancário (CCB), um título executivo extrajudicial, representa dívida em dinheiro, a qual é certa, líquida e exigível e pode ser emitida com ou sem caução pessoal ou fiança.

CERTO

Quando não atua com prerrogativa de estado, celebra contratos semi-públicos regidos pelo direito privado.

Para minimizar os custos da inadimplência, reduzindo, portanto, os prêmios de risco implícitos nos spreads, o governo instituiu a Cédula de Crédito Bancário (CCB), instrumento de crédito de trâmite judicial simplificado. O principal objetivo do novo instrumento é dar mais rapidez aos processos de cobrança levados ao Judiciário. A CCB é um título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.

A CCB é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível, e pode ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória (caução pessoal ou fiança), cedularmente constituída.

Fonte: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/FAQ%201-Juros%20e%20Spread%20Banc%C3%A1rio.pdf

52. Os depósitos à vista não são remunerados, enquanto os depósitos em poupança, independentemente da taxa Selic, tem remuneração básica definida pela taxa referencial e remuneração adicional de 0,5% ao mês.

ERRADO

A forma atual da remuneração da poupança foi estabelecida pela Lei nº 8.177, de 1º de março de 1991, que, com a alteração introduzida pela Medida Provisória nº 567, de 3 de maio de 2012, passou a vigorar com a seguinte regra:

I – a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial (TR), calculada conforme metodologia definida pelo Conselho Monetário Nacional (art. 7º da Lei nº 8.660, de 28 de maio de 1993), e

II – a remuneração adicional, por juros de: a) cinco décimos por cento ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano, definida pelo Banco Central do Brasil, for superior a oito inteiros e cinco décimos por cento; ou b) setenta por cento da meta da taxa Selic ao ano, definida pelo Banco Central do Brasil, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, nos demais casos (alteração introduzida pela MP nº 567, de 2012).

53. As instituições associadas devem recolher ao fundo garantidor de créditos (FGC) contribuição especial de 0,0833% ao mês sobre os saldos de depósitos a prazo com garantia especial (DPGE) do FGC que se situar dentro do limite fixado pelo Conselho Monetário Nacional.

CERTO

RESOLUÇÃO Nº 4.222, DE 23 DE MAIO DE 2013

Fonte: http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/2013/pdf/res_4222_v1_O.pdf

Art. 3º Como condição para dispor da garantia especial de que trata o Capítulo II do Regulamento, as instituições associadas devem recolher ao FGC contribuição especial equivalente ao somatório dos seguintes valores:

I – 0,0833% a.m. (oitocentos e trinta e três décimos de milésimo por cento ao mês) do montante dos saldos dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE) do FGC que se situar dentro do limite fixado pelo Conselho Monetário Nacional; e

54. Caso seja atualizada mensalmente por índices de preços, a letra de crédito imobiliário (LCI) tem prazo mínimo de vencimento de 36 meses; caso não seja atualizada por índice de preços, esse prazo passa para 60 dias.

CERTO

A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 14 de novembro de 2012, com base nos arts. 10, inciso VI, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, 12 e 17 da Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004, RESOLVE:

Art. 1º – O prazo mínimo de vencimento da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é de:

I – 36 (trinta e seis) meses, quando atualizada mensalmente por índice de preços;

II – 12 (doze) meses, quando atualizada anualmente por índice de preços; e

III – 60 (sessenta) dias, quando não atualizada por índice de preços.

Parágrafo único – Os prazos de que trata este artigo devem ser contados a partir da data em que um terceiro adquira a LCI da instituição emissora.

55. A cessão de créditos pode ocorrer com ou sem coobrigação da instituição cedente, não sendo admitida, nesse tipo de cessão, a recompra a prazo de créditos vincendos anteriormente cedidos.

CERTO

Resolução nº 2.836, do CMN, de 30/5/01 (DOU de 31/5/01).

O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 30 de maio de 2001, tendo em vista o disposto no art. 4º, inciso VI, da referida lei e no art.23 da Lei nº 6.099, de 12 de setembro de 1974, com a redação dada pela Lei nº 7.132, de 26 de outubro de 1983, RESOLVEU:

Art. 3º – A cessão de créditos na forma prevista nos arts. 1º e 2º pode ser efetuada com ou sem coobrigação da instituição cedente.

Art. 5º – Não será admitida:

I – a recompra, a prazo, de créditos vincendos, anteriormente cedidos;

II – a aquisição de créditos com recursos originários de aceites cambiais.

No que diz respeito à política monetária e à política fiscal, julgue os itens subsequentes.

91. O superávit primário, como proporção do PIB requerida para estabilizar a relação entre dívida pública e o PIB, é uma função direta da relação entre a dívida pública/PIB e a taxa de juros e, ainda, uma função inversa do crescimento real da economia, para certa taxa de inflação e de senhoriagem.

CERTO

Quanto maior (menor) a dívida pública e a taxa de juros e menor (maior) o crescimento da economia e/ou a emissão monetária para financiar parte do déficit, maior (menor) terá que ser o superávit primário a ser alcançado para evitar que a relação dívida pública/PIB aumente.

92. Considere que o banco central de determinado país objetive promover a valorização cambial da moeda local, sem provocar impactos indesejáveis no mercado interno, mantendo constantes as demais variáveis econômicas não afetadas diretamente pela atuação do banco central. Nessa situação, o banco central poderá atuar no mercado de câmbio, vendendo determinado montante de suas reservas cambiais e comprando o equivalente de sua própria moeda, desde que compre títulos no mercado aberto interno em valor correspondente à operação cambial.

CERTO

V – outras formas de desfazimento – renúncia ao direito de propriedade do material, mediante inutilização ou abandono.

93. Considere que, em determinado ano, a inflação anual tenha sido de 14%. Nessa situação, de acordo com “a crítica de Lucas”, o crescimento da moeda nominal, a inflação esperada e a inflação efetiva podem ser reduzidas no ano subsequente, sem que haja recessão.

ERRADO

A lógica do argumento de Lucas pode ser visto retornando à equação:

pt = pet – a(ut – un)

Se os agentes que determinam os salários continuassem a adotar expectativas adaptativas (pet = pt-1), então o único modo de diminuir a inflação seria aceitar um desemprego maior por algum tempo. Mas se os agentes que determinam os salários pudessem ser convencidos de que a inflação iria de fato ser menor do que no passado, eles diminuiriam suas expectativas de inflação. Isso, por sua vez, diminuiria a inflação corrente sem a necessidade de se promover nenhuma alteração na taxa de desemprego.

Lucas e Sargent não acreditavam que a desinflação pudesse realmente ocorrer sem algum aumento do desemprego. Mas Sargent, após examinar os dados históricos relativos ao custo do desemprego associado à eliminação de diversos episódios de hiperinflação, concluiu que o aumento do desemprego poderia, de fato, ser bem menor.

O fator essencial da desinflação bem-sucedida seria a credibilidade. Caso fosse possível aumentar a credibilidade da política, os agentes que determinam os salários poderiam alterar o modo como formam suas expectativas, e assim, abreviariam os custos da desinflação. Ainda, os autores argumentam que um programa de desinflação rápido e transparente tem maiores chances de ter credibilidade maior.

Com relação aos modelos de determinação da renda e dos preços, julgue os itens subsecutivos.

94. Segundo o modelo Mundell-Fleming-Dornbush, sob taxas de câmbio fixas e perfeita mobilidade de capital, adotar uma política monetária independente do mercado externo é a melhor maneira de estabilizar o sistema econômico.

ERRADO

Uma política monetária expansionista terá como primeiro impacto um deslocamento para a direita da curva LM (de LM1 para LM2), pressionando a taxa de juros para baixo.

Como em uma situação de livre mobilidade de capital a taxa de juros interna menor que a externa induz uma saída massiva de recursos, o BACEN terá que intervir no mercado de câmbio, comprando moeda doméstica.

Este procedimento enxuga novamente a quantidade de moeda no sistema, deslocando a curva LM para a esquerda, em seu ponto inicial, restabelecendo a condição de igualdade entre as taxas de juros interna e externa.

 

Conclusão: a política monetária é inoperante no caso de câmbio fixo e perfeita mobilidade de capital, o BACEN não tem nenhum controle sobre o agregado monetário, que terá de se ajustar para garantir a igualdade entre as taxas de juros.

95. De acordo com as modificações propostas por Milton Friedman e Edmundo Phelps para a curva de Philips, a taxa de desemprego deveria ser mantida acima do que consideraram a taxa natural de desemprego, na qual o nível de preços existente é igual ao nível de preços esperado e a inflação atual corrente correspondente à inflação esperada.

ERRADO

Podemos notar que uma política monetária expansionista aumenta a taxa de inflação e reduz o desemprego enquanto os trabalhadores forem iludidos, após isso retornam a condição inicial de desempregados em que sua satisfação era maximizada. De fato, o sistema tende a este equilíbrio, que é estável e ao nível da taxa natural de desemprego.

Se isto é verdade, não haverá o trade-off entre taxa de inflação e desemprego, pois sempre o sistema no longo prazo estará sob a taxa natural de desemprego, independente da taxa de inflação. Tal afirmação jogou por terra o dilema enfrentado pelos economistas nas décadas de 50 e 60, de escolher entre baixas taxas de inflação ou de desemprego.

Com base na teoria econômica, Friedman e Edmund Phelps concluíram que a noção da compensação de longo prazo entre a inflação e o desemprego era ilusória. A proposição é: A longo prazo a economia se moverá para a taxa natural de desemprego quaisquer que sejam as taxas de inflação. Enquanto pode haver um hiato de curto prazo entre inflação e desemprego, não há nenhum hiato de longo prazo.

96. Segundo o modelo IS-LM para uma economia aberta, um aumento exógeno em qualquer dos componentes da demanda a uma taxa de juros inalterada é representado por um deslocamento da curva de demanda agregada para a direita.

ERRADO

Segundo a equação da demanda agregada a seguir:

DA = A0 – bi + c*(1-t)*Y

Ocorrendo um aumento exógeno da demanda (Co, Io e Go), a curva da demanda agregada se deslocará para cima.

97. Os regimes cambiais em que os bancos centrais intervêm para comprar e vender moedas estrangeiras com o objetivo de influenciar as taxas de câmbio são conhecidos como sistemas de flutuação limpa.

ERRADO

Se dá o nome de flutuação suja.

Julgue os seguintes itens acerca da teoria dis ciclos econômicos e do mercado de trabalho

98. As curvas de oferta coletiva e individual de mão de obra têm inclinação positiva, com a curva de oferta individual à direita da de oferta coletiva.

CERTO

V – outras formas de desfazimento – renúncia ao direito de propriedade do material, mediante inutilização ou abandono.

99. De acordo com a teoria do ciclo econômico real de equilíbrio, a flutuações do produto e do emprego independem dos choques reais que atingem a economia, pois nos mercados se ajustam rapidamente e atingem o equilíbrio.

CERTO

A teoria dos ciclos reais afirma que as flutuações no produto e no emprego decorrem de uma série de choques reais que atingem a economia, com merca os se ajustando rapidamente e permanecendo sempre em equilíbrio.

  1. 100.  O salário de restrição é o menor salário que os empregadores estão interessados em pagar para determinada atividade econômica.

ERRADO

Também chamado de salário de reserva, ou seja, é o salário que poderia tornar o trabalhador indiferente entre trabalhar ou permanecer desempregado.

Pode ser que nesta situação, haja trabalhadores que prefiram estar empregados do que desempregados.

No que diz respeito à teoria do consumidor e à teoria da firma, julgue os itens seguintes.

  1. 101.  Considere que determinada firma tenha a função de produção e proporções fixas e que cada nível de produção exija uma combinação específica de trabalho e capital. Nessa situação, a taxa marginal de substituição técnica é constante em todos os pontos da isoquanta.

CERTO

  • As isoquantas convexas são de uma função de produção com rendimentos marginais decrescentes. A TMST é decrescente, à medida que se adiciona uma quantidade cada vez maior de trabalho ao processo produtivo, em substituição ao capital, a produtividade da mão-de-obra-cai. Da mesma forma, quando uma quantidade maior de capital é adicionada, em substituição ao trabalho, a produtividade capital apresenta redução.
  • As isoquantas lineares são de um função de produção em que os insumos são substitutos perfeitos um para o outro. Como a isoquanta é uma linha reta, a TMST é constante, isso significa que a taxa em que capital e trabalho podem substituir um ao outro é a mesma, não importando o nível de insumos que está sendo utilizado.
  • As isoquantas em forma de L são de uma função de produção de proporções fixas, ou seja, apenas uma combinação de trabalho e capital pode ser empregada para produzir cada nível de produto.

 

  1. 102.  A taxa marginal de substituição (TMS), calculada por meio da curva de indiferença do consumidor, corresponde à propensão marginal a pagar ou a consumir.

ERRADO

A inclinação da curva de indiferença:

• TMS = Δx2/Δx1

• Mede o trade off que o consumidor enfrenta entre o consumo de um bem e de outro bem (depende no nível que o consumidor já consome dos bens)

• Mede propensão marginal a pagar (abrir mão). Diferente de o quanto consumidor tem que pagar.

pagar propriedade do material, mediante inutilização ou abandono.

 


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19 comentários

  • Adriana Lopes

    Caros, essa correção é da prova para qual área? Certamente não é a prova de Analista Área 4.

  • Caro Professor,

    A questão 101, conforme o conteúdo que o senhor expôs confirma o gabarito como “E”.
    Observe que a questão fala de proporções fixas, logo não há o que se falar em taxa marginal de substituição.

    Abraços

  • fabio

    Olá,

    Na 96 considero CERTO, pois aumentar a demanda significa deslocamento para cima ou para direita ou ambos.

    Na 98 também marquei CERTO, mas não entendi sua justificativa.

    Na 99 é claramente ERRADO, sua própria justificativa dis isso, segundo a teoria do ciclo economico real as flutuações DEPENDEM dos choques, na questão está dito que INdependem, o que é um absurdo.

    Na 101 é CERTO, a TMST é infinita até o ponto da proporção fixa e zero a partir de então.

    Na 102 é CERTO, a TMS indica o quanto o consumidor está disposto a abrir mão de X2 para obter uma unidade a mais de X1, novamente sua própria justificativa você diz que é a propensão marginal a pagar.

    • RaísaLacerda

      A 96 é errada pois se aumentarmos as IMPORTACOES, a curva nao se deslocaria a direita.

      • FABIO

        Raísa, bem pensado, é possível pensar assim, mas é o único elemento das despesas autônomas que acarretaria isso, e mesmo assim o normal é pensar em exportações líquidas como componente da demanda, sendo assim um aumento no componente externo significaria aumento nas exportações líquidas, o que aumentaria a demanda, mas…. vamos ver daqui a pouco qual o pensamento correto, se bem que, agora se o resultado vier errado não recorrerei, vou considerar sua visão!

    • RaísaLacerda

      A 101 é ERRADA, isoquanta cm proporcoes fixas sao as ISOQUANTAS DE COMPLEMENTARES PERFEITOS (leontief). Ela nao é cte. Ela é infinita na parte vertical e 0 na parte horizonttal.

    • Ciça Lessa

      e quando serão publicadas as resoluções das questão de economia de analista da área 6?

  • Sérgio Gomes da Silva

    Gentileza informar-me se haverá correção da prova de Analista área 6.
    Grato,
    Sérgio

  • RaísaLacerda

    O deficit primario elimina do seus calculo as txs de juros. Pq entao ele cresceria cm um aumento das txs de juros???

    • FABIO

      Raísa, a questão pergunta sobre o superávit necessário para manter a relação divida/pib estável, sendo assim, considerando inflação e crescimento economico zero o superávit primário necessário para manter a relação dívida/pib estável é do tamanho dos juros da dívida pública, isso aumenta se os juros aumentar, diminui se houver inflação ou crescimento economico!

  • RaísaLacerda

    Mesmo que o superávit primario dependesse das txs de juros… Qnto maior as txs de juros maior o SUPERÁVIT??? Não seria maior o DÉFICIT????

  • JOLNEI

    Na minha prova as questões estão em outra ordem. Ex: vcs comentaram a questão 51 e na minha prova esse enunciado é da questão é a 52.

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