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Fuja da autossabotagem e conquiste sua vaga, concurseiro!

Publicado em 20 de setembro de 2013 por - 5 Comentários

Você já ouviu falar em autossabotagem? Sabe o que significa?

Pode ser que você nem saiba definir o significado, mas, com certeza já experimentou momentos em que decidiu agir de um jeito e na hora H agiu de outro. A impressão que dá é a de que duas pessoas diferentes vivem dentro do mesmo corpo. Cada uma querendo algo diferente e, ao final, ganha aquela que tiver mais força. Mas, calma! Se você já se viu nessa situação, isso não quer dizer que está com dupla personalidade, ou algo parecido. A autossabotagem tem mais a ver com comportamentos e sonhos que alimentamos durante a vida.

A essa altura você deve estar se perguntando o seguinte: Se a autossabotagem não é uma disfunção neuroquímica, porque ela é tão poderosa em atrapalhar meus planos?

Nesse caso o inimigo se esconde dentro de você e silenciosamente age potencializando seus medos, suas ansiedades, criando várias dificuldades e bloqueando setores de sua vida. No caso daqueles que necessitam estudar, é esse, o inimigo que o impede de ter disciplina, de se organizar física e mentalmente e que, dentre outras coisas, também produz uma inquietação fazendo com que os concurseiros, vivam criando desculpas para não conseguir aprender e ou pelo menos estudar o suficiente.

sabotagem 3

Mas como assim? Então, eu sou meu autossabotador?

Vamos entender como produzimos, sem perceber, esse mecanismo autossabotador que coloca empecilhos e barreiras  impedindo o alcance de seus objetivos. Esse comportamento pode aparecer de diversas formas. Vamos nos deter, no entanto, nos paradigmas.

Passamos boa parte de nossas vidas construindo e alimentando paradigmas sobre muitas coisas.  Nas pessoas essas expectativas, funcionam como um óculos escuro num ambiente de pouca luz. O efeito disso é a distorção na percepção da realidade. Ou seja, a pessoa vive a vida e coloca toda a sua energia naquilo que acredita estar correto. Mas, muitas vezes os paradigmas que criamos não nos levam a lugar nenhum.

Vamos a um exemplo: Maria fez Administração de Empresas e criou o paradigma de ser uma administradora reconhecida. Almejou esse sonho na faculdade e nos dez anos seguintes. O tempo passou e, com mais amadurecimento, ela percebeu que vários fatores a impediam de ser aquilo que um dia sonhou, desde os tempos da  faculdade. Um belo dia, Maria resolve mudar o rumo de sua vida, faz a opção pela carreira de servidora pública e começa a estudar. Essa ação fez Maria quebrar um paradigma na vida dela. De repente, abriu mão de tudo que havia sonhado para se dedicar a outra coisa. Após fazer isso, Maria se questiona: será que terei competência de passar em um concurso? (Qualquer identificação é mera coincidência, concurseiros).

Do paradigma a autossabotagem

No exemplo de Maria ela estava ali, vivendo uma vida estável, com um salário fixo há 10 anos. Mas, um dia viu que isso não estava levando a nada, percebeu que a vida deixou de ser prazerosa. Um dia tomou a atitude de estudar para concursos e de repente muitas dúvidas ficaram na cabeça. Será que tenho competência? Será que sou capaz? É nessa fase que a autossabotagem pode manifestar-se. E por que isso acontece? Simples: por autodefesa. O cérebro tem por função primordial a preservação, por isso, muitas vezes sente-se aquelas sensações negativas por medo dos riscos e das responsabilidades das novas decisões. Isso pode acabar inconscientemente com as nossas realizações.

Concurseiros x sacrifício

Outro exemplo clássico na vida dos concurseiros:  A palavra sacrifício. O que mais se fala é: “Para passar você precisa sacrificar o tempo com a família, sem sacrifício não tem sucesso, é preciso sacrificar um tempo para estudar…”.  A questão é: quem busca satisfatoriamente sacrificar-se? Observe que nessa ideia, nesse paradigma criado de que para passar num concurso deve existir muito sacrifício, já existe empecilho suficiente para dificultar o desejo de estudar e aprender num nível ideal para uma boa classificação. A cultura disseminada é a do desprazer, do isolamento e isso acaba afastando os concurseiros das pessoas que amam, de suas alegrias, como se só assim pudessem conquistar sua vaga.

Ocorre que, como  o cérebro tem a finalidade da autopreservação, a ideia de “sacrifício” é identificada como algo ameaçador, por essa razão eleva o nível de estresse e, por fim, isso acaba bloqueando as capacidades necessárias para um bom desempenho, seja criando um estado de confusão, seja criando um branco na hora da prova, seja criando um conflito entre fazer o que gosta versus  sacrificar-se para passar num concurso.

Por outro lado, numa visão mais lógica, analise:

Se a ideia é de que só com sacrifício consegue-se o resultado esperado, inconscientemente você buscará todas as dificuldades possíveis e inimagináveis para se sacrificar, tornando o aprender e a sua trajetória de concurseiro em algo penoso, distanciando-se cada vez mais de seus objetivos. Como ficar disciplinado e organizado para sofrer? Isso é loucura.

O simples pensamento de executar qualquer coisa penosa diminui drasticamente nosso desempenho, a sensação é de subir uma imensa montanha todos os dias. Esse tipo de sintoma no contexto da aprendizagem é responsável pelo desânimo que compromete a capacidade de compreender, lembrar e aprender.

Tudo que repetimos e vivenciamos com frequência torna-se um padrão (paradigma), e como já vimos o padrão de sacrifício não é nada animador. Para mudar esse padrão desagradável e limitante é preciso criar um recurso que o conduza a um estado mais animador e estimulante. O que fazer então para mudar esse paradigma, agindo de forma mais coerente e eficiente em relação aos resultados que deseja?

sabotagem 2Como sugestão: mude suas referências. Reprograme-se de forma eficiente.

Ao invés de pensar e dizer que é preciso muito sacrifício nos estudos, pense e diga que decidiu ter mais dedicação nos estudos. Isso o coloca no controle da situação porque passa a ser uma decisão (escolha) e não uma necessidade (obrigação -> sacrifício), além do que dedicar (oferecer-se com afeto), dá ao cérebro um estímulo de prazer. É possível que no início da mudança de paradigma, ocorra certo conflito interno, afinal, mudar de opinião é mais simples do que mudar de atitude, contudo, com um pouquinho de policiamento você conseguirá desenvolver outro padrão de pensamento mais compensador. Quando vier à sua mente a ideia de sacrificar-se, inverta para a ideia de DEDICAR-SE.

Outro elemento que produz bloqueios é o hábito de utilizar palavras opostas ao que se deseja. As palavras afetam nossa neurologia, além do mais, o cérebro age com base no objetivo a ser atingido. Se você costuma utilizar, por exemplo, frases “como é difícil”, “não consigo”, “isso não é pra mim”, está dando ao seu cérebro um caminho a ser seguido.

Para satisfazer o seu objetivo estabelecido através de sua linguagem, ele buscará recursos para consumar o que é entendido como algo a ser realizado.  É importante abandonar as ideias irracionais evitando ir em direção contrária a seus objetivos.

Lembre-se que seu único concorrente é você, afinal você só precisa de uma vaga. Não se preocupe com os outros. Ocupe-se de você. Mantenha seu foco, lembre-se que você chegará ao lugar que escolher em seu mapa.

1. Policie seu pensamento de derrota porque ele reduz sua autoestima e, como consequência, compromete seu desempenho.

2. Sem essa de achar que perdeu tempo estudando para isso ou aquilo. Nenhum estudo é perdido.

3. Disciplina não é um ato e sim um hábito (o que você habitualmente faz e o que habitualmente pensa).

Fique atento aos paradigmas limitantes para eliminá-los e alinhar seus desejos com suas ideias com  pensamentos e comportamentos mais eficientes terá todas as chances de concretizar o que almeja.

Colaboração: Drª. Nanci Azevedo Cavaco
Psicanalista, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Máster Pratictioner e Coach em Programação Neurolinguística, Neurocientista com especialização em aprendizagem, memória e TDAH ( Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade) , Neurocientista membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento.
Sócia-Diretora da Academia do Cérebro


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5 comentários

  • Carlos

    Muito bom o artigo. Isso na verdade serve para todas as áreas da nossa vida. Muitas vezes temos uma oportunidade sensacional, mas inconscientemente há uma mensagem dizendo que nós não somos merecedores.

  • Lívia

    Perfeito esse artigo!!!

    Obrigada!!

  • Laura Gomes

    Acertou em cheio, parece até que está falando para mim…

  • Henrique

    Excelente artigo. As “meras coincidências” com os exemplos citados neste texto caíram como uma luva na minha trajetória; e essa mesma luva (de pelica) me deu uns bons tabefes para mudar a forma de encarar o caminho da vitória. Positividade!

  • Cláudia

    É muito melhor fazer algo prazeroso!!! A consequência é o resultado positivo. Não estamos habituados a pensar de maneira otimista em situações difíceis e que exijam esforço, pois um dos maiores desafios é conseguir sair da zona de conforto.
    “Um longo caminho se começa com o primeiro passo”.

    Parabéns ao Aprova e obrigada Dra. Nanci Cavaco pelo assunto.

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