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10 mil horas para se tornar um gênio

Publicado em 7 de junho de 2013 por - 2 Comentários

prova-exame-estudante1Por que uns tornam-se melhores do que outros nas artes, esportes, exatas ou humanas? Será que talento é o suficiente para fazer com que as pessoas destaquem-se umas das outras?

Para o psicólogo Anders Ericsson, a vocação é importante, mas só isso não basta. Para alcançar êxito em determinada função é preciso, também, acumular 10 mil horas de estudo ou treino.  Na década de 1990, Anders e seus colegas realizaram um estudo com o objetivo de identificar os fatores que diferenciavam os experts de pessoas consideradas comuns.

Para provar a teoria, a equipe seguiu para a Academia de Música de Berlim, para tentar encontrar o porquê de alguns artistas serem considerados os “gênios da música”, enquanto outros, apenas intérpretes comuns. Os psicólogos separaram os alunos da elitista escola alemã em três grupos: os considerados excepcionais, os bons e os ruins. A análise da vida dos músicos revelou que todos começaram a tocar violino quase com a mesma idade, aos cinco anos, e praticavam em média de duas a três horas semanais. A partir dos oito anos, contudo, começaram a surgir as diferenças entre eles: nessa idade os melhores alunos praticavam cerca de seis horas por semana. Aos doze, a média subia para oito horas e aos quatorze, o treino era de dezesseis horas semanais.
Ao completarem vinte anos de idade, os melhores alunos dedicavam à música pelo menos trinta horas semanais e na prática haviam acumulado dez mil horas de estudo. Ericsson e sua equipe repetiram a pesquisa com pianistas e chegaram ao mesmo padrão. Após anos de pesquisa, analisando pessoas talentosas em diferentes áreas, o psicólogo concluiu que para se tornar gênio em alguma coisa é preciso praticá-la durante 10 mil horas.

Seguindo essa teoria, até mesmo alguns prodígios devem ser repensados, como o compositor Mozart, por exemplo, cujas primeiras obras eram escritas por seu pai que, provavelmente, melhorava-as de alguma forma. Do mesmo modo, seus concertos iniciais eram arranjos dos trabalhos de outros compositores e suas peças de começo de carreira não eram espetaculares sob a ótica de produções mais maduras, tal como descreve o psicólogo Michael Howe em Genius Explained. Aquelas que foram consideradas suas obras-primas foram compostas depois dos 21 anos de idade, já com mais de dez de experiência. O mesmo aconteceu com Bill Gates e Bill Joy, Paul Allen, Steve Ballmer, Steve Jobs e Eric Schmidt. Em 1975, quando foi lançado o primeiro minicomputador com preço acessível, eles estavam na casa dos vinte. Suas conquistas e projetos foram lançados após anos de prática e muitas horas de estudo acumuladas.

No Brasil, Ayrton Senna não nasceu pilotando bem na chuva. Ele ia para o autódromo sempre que começava a chover. Acumulou, sem dúvida, mais de dez mil horas treinando. O mesmo podemos falar sobre Zico e Oscar Schimidth, que não se contentavam apenas com os treinos diários, eles faziam questão de ficar além do horário para potencializar seus talentos.

No “Fora-de-série: outliers, descubra porque algumas pessoas têm sucesso e outras não”, o autor Malcolm Gladwell, diz que os resultados são atingidos através de talento e preparação, onde o trabalho duro lapida os dons inatos que construirão as pessoas de grande valor. Não só pela habilidade ou oportunidade que possibilitam que alguém esteja num grupo de elite, mas também pela sua dedicação e esforço em merecer estar ali.

Como aplicar a teoria das 10 mil horas estudando para concursos?

Os concurseiros que desejam, realmente, passar em um concurso público sabem que é preciso se dedicar muito. São horas de estudo, abrindo mão de eventos e do convívio com os amigos.  Pode até ser que a teoria de Anders Ericson não se aplique à rotina de muitos estudantes, visto que muitos trabalham e têm compromissos diários. Mas só de saber que ao final de 10 (mil?) horas de estudo, você tem a chance de se tornar um expert em alguma matéria já anima, não é mesmo?

Então nós montamos um cálculo base (não exato) de quanto tempo você vai levar para alcançar esse objetivo:Estudando 6h/dia durante 5 dias por semana: o concurseiro alcançará a expertise em 7 anos! E ainda aproveita o fim de semana!

Estudando 6h/dia durante 7 dias por semana:o concurseiro alcançará a expertise em 5 anos, aproveitando apenas parte do fim de semana.

Esses são alguns exemplos, mas pode ser adaptada à rotina de cada um, estudando menos durante a semana e mais no fim de semana, por exemplo. O importante é fazer uma contagem regressiva de horas e focar sempre no objetivo.


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