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Exército abre 520 vagas para jovens até 22 anos

Publicado em 21 de maio de 2013 por - 10 Comentários

size_380_cadetes-exercito-aman-veja-jpgO Exército abriu 520 vagas destinadas a jovens, com idade entre 17 e 22 anos. Se passarem, os candidatos vão ingressar no curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico para a Escola Preparatória de Cadetes (EsPCEx). O curso tem duração de um ano, em regime de internato. A escola fica em Campinas (SP).

Para participar os jovens ter concluído o ensino médio, ser do sexo masculino, ter altura mínima de 1,60m e ter entre 17 e 22 anos até 31/12/2014. As inscrições vão até 19 de junho pelo endereço eletrônico  www.espcex.ensino.eb.br.  A taxa é de R$ 80.

As provas serão realizadas em dois dias. Em 14 de setembro são os testes de português, redação, física e química.  No dia 15, matemática, geografia-história e inglês.

 

Informações sobre o Concurso Exército (Espcex) 

  • Inscrições: até  19 de julho
  • Taxa de Inscrição: R$ 80
  • Nº Vagas: 520
  • Nível: Médio
  • Edital

 

Escola Preparatória de Cadetes do Exército
www.espcex.ensino.eb.br

História

O ensino Preparatório do Exército teve início em 1939, com a transformação do Colégio Militar de Porto Alegre em “Escola de Formação de Cadetes”, depois denominada Escola Preparatória de Porto Alegre (EPPA). Quando a EPPA teve sua capacidade esgotada em receber novos alunos, o Exército Brasileiro decidiu criar novas escolas preparatórias para atender a grande procura pela carreira das armas. Dessa forma, pelo Decreto-Lei nº 2.584, de 17 de setembro de 1940, surgia a Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo (EPSP), instalada, provisoriamente, no edifício destinado ao Hospital Sírio-Libanês, situado na rua da Fonte, nº 91, atual Adma Jafet, no bairro da Bela Vista, cedido para essa finalidade pelo Governo de São Paulo, que manifestou grande interesse em ter uma escola militar em seu território. Em 1944, teve início a construção do atual prédio da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), situado na área da centenária Fazenda Chapadão, em Campinas, cujo projeto, em estilo colonial espanhol, é de autoria do engenheiro-arquiteto Hernani do Val Penteado. Em 1942, foi criada, também, a Escola Preparatória de Fortaleza (EPF). Em 1946, São Paulo, instituiu-se a SRL (Sociedade Recreativa e Literária), órgão representativo do corpo discente, expressão da comunidade estudantil, que viria a se constituir em estimulante auxílio para a diversificação das atividades dos alunos na vida escolar. Nesse mesmo ano foi realizado o primeiro baile de formatura, no Teatro Municipal de São Paulo. A EPSP funcionou na capital por 18 anos. O ano de 1958 foi o último de formação dos alunos da EPSP na capital. Em 1959, por meio do Decreto nº 45.275, de 23 de janeiro de 1959, a EPSP era transferida para Campinas, passando a se chamar Escola Preparatória de Campinas (EPC). As três Escolas Preparatórias atravessaram as décadas de 1940 e 1950 em franca atividade, mas em 1961, por meio do Decreto nº 166, de 17 de novembro de 1961, as escolas preparatórias foram extintas, restando apenas a Escola Preparatória de Campinas (EPC). De imediato os alunos das Escolas de Fortaleza e Porto Alegre foram transferidos para Campinas. Para 1962, estava suspenso o Concurso de Admissão e a extinção da EPC ocorreria em 31 de dezembro de 1963, com a conclusão do curso pelos alunos remanescentes. A sociedade campineira, liderada pelo Comandante da EPC, mobilizou-se no sentido de anular a extinção da EPC. Em 27 de novembro de 1963, o Diário Oficial da União publicava a revogação do art. 3º do Decreto 166,de 17 de novembro de 1961. Com isso, a Escola prosseguia na sua missão de formar os futuros Cadetes de Caxias.

O Curso

O ano escolar abrange o período letivo, o de recesso escolar e o período de férias – entre a cerimônia de conclusão do ano letivo e a apresentação, em janeiro do ano subsequente, na AMAN. O início e o encerramento do período escolar são formalizados por meio de solenidades militares, em datas fixadas pelo DECEx (Departamento de Cultura e Educação do Exército).
O regime de funcionamento do curso da EsPCEx é de internato. A frequência do aluno às atividades escolares é obrigatória, sendo considerada ato de serviço. A duração dos tempos de aula, instrução ou de outras atividades escolares é de 50 minutos. O aluno será considerado aprovado no 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico e considerado habilitado para ingresso na AMAN se obtiver nota igual ou superior a 5,0 (cinco vírgula zero) em cada uma das disciplinas curriculares (Anatomia Humana, Cálculo I, Desenho Geométrico e Geometria Descritiva, Física Geral, Geopolítica, História Geral e do Brasil, Instrução Militar – Tiro, Organização, Preparo e Emprego da Força Terrestre e Treinamento Físico Militar I, II e III – , Língua Espanhola I, Língua Inglesa I, Metodologia da Pesquisa Científica, Português I, Química Aplicada às Ciências Militares e Tecnologia da Informação e Comunicações) e se estiver igualmente apto na esfera da Disciplina Militar.
Ao término do ano letivo, haverá uma classificação geral de rendimento escolar (expresso por meio de nota e menção) referente a todos os alunos aprovados, fundamentada nas notas finais das disciplinas, no conceito escolar e em uma prova geral de avaliação integrada de todo o conteúdo estudado no ano (não considerada para efeito de aprovação). Esta classificação serve para destacar os alunos com os melhores resultados na EsPCEx, sendo aproveitada como ponto de partida para a classificação geral da AMAN. O concludente do curso, com aproveitamento, habilitado ou não à matrícula na AMAN, fará jus ao Histórico Escolar contendo as disciplinas cursadas na EsPCEx e ao Certificado de Reservista de 2ª categoria.
O aluno terá direito à realização de provas finais em duas instâncias, caso não tenha obtido o grau mínimo para a aprovação ao término do ano letivo; se for reprovado em alguma disciplina, deixará de ser matriculado na AMAN, sendo obrigado a repeti-la no ano seguinte, na EsPCEx (juntamente com as disciplinas de Instrução Militar, Língua Espanhola I e Língua Inglesa I). O aluno/cadete somente terá direito a uma única reprovação ao longo de todo o Curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico.

O Aluno

A excelência na formação de futuros cadetes pela EsPCEx é a primeira e obrigatória etapa para a formação de oficiais e, consequentemente, para o engrandecimento do Exército Brasileiro. A Escola cria a base sólida para que a AMAN possa prosseguir em sua missão de formar o futuro oficial.
O foco da formação do futuro cadete é a progressividade no desenvolvimento de atitudes (atributos afetivos), que servirão de alicerce para que as demais áreas dessa formação – área cognitiva, área psicomotora e a área afetiva – possam ser desenvolvidos. Dentre as diversas atitudes a serem objetos de observação e de desenvolvimento, constantes do Perfil Profissiográfico do Concludente do Curso de Formação de Oficiais da Linha de Ensino Bélico, são priorizadas aquelas imprescindíveis para o exercício das atividades do cadete naquela Academia: abnegação, adaptabilidade, camaradagem, cooperação, coragem moral e física, disciplina, empatia, equilíbrio emocional, flexibilidade, lealdade, persistência e rusticidade. As demais, também importantes, serão desenvolvidas naquela Academia, nos anos subsequentes.
O aluno é tratado, desde seus primeiros contatos com a Escola, com o rigor fraternal dedicado a um irmão mais novo ou a um filho, a quem a atual geração de militares delegará, em breve, a responsabilidade pela preservação dos valores do Exército. A cordialidade – sem perder o rigor inerente à atividade militar –, a empatia, a fé na nobreza da missão de ser soldado e o exemplo são ressaltados no dia a dia do aluno.
As manifestações de desapreço, de deseducação, de incoerência e de maus tratos são rigorosamente abolidas da formação do aluno da EsPCEx. O futuro comandante do combate moderno atuará nos mais variados ambientes operacionais e culturais. Portanto tem, nos exemplos da Escola, suas primeiras e mais arraigadas lembranças de respeito aos direitos humanos e à diversidade cultural.
O aluno identifica-se, desde os primeiros dias na caserna, como o profissional do Estado que concentra, em suas mãos, o poder legal para o emprego das armas, cuja função específica é a defesa do próprio Estado pela administração da violência. Portanto, para se manter dentro dessa legalidade que faz uso coletivo da violência, deve eliminar qualquer vestígio de violência individual de sua personalidade.


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