Confira o gabarito não oficial do concurso do Ibama, comentado pelo professor Láercio de Mello, de Atualidades:

A ordem das questões pode variar de acordo com o seu tipo de prova.

Apontada por ambientalistas como a “caixa d’água” do Pantanal, a região das nascentes do Rio Paraguai, em Mato Grosso, sofre há quarenta anos um processo de degradação que pode ser alvo de investigação. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) denunciou ao Ministério Público Federal a ameaça ao bioma que se mantém como o mais preservado do país, com quase 85% de sua área original. O IHP comprovou o desmatamento ilegal nas áreas próximas às cabeceiras e acusou os efeitos da extração mineral e do uso intensivo do solo para agropecuária, mesmo em área de proteção ambiental.

O estado de S.Paulo, 2/9/2012, 9. A25 (com adaptações)

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos relativos ao meio ambiente, ao desenvolvimento sustentável e à ecologia, julgue os itens seguintes.

28. A degradação das nascentes mencionada no texto coloca em risco a bacia do Rio Paraguai, que é de fundamental importância para a hidrologia do Pantanal.

CERTO. Note que o enunciado já ajuda a responder. A degradação de nascentes não é um problema só no Pantanal, é um problema de todos os rios. As nascentes devem sim ser preservadas, inclusive esse é um dos pontos tratados no Código Florestal e que já foi tema no Aprova Atualidades.

29. O exemplo do rio Taquari, no extremo sul de Mato Grosso, é usado como alerta para o que pode ocorrer com o rio Paraguai: o termo “taquarização” surgiu para evidenciar os efeitos da degradação de nascentes, processo assinalado pelas grandes erosões e do qual decorreram o comprometimento do lençol freático e a perda de hidrologia da região.

ERRADO.A questão está errada pelo no seguinte ponto: a degradação das nascentes não está relacionada com o lençol freático, mas sim com o desmatamento tanto das nascentes como de toda a mata ciliar. Lembramos que esse ponto também é tratado no Código Florestal.

30. A recente decisão do governo brasileiro de abandonar a ideia de editar o Código Florestal, tomada devido à difícil e complexa tramitação da matéria no Congresso Nacional, possivelmente resultará no avanço da degradação de áreas de nascentes dos rios, não apenas na região do Pantanal.

Essa questão é dúbia, tanto para certa ou errada, é uma questão temporal.

PASSÍVEL DE RECURSO. O argumento da dubiedade está no fato de afirmar “a recente decisão do governo brasileiro de abandonar a ideia de editar o Código Florestal (…)”. Pense, quando o governo abandonou? Não existe essa indicação. Apenas fala que é recente. Se é recente, poderia ser citado a data ou o ato desse abandono. Está no Diário Oficial da União de quinta-feira (18 /10), que a presidente Dilma Rousseff vetou nove itens da proposta que foi aprovada pelo Congresso Nacional. Note que o texto é atual, do dia 02/09/2012, mas no dia 18/10/2012 o governo retoma sua posição e o efeito de “abandonar” citado na questão foi anulado.

Obs.: Aqui você tem uma prova da importância de acompanhar o nosso programa que sempre está fazendo relações entre as notícias publicadas nos mais diversos jornais.

31. Com vistas a respeitar e preservar a biodiversidade marinha, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma decisão ratificada individualmente pelos Estados que a integram, veda aos grandes barcos pesqueiros jogar suas redes turbinadas com chumbo ao mar, ou seja, a tradicional prática de pesca de arrasto.

ERRADO. Os ambientalistas estão travando uma grande luta para que realmente a pesca de arrasto seja proibida e realmente se faz necessário uma decisão da ONU a esse respeito. Mesmo na Rio + 20 esse tema ficou em segundo plano. Veja o que publicou o jornal O Globo sobre o tema:

“Os avanços, desde então, foram muito menores do que o desejado. A dimensão econômica da proposta entrou na balança e mereceu mais considerações do que o impacto ambiental da pesca. Prova disso é o final frustrante debate sobre os oceanos na Rio+20, em junho — que, acreditava-se, traria algum avanço. Em vez de uma legislação para os mares internacionais, os países-membros da ONU contentaram-se, no documento final, com termos vagos como “tomada de ações urgentes” e “consideração de um debate”. Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/leito-dos-oceanos-devastado-pelas-redes-da-pesca-de-arrasto-5990321


Considerando o quadro de conflitos na Síria, iniciados em 2011, julgue os itens subsequentes.

32. As principais causas do conflito atual na Síria incluem a derrubada do regime ditatorial de Bashar al-Assad, no poder desde 2000, e a luta por direitos civis.

CERTO. Esse tema nos já debatemos no Aprova Atualidades: o conflito na Síria tem como objetivo principal a derrubada do poder do ditador Bashar al-Assad e a busca pelos direitos civis.

33. O conflito na Síria inaugurou o processo histórico conhecido como Primavera Árabe.

ERRADO. Quem está acompanhado o aprova atualidades viu que eu já expliquei que a a origem dos fatos  que deram origem à “Primavera Árabe” estão ligados à Tunísia e não à Síria. Veja o texto que explica:

“Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987”. Fonte:  http://topicos.estadao.com.br/primavera-arabe

34. Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU, é o atual mediador da Liga Árabe e também da ONU para os conflitos na Síria, entre o regime do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes que querem destruí-lo do poder.

CERTO. Essa não deu tempo de profetizarmos, mas é verdade que o ex-secretario da ONU era o mediador da liga Árabe. Lembre-se que cinco meses depois de assumir a mediação do conflito na Síria, o enviado especial da Liga Árabe e da ONU, Kofi Annan, renunciou ao cargo por não concordar com o andamento das negociações.

 

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